Advogados dizem que Mariano estaria sendo pressionado a delatar

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O escritório Rigueira, Amorim, Caribé, Caúla & Leitão – Advocacia Criminal, que defendia o médico Mariano de Castro no processo decorrente da Operação Pegadores, declarou hoje (14), por meio de nota, que o seu cliente – encontrado morto no apartamento em que cumpria prisão domiciliar, em Teresina – “poderia estar sendo vítima dos infortúnios psicológicos da atualidade, onde se reforça o uso de pressões a favor da delação como mecanismo de suporte à investigação”.

Segundo os defensores, o acusado de ser o operador do esquema que desviou mais de R$ 18 milhões da Saúde do Maranhão já aguardava o julgamento de um habeas corpus, com parecer favorável do Ministério Público Federal, “para que ele pudesse trabalhar e sustentar sua família”.

Sobre os escritos atribuídos a Mariano (saiba mais), os advogados referem-se como “suposta carta por ele escrita sobre fatos investigados”.

Veja abaixo a íntegra do comunicado.

“É com imenso pesar que o Escritório Rigueira, Amorim, Caribé, Caúla & Leitão – Advocacia Criminal, recebeu a notícia do falecimento de Mariano de Castro Silva, investigado na Operação Sermão aos Peixes, após a divulgação midiática de suposta carta por ele escrita sobre fatos investigados.

Mariano ficou preso preventivamente após fase ostensiva da operação, posteriormente foi colocado em prisão domiciliar e, atualmente, tramita Habeas Corpus a seu favor perante o Superior Tribunal de Justiça.

O processo estava pronto para julgamento e contava com parecer favorável do Ministério Público Federal, no sentido de revogar a domiciliar, para que ele pudesse trabalhar e sustentar sua família.

Relembramos, ainda, que Mariano foi o único que ficou preso dentre as pessoas que foram presas ao se deflagrar a Operação e poderia estar sendo vítima dos infortúnios psicológicos da atualidade, onde se reforça o uso de pressões a favor da delação como mecanismo de suporte à investigação.

No mais, expressamos nossas condolências à família de Mariano neste momento de dor e sofrimento”

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