Veja demite jornalista bolsonarista José Roberto Guzzo que tentava atacar o STF

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247 – O jornalista bolsonarista José Roberto Guzzo foi demitido da revista Veja, da Editora Abril, onde iniciou seu trabalho como colunista há 51 anos. A saída se deu após a recusa da direção da publicação em publicar sua última coluna, na qual criticava o STF e dizia que os ministros, com o julgamento de quinta-feira 17 sobre segunda instância, decidiriam “pela paz ou pela desordem”.

Em uma carta de despedida, Guzzo escreveu que, “ao recusar a publicação da coluna mencionada”, a Veja “exerceu o seu direito de não levar a público algo que não quer ver impresso em suas páginas. A partir daí, em todo caso, o prosseguimento da colaboração ficou inviável”.

 

Leia a íntegra da carta e postagens do jornalista no Twitter sobre o assunto:

jrguzzo

@jrguzzofatos

Dentro de 72 horas, ou algo assim, o Brasil estará vivendo dentro da nova realidade a ser definida pelo STF com sua decisão sobre o valor real que lei, justiça, razão e moral devem ter hoje em nossa sociedade. Os ministros tem duas opções. Ou decidem pela paz ou pela desordem.

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JOSE RABELO SANTANA@RABELowisk

Guzzo, acabo de cancelar a minha assinatura de 39 anos da VEJA, quando procurei o seu artigo na última página e não encontrei. Era a única que eu ainda lia em tal publicaçao!!!

jrguzzo

@jrguzzofatos

Caro José Rabelo
A “Veja” decidiu vetar o artigo que eu tinha escrito para a última edição. Era um texto com críticas ao STF, justamente. A revista não quer mais a minha colaboração. Abraços e obrigado…
🤗🤗🤗

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“Caros amigos

Desde ontem, 15/10/19, não sou mais colaborador da revista “Veja”, na qual entrei em 1968, quando da sua fundação, e onde mantinha uma coluna quinzenal desde fevereiro de 2008. A primeira foi publicada na edição de 13/02/2008. A partir daí a coluna não deixou de sair em nenhuma das quinzenas para as quais estava programada.

Na última edição, com data de 16/10/19, a revista decidiu não publicar a coluna que eu havia escrito. O artigo era sobre o STF, e sustentava, como ponto central, que só o calendário poderia melhorar a qualidade do tribunal — já que, com a passagem do tempo, cada um dos 11 ministros completaria os 75 anos de idade e teria de ir para casa. Supondo-se que será impossível nomear ministros piores que os destinados a sair nos próximos três ou quatro anos, a coluna chegava à conclusão que o STF tende a melhorar.

A liberdade de imprensa tem duas mãos. Em uma delas, qualquer cidadão é livre para escrever o que quiser. Na outra, nenhum veículo tem a obrigação de publicar o que não quer. Ao recusar a publicação da coluna mencionada acima, “Veja” exerceu o seu direito de não levar a público algo que não quer ver impresso em suas páginas. A partir daí, em todo caso, o prosseguimento da colaboração ficou inviável.

Ouvimos, desde crianças, que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Espero que esta coluna tenha sido um bem que não durou, e não um mal que enfim acabou. Muito obrigado.”

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