Alongamento de cílios pode causar queimaduras durante ressonância magnética, alertam especialistas

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Nem toda ocasião é adequada para o uso de cílios postiços ou alongados. O conselho não é dos experts em moda, mas de médicos das mais diversas especialidades. Antes da realização de exames radiológicos ou mesmo de cirurgias, o ideal é retirar completamente os fios artificiais. Do contrário, o paciente pode ter os olhos e as pálpebras queimados.

O alerta viralizou nas redes sociais há cerca de uma semana, sobretudo em perfis de radiologistas do Brasil e do exterior. As fotos dos posts impressionam. Alguns mostram cílios completamente derretidos e queimaduras severas em torno do globo ocular. Um vídeo que circula no WhatsApp exibe ainda experiências envolvendo manequins e aparelhos de ressonância magnética. Ao passar pelo equipamento, o boneco tem os pelos oculares postiços bruscamente arrancados.

Segundo a dermatologista Nádia Bavosoo perigo está na composição dos fios usados no alongamento e da cola utilizada para fixá-los. Esses materiais, avisa a médica, costumam conter metais – elementos que interagem com as máquinas utilizadas em cirurgias e ressonâncias.

“No caso da ressonância magnética, é como colocar um pedaço de metal dentro do micro-ondas. A radiação provoca aquecimento das partículas de metal, expondo o paciente ao risco de se queimar. Quanto às cirurgias, o que pode ocorrer é que, durante uma cauterização, por exemplo, os pequenos fragmentos metálicos absorvam a energia do cautério (aparelho utilizado para conter lesões e sangramentos), o que também pode ocasionar queimaduras”, explica a profissional.
Para evitar acidentes e lesões indesejadas, o conselho de Nádia é que o paciente não deixe de informar o médico sobre todos procedimentos estéticos pelos quais tenha passado. “Especialmente em se tratando de exames. No bloco cirúrgico, o pessoal já tem um protocolo mais rígido e consistente nesse sentido”, conclui.

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