Padre é condenado a pagar R$ 15 mil a Jean Wyllys por “fake news”

O padre José Cândido da Silva terá de pagar danos morais de R$ 15 mil ao deputado federal Jean Wyllys (PSol/ RJ), segundo decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Na setença, proferida na última terça-feira (20/3), o o magistrado Manuel Eduardo Pedroso Barros chega a citar a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) Marília de Castro Neves Vieira, queespalhou “fake news” em relação à vereadora Marielle Franco, assassinada na semana passada.

“Os apelos às ‘fake news’ são de tal potencial influenciador que, recentemente, verificamos uma Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comentando como verdadeiros os eventuais engajamentos criminosos da vereadora Marielle Franco, assassinada no último dia 14”.

Em um comentário no Facebook, Vieira afirmou que Marielle “estava engajada com bandidos” e “não era apenas uma lutadora”. Além disso, escreveu que “a tal Marielle descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, que, de acordo com Marília, seriam do Comando Vermelho.

Sentença

O caso envolvendo o deputado aconteceu em 2015. À época, o clérigo era apresentador do programa Questões de Fé, na TV Horizonte, e investiu contra Wyllys ao alegar que havia um projeto de lei para legalizar a união entre humanos e animais. Tal projeto, atribuído à também deputada Maria do Rosário (PT/ RS), jamais existiu.

O juiz atentou ao fato que José Cândido baseou sua indignação em uma página humorística no Facebook na qual o próprio autor deixa claro que se trata de ficção. “Realmente, diante do que está nos autos, não há como acolher a tese do réu de ausência de culpa. Sua fonte é uma verdadeira piada. Jamais o réu poderia ter se dirigido a um programa de televisão para comentar de forma séria uma notícia extraída da página do Sr. Joselito Muller, incutindo na mente de seu público falsidades a respeito do autor”, diz a sentença.  As informações são do TJDFT.

Jean x Marília 

O próprio Jean Wyllys já havia sido alvo da desembargadora Marília de Castro Neves Vieira. Também em uma postagem nas redes sociais, ela afirma que é “a favor de um ‘paredão’ profilático para determinados entes… O Jean Willis (sic), por exemplo, embora não valha a bala que o mate e o pano que limpe a lambança, não escaparia do paredão”.

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