Cristian Cravinhos vai para cela solitária

Cristian Cravinhos, condenado a 38 anos de prisão pela morte dos pais de Suzane von Richthofen, está em uma cela solitária do presídio de Tremembé, interior de São Paulo, informa o G1. Ele cumpria pena em regime semiaberto desde agosto do ano passado, mas foi preso na última quarta-feira (18) após ser acusado de agredir uma mulher.

Cristian tinha declarado residência em São Paulo e não podia se ausentar da capital sem prévia comunicação à Justiça. O condenado foi detido no bairro Trujillo, na região central de Sorocaba, após agredir sua ex-mulher, que chamou a polícia.

Segundo informações do G1, Cristian ficará por 10 dias em observação na cela solitária. Fontes do G1 afirmam ainda que Cristian deve voltar a cumprir pena em regime fechado, mas essa informação ainda não foi confirmada pela Justiça.

A prisão de Cristian

Cristian estava em liberdade desde agosto do ano passado, após cumprir parte da pena de 38 anos e seis meses, na Penitenciária de Tremembé (SP). Ao chegar ao local da queixa da agressão, os policiais encontraram um projétil de calibre 9 mm no colete do suspeito, que ofereceu R$ 1 mil para não ser preso, além de uma moto. Uma arma achada no local também seria dele. Cristian ainda teria dito aos PMs que seu irmão, Daniel Cravinhos, viria de São Paulo com mais dinheiro.

 Os policiais deram voz de prisão por porte ilegal de arma e munição, e por estar fora de seu domicílio, em horário em que deveria estar em casa. Conforme a PM, a ex-mulher confirmou as agressões, mas não quis registrar o caso.

Em audiência de custódia, no Fórum Criminal de Sorocaba, o juiz entendeu que o condenado teve conduta incompatível com as regras do cumprimento de pena em regime aberto. Cristian ficará preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba até ser transferido para Tremembé.

De acordo com o advogado Ivan Peterson de Camargo, que acompanhou Cristian na audiência, ele negou a posse da munição. “Ele alegou que veio para Sorocaba se encontrar com uma mulher, mas sua ex-mulher acabou vindo atrás dele e o surpreendeu. Houve uma discussão, mas ele nega que tenha agredido, tanto que ela chamou a polícia, mas não fez queixa”, disse.

Conforme o advogado, o acusado negou também a posse da arma e a tentativa de suborno. “Os policiais recolheram munição e dinheiro que estariam num colete, num bar, que ele nega ser dele.” O advogado disse que foi contratado apenas para a audiência e vai conversar com a família para, eventualmente, continuar no caso. “Se ficar comigo (o caso), vou estudar as medidas para tentar manter o regime aberto.”
O assassinato do casal Richthofen

Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos foram condenados, junto com Suzane von Richthofen, pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia Richthofen, em 2002, em São Paulo. Na época, Daniel era namorado de Suzane.

Cristian foi sentenciado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a prisão em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante da pena em liberdade. Daniel também já conseguiu o regime aberto, enquanto Suzane aguarda decisão da Justiça sobre pedido no mesmo sentido, feito pela Defensoria Pública de Taubaté.

Os policiais encontraram um projétil de calibre 9 mm no colete do suspeito, que ofereceu R$ 1 mil para não ser preso, além de uma moto. Uma arma achada no local também seria dele. Cristian ainda teria dito aos PMs que seu irmão, Daniel Cravinhos, viria de São Paulo com mais dinheiro.

Os policiais deram voz de prisão por porte ilegal de arma e munição, e por estar fora de seu domicílio, em horário em que deveria estar em casa. Conforme a PM, a ex-mulher confirmou as agressões, mas não quis registrar o caso.

Em audiência de custódia, no Fórum Criminal de Sorocaba, o juiz entendeu que o condenado teve conduta incompatível com as regras do cumprimento de pena em regime aberto. Cristian ficará preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba até ser transferido para Tremembé.

De acordo com o advogado Ivan Peterson de Camargo, que acompanhou Cristian na audiência, ele negou a posse da munição. “Ele alegou que veio para Sorocaba se encontrar com uma mulher, mas sua ex-mulher acabou vindo atrás dele e o surpreendeu. Houve uma discussão, mas ele nega que tenha agredido, tanto que ela chamou a polícia, mas não fez queixa”, disse.

Conforme o advogado, o acusado negou também a posse da arma e a tentativa de suborno. “Os policiais recolheram munição e dinheiro que estariam num colete, num bar, que ele nega ser dele.” O advogado disse que foi contratado apenas para a audiência e vai conversar com a família para, eventualmente, continuar no caso. “Se ficar comigo (o caso), vou estudar as medidas para tentar manter o regime aberto.”

Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos foram condenados, junto com Suzane von Richthofen, pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia Richthofen, em 2002, em São Paulo. Na época, Daniel era namorado de Suzane.

Cristian foi sentenciado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a prisão em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante da pena em liberdade. Daniel também já conseguiu o regime aberto, enquanto Suzane aguarda decisão da Justiça sobre pedido no mesmo sentido, feito pela Defensoria Pública de Taubaté.

voltou às 15h10 desta quinta-feira (19) para penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. Ele foi interno da unidade por mais de 10 anos, depois de ser condenado pelo crime em 2006, e tinha deixado o presídio em agosto do ano passado beneficiado pelo regime aberto.

Cristian Cravinhos foi preso na madrugada da última quarta-feira (18), após ser denunciado por agredir uma mulher, apontada como sua ex, na porta de um bar em Sorocaba.

Segundo os policiais que foram acionados para atender a ocorrência, ao ser abordado, Cristian se apresentou como “um dos irmãos Cravinhos” e tentou subornar os policiais com R$ 1 mil para não ser preso. Ele portava ainda munição de uso restrito.

Cristian vai ficar por 10 dias em regime de observação na penitenciária Doutor José Augusto Salgado (P2). No modelo, ele fica sozinho, isolado em uma cela, sem direito a receber visita. A cela mede 8 metros quadrados.

O G1 apurou que ele vai voltar a cumprir pena no regime fechado – a Vara de Execuções Criminais (VEC) e o Tribunal de Justiça (TJ-SP) não confirmaram oficialmente essa informação até a última atualização desta reportagem. O processo de Cristian tramita no fórum da Barra Funda.

Antes de chegar em Tremembé, ele estava no CDP de Sorocaba, aguardando a transferência. Cristian irá responder por corrupção ativa e posse ilegal de munição.

Cristian Cravinhos foi preso suspeito de agredir mulher e tentar subornar policiais em Sorocaba (SP) (Foto: Carlos Dias/G1) Cristian Cravinhos foi preso suspeito de agredir mulher e tentar subornar policiais em Sorocaba (SP) (Foto: Carlos Dias/G1)
Cristian Cravinhos foi preso suspeito de agredir mulher e tentar subornar policiais em Sorocaba (SP) (Foto: Carlos Dias/G1)
Regressão
No regime aberto, Cristian deixou a prisão e cumpria pena em casa. O modelo, que é o mais brando dentre os regimes prisionais, permite que o detento seja mantido em liberdade e se apresente em juízo em datas pré estabelecidas.

No regime fechado, ele perde o direito à liberdade e também às saídas temporárias – permitidas cinco vezes ao ano quando estava no regime semiaberto.

Crime
O casal Richthofen foi assassinado em 2002. Cristian e o irmão Daniel, então namorado de Suzane, planejaram o crime.

Suzane e o namorado foram condenados a 39 anos de prisão, enquanto Cristian, a 38 anos. Ela é a única que ainda está presa – ela cumpre pena no semiaberto. A última vez que ela deixou a unidade foi na saída temporária de Páscoa. Ela pleiteia progressão de pena ao regime aberto.

Daniel está no regime aberto desde 16 janeiro deste ano. Antes, ele também cumpria pena em Tremembé, junto com o irmão.

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