Drama do baixo clero – Coluna Caxias em Off –

Nos bastidores do legislativo caxiense vigora a tensão entre os 10 vereadores integrantes do chamado baixo clero. A inquietação dos edis se dá em um nível imediato e noutro posterior, que envereda para a disputa eleitoral de 2020. No imediato eles se dizem “debaixo de taca”, pois não teriam seus pleitos atendidos no Palácio da Cidade. Já no pleito futuro, o temor de não conseguirem se reeleger tem assombrado suas noites, comprometendo-lhes o sono.
Parece exagero, mas não é. Nas coxias, os 10 parlamentares tem trocado informações entre si e avaliado o cenário atual e futuro. São eles próprios que raciocinam dizendo o seguinte: “Hoje, a melhor situação aqui é a da turma do alto clero”. E listam, por exemplo, nesse meio o presidente da Casa, vereador Catulé, e os colegas Antonio Ximenes, Mario Assunção, Paulo Simão e Irmã Nelzir. “Os cinco estão por cima da carne seca”, afirmam.
Indagado sobre a situação dos quatro colegas oposicionistas, os ‘diáconos’ completam: “Quem é oposição está bem na fita. Os eleitores não lhes cobram muita coisa e o que eles dizem tem repercussão na cidade e a reeleição fica mais fácil. Agora, nós que somos governo e, ainda por cima, estamos sem condições de atender nosso eleitorado, ai o bicho pega”. 
O drama dos diáconos (baixo clero), como se vê na explicação deles, faz sentido. Claro que é preciso dar um desconto no que fala a vereança, que me geral reclama de barriga cheia, mas no caso acima nota-se claramente a preocupação da turma com o futuro politico…Para piorar, há seis figuras com transito livre no Palácio da Cidade interessadas em assumir uma cadeira na Câmara Municipal em 2020.