DEFICIÊNCIA NÃO IMPEDE JOVEM DE CONQUISTAR O SEU DIPLOMA

Após sofrer diversas complicações no nascimento, Wellington Ferreira, hoje com 30 anos, foi diagnosticado com paralisia cerebral no dia em que a família comemorava o seu aniversário de um ano. Com dificuldades motoras, o rapaz precisou ser matriculado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) para receber o acompanhamento e tratamento necessário como: fisioterapia e terapia fonoaudiológica.

 

Na escola, que possui modalidade de educação especial, ele foi aprendendo as matérias básicas. Aos 16 anos, começou a participar do projeto de informática da instituição. Ele recebeu dos professores um teclado adaptado e por cinco anos teve o apoio da professora Cristiane Mainardes, que sempre se surpreendeu com a inteligência do rapaz.

A inteligência do jovem era tão notável, que após ser avaliado por uma equipe multiprofissional, ele foi para uma rede comum de ensino. No ensino comum, ele precisou usar um pincel para estudar devido a dificuldade motora nas mãos, mas continuou surpreendendo os educadores. Nessa época, os professores chegaram a fazer até um financiamento coletivo para comprar um notebook para ele.

Ao concluir o ensino médio, o jovem conseguiu um desconto de 20% para fazer uma graduação no ensino superior e a escolha dele também foi uma surpresa para a família – ele decidiu fazer um curso de matemática à distância. A cada seis meses, ele tinha que percorrer mais de 190 KM para chegar até a faculdade, em Curitiba, além de passar por oito avaliações por semestre. Apesar da correria, ele sempre se destacou nas notas, sem precisar usar calculadora para fazer as contas.

Ele também digita cálculos aparentemente difíceis de maneira rápida e fácil no computador e faz vários desenhos. Por toda essa superação, Wellington se tornou um orgulho para amigos e família. A avó dele, Renilda Ferreira da Silva, por exemplo, o ajuda com as refeições enquanto a mãe do rapaz trabalha, apesar de também sofrer um problema do lado esquerdo decorrente de um acidente vascular cerebral (AVC).

Agora, a família de Wellington tem mais um motivo para comemorar, já que o rapaz está preste a se formar após quatro anos de graduação. Porém, ele não irá parar de estudar. No próximo ano, ele pretende começar a cursar Ciências da Computação, mostrando que é possível vencer as barreiras.

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