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Pergentino Holanda PH: Arancam e DJ Edy nos palcos E mais: Hoje é Dia da Saudade

Pergentino Holanda PH: Arancam e DJ Edy nos palcos E mais: Hoje é Dia da Saudade

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 02/11/2026 15:34 | 27 visualizações
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PH

 
 
O famoso cantor Thiago Arancam encontrou uma forma de simplificar suas apresentações mais intimistas. Para tanto, ele está fazendo uma parceria que é o sucesso do momento no Centro e no Sul do País. Arancam chamou o DJ Edy, de Brasília, para fazer um dueto com ele, no palco. Edy cuida da produção de VS e do roteiro dos shows. Juntos, eles fazem o maior sucesso, tanto na Capital Federal quanto nos principais palcos do país
O famoso cantor Thiago Arancam encontrou uma forma de simplificar suas apresentações mais intimistas. Para tanto, ele está fazendo uma parceria que é o sucesso do momento no Centro e no Sul do País. Arancam chamou o DJ Edy, de Brasília, para fazer um dueto com ele, no palco. Edy cuida da produção de VS e do roteiro dos shows. Juntos, eles fazem o maior sucesso, tanto na Capital Federal quanto nos principais palcos do país

Finados e poesia

Há exatos 45 anos eu publicava o poema “Dia de Finados”, que é destaque na primeira e, mais recentemente, na segunda edição, acrescida de “outras viagens poéticas”, do meu livro “Existencial de Agosto”, elogiado por grandes nomes da literatura nacional e internacional.

Entre muitos outros nomes de grande prestígio na Literatura, posso citar Bandeira Tribuzi, o uruguaio Eduardo Galeano, Jomar Moraes, José Sarney, José Américo de Almeida, Josué Montello, José Sarney, Maurice Druon, Murilo Mendes, Péricles Eugênio da Silva Ramos, Nauro Machado, e José Saramago – o único escritor de língua portuguesa laureado com o Prêmio Nobel de Literatura.

Finados e poesia...2

Eis, na íntegra, o poema que faz sucesso até hoje:

“Correm rios de velhas madrugadas/destes meus olhos embriagados:../ Amanheço-me hoje respirando morte:/ É Dia de Finados e sinto medo!.../ Hoje é dia de morte e sombras em todos os espaços/ e é roxa a cor do meu caminho/ À beira de um túmulo desconhecido/ sem vela, sem prece,/ sem epitáfio e sem gente/ quero-me outro para esquecer-me de ser esquecido/ em dias desses/ de lembranças e sem crepúsculo”.

Dia da Saudade

O excelente poeta Fabrício Carpinejar defende que o Dia dos Finados deveria ser chamado de Dia da Saudade. Segundo ele, os mortos não morrem na saudade. Continuam vivendo dentro dela. Tanto que a maioria das condolências se refere à “saudade eterna”.

A morte não é um fim, mas uma etapa, um ciclo do conjunto da vida. A morte não destitui a vida. É ainda vida. A despedida é a esperança do reencontro.

A tradição nos incute a ideia de futuro interrompido, levando-nos a lamentar a intimidade cortada e o que não será testemunhado por quem partiu. Não se fala, em nenhum instante, do passado inesgotável em aberto. O passado não se finalizou. Há muito para se descobrir sobre ele.

Dia da Saudade...2

Faço coro com o poeta quando defende que “Saudade” seria um termo mais apropriado, magnânimo e amplo para expressar a permanência do vínculo. O luto não termina com o que você significou para alguém. Não abole a sua condição, não arranca a sua memória, não extingue a experiência.

Se falece a mãe ou o pai, você segue sendo filho. Se falece um filho, segue sendo pai ou mãe. Se falece um irmão, segue sendo irmão.

O luto não termina com aquilo que aconteceu. O luto é o nosso jeito de fazer o ente querido resistir à passagem do tempo.

É tudo, menos um vazio, menos uma ausência.

Dia da Saudade...3

A grande verdade é que o luto revela uma morada, uma presença em você. Você passa a ser habitado por uma cumplicidade, uma amizade inquebrantável.

Na verdade, ocorre uma virada quando você se dá conta de que não perdeu a pessoa, mas ganhou a pessoa definitivamente, apesar de ser um processo difícil, perturbador e doloroso de aceitação.

De repente, transcorreram cinco anos desde o enterro, 10 anos, e o apego não altera a sua intensidade. Você só troca a rotina pela fé, e aprende a conviver com o invisível, a procurar conselhos e conversas no legado (percebe que ri como o outro, dobra a roupa como o outro, repete uma frase como o outro).

O morto não envelhece mais. Você guarda a feição que o afeto tinha no momento do desenlace. Mantém a imortalidade do seu último olhar.

Dia da Saudade...4

Carpinejar também lembra que você não mais enxerga o morto, mas o sente. Sentir são os olhos interiores. Não tem como diminuir a emoção, ou invalidá-la. Sentimentos são fatos.

A impressão física é de que ele recém saiu de perto: a ponto de você se arrepiar com uma rajada quente de vento, a ponto de entendê-la como um abraço, um cumprimento com o rosto encostado no rosto, um beijo cálido.

Você não vem imaginando coisas, tampouco reconstitui apenas o que já foi vivido: essa sensação resulta de um estar próximo perpétuo de quem desejava o seu bem e jamais o abandonará por completo.

Dia da Saudade...5

As recomendações de cuidado se mostram vitalícias. E existem relatos de gente que é visitada em sonhos durante as piores crises pessoais. As mensagens são os mensageiros e reabrem os caminhos.

A saudade sintetiza melhor esta data do que a noção de “Finados”, porque ela é um lugar. Um território na alma além dos nossos limites terrenos. Um cantinho em nós mesmos. Um altar em que as velas nunca se apagam.

Feijoada do Maranhão

Com 35 edições realizadas em Belo Horizonte e uma passagem internacional por Lisboa, o tradicional evento Feijoada do Maranhão, idealizada por Valdez Maranhão. Chegou à sua 8ª edição em São Luís.

O evento, que nasceu em 1991, em Belo Horizonte (MG), já realizou 35 edições em solo mineiro, oito edições em São Luís e até uma edição internacional em Lisboa, Portugal.

A mais nova edição em São Luís foi realizada no dia 31 de outubro, no Hotel Rio Poty, e reuniu empresários, jornalistas, blogueiros e uma caravana com mais de 50 visitantes vindos de Belo Horizonte para um intercâmbio cultural e turístico.

A recente edição na capital maranhense contou com o apoio do presidente da ABIH do Maranhão, Armando Ferreira, e reuniu um grupo grande de convidados em uma experiência marcada pela boa gastronomia, hospitalidade, entretenimento e oportunidades de relacionamento.

Empresária Andreza Martins, Armando Ferreira (hoteleiro), Valdez Maranhão (produtor do evento) e Izabel Cristina
Empresária Andreza Martins, Armando Ferreira (hoteleiro), Valdez Maranhão (produtor do evento) e Izabel Cristina
Armando Ferreira e a filha Maria Clara entre os jovens Leonardo Barros, que representou o Repórter PH na Feijoada do Maranhão, e seu colega Ítalo Moraes
Armando Ferreira e a filha Maria Clara entre os jovens Leonardo Barros, que representou o Repórter PH na Feijoada do Maranhão, e seu colega Ítalo Moraes
Grupo de belas mineiras circulando na Feijoada do Maranhão: Rubia Silva, Lúcia Luize. Andreza Martins e Marcela Santana
Grupo de belas mineiras circulando na Feijoada do Maranhão: Rubia Silva, Lúcia Luize. Andreza Martins e Marcela Santana

 DE RELANCE

O luto e o amor são infinitos

Este Repórter PH faz coro com aqueles que preferem reservar o Dia de Finados  para pensar nos bons momentos vividos ao lado dos que já se foram. O luto e o amor são infinitos. Mudam de forma, viram saudade e se infiltram nos sonhos.

O dia 2 de novembro é para lembrar os que perdemos e é apenas um feriado no calendário. Já não tenho apego aos ritos que quando criança eram obrigatórios, porque sei que meu pai, minha mãe e mais quatro irmãos, viraram feixes de luz nas horas em que tudo parece sombrio.

Sinto a falta de todos eles, nas horas úmidas, nas horas iluminadas, nas viagens que teríamos feitos juntos ou simplesmente sabia que eles gostariam de estar presentes. Sinto a presença do meu pai, da minha mãe e dos meus quatro irmãos no vazio que a saudade provoca e então recolho lembranças de tantos momentos de afeto e a tristeza muda de cor. 

Na minha pequena cidade, Presidente Dutra, o preto era sinal de luto. Ninguém usava preto para parecer magro ou ficar elegante. Só as crianças estavam livres daquelas roupas costuradas às pressas para que no enterro – ou na Missa de Sétimo Dia, a família estivesse vestida como mandava a tradição.

As crianças eram marcadas com uma faixa preta no braço ou uma fita no bolso da camisa dos meninos ou no cabelo das meninas, para que todo mundo soubesse que ali estava alguém enlutado. 

O luto e o amor são infinitos...2

É esse, talvez, o motivo pelo qual raramente uso roupa preta. Não gosto da energia pesada da ausência de cor. Prefiro ir a uma despedida vestido de branco ou de qualquer outra cor, mesmo sabendo que isso não tem nenhuma importância. São convenções e ninguém é obrigado a obedecê-las. Respeito as crenças dos que as têm e não quero criar mais uma polêmica em momento de reflexão.

Tenho, sim, uma certa nostalgia dos dias de Finados da minha infância. Nas últimas semanas de outubro, a casa da minha avó se transformava numa fábrica de flores de papel crepom, que depois virariam coroas e transformariam o pequeno cemitério da nossa terra em um jardim fugaz. As flores naturais feneciam ao sol de novembro e as de papel durariam só até a próxima chuva. 

O Dia de Finados para nós, crianças, era quase uma festa. Não como a dos mexicanos, que transformam a data em um Carnaval de caveiras, mas porque os parentes e vizinhos se reuniam para rezar e acender velas.

Era a oportunidade de ver gente, ouvir conversas de adultos e receber a missão de acender as velas que o vento apagava.

Hoje não vejo muito sentido em acender velas ou enfeitar os cemitérios com flores de plástico ou de poliéster. Prefiro reservar o dia para pensar nos bons momentos vividos ao lado dos que já se foram.

Quem criou o Dia de Finados

O principal responsável pela instituição de uma data dedicada à alma dos mortos foi o monge da ordem Beneditina Odilo de Cluny, que viveu entre os anos de 962 e 1049.

Abade de Cluny, na Borgonha, França, ele instituiu aos membros de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a ordem Beneditina a obrigatoriedade de rezar pelos mortos.

A partir do século 12, essa data popularizou-se em todo o mundo cristão medieval como o Dia de Finados.

Apesar do processo de secularização e laicização que o mundo ocidental tem experimentado com o advento da modernidade, o Dia de Finados permanece como sendo uma data específica para se meditar e rezar pelos mortos.

Na doutrina católica, a alma da maioria dos mortos estaria no purgatório, passando por um processo de purificação – e, justamente por isso, precisando da oração e de uma intercessão dos vivos junto a Deus pelo alívio do sofrimento e aflição dessas almas.

Por isso, o Dia de Finados ficou conhecido na Idade Média como o “dia de todas as almas”, o dia seguinte ao primeiro de novembro, “dia de todos os santos”.

Superstição do 13

Numa abordagem muito bem fundamentada, o jornalista Mario Corso lembra a superstição é o último bastião do sagrado, quando a fé não se garante, mas o pensamento mágico insiste.

Ou seja: o 13 se destaca como mau augúrio, tanto que muitos países não registram o 13º andar. Por que este desconforto com o 13? A resposta passa por lembrar o antigo sistema numérico mesopotâmico.

Ao contrário de nós, que adotamos o sistema decimal, os babilônios usavam o duodecimal. Temos eco dele até hoje, na dúzia e na grosa – o conjunto de 12 unidades de 12 números.

Superstição do 13...2

A nossa escolha é antropocêntrica, diz Mario Corso. Afinal, temos 10 dedos e os usamos para contar. É comum tirarmos números do corpo, lembrem das polegadas, pés e braças.

Os babilônicos também contavam com as mãos. Colocavam o polegar sobre uma falange do mindinho para o um, na seguinte para o dois, na última para o três. Então repetiam nos próximos dedos até chegar à última falange do indicador. Quatro dedos vezes três falanges temos 12 unidades.

E aqui o pulo do gato, quando chegavam ao 12, marcavam esta dúzia na outra mão, usando o mesmo sistema.

Então, recomeçavam a contar nas falanges da primeira mão. Ou seja, a primeira mão marcava as unidades, a segunda, as docenas (ou dúzias).

Conseguiam registrar nos dedos 12 vezes 12 que é igual a 144.

Convenhamos, um jeito de contar nos dedos mais inteligente.

Superstição do 13...3

Nos relógios e ângulos, nós usamos uma gambiarra do sistema duodecimal com números decimais. Não fosse assim, mesmo em cálculos simples, encontraríamos dízimas periódicas (exemplo, 10 dividido por três é igual a 3,333?).

O 10 só se divide inteiro por dois e cinco. O 12 divide-se por dois, três, quatro e seis, por isso ele é mais prático no cotidiano.

Abandonado, embora superior, o sistema duodecimal segue no subterrâneo do nosso imaginário, lembrem-se dos 12 meses, dos 12 signos do zodíaco, dos 12 apóstolos, do dia dividido em duas partes de 12 horas.

Portanto, o azar do número 13 se dá porque quando ele chega estragaria a harmonia e a mística do 12, o número perfeito para os babilônios.

Superstição do 13...4

Um comentário à parte, o que é estabelecido – no caso o sistema decimal – não necessariamente é o melhor. O sistema que usamos, que nos parece natural, foi uma escolha equivocada dos nossos antepassados.

No domingo, 25 de outubro, o Brasil elegeu o 13. Será que isso nos trará azar? Depende, lembra um sábio amigo deste Repórter PH. Para os babilônios – por iniciar um novo ciclo –, o 13 também significava recomeço, renascimento.

Para o bem do Brasil, que assim seja!

Cadastro Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) vai reabrir nesta semana o Cadastro Nacional de Eleitores.

A partir daí, os eleitores poderão solicitar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, regularizar a situação cadastral e atualizar dados, incluindo a coleta da biometria.

O atendimento presencial será realizado sem agendamento prévio nos cartórios eleitorais, núcleos, centrais e postos do TRE-MA.

A Justiça eleitoral também retoma a partir de agora os serviços pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral - Título Net, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Inácio Botelho, o jovem gênio do acordeon nascido no Piauí, está conquistando o mundo. Nos últimos meses foi o solista de dois concertos da Orquestra Sinfônica de Brasília, e já está na Europa, onde levou o público ao delírio como solista, com seu acordeon mágico, de um concerto da Orquestra Sinfônica de Berlim, na noite de 31 de outubro, e no dia 7 de novembro também será solista de outro concerto internacional: da Orquestra Sinfônica de Londres
Inácio Botelho, o jovem gênio do acordeon nascido no Piauí, está conquistando o mundo. Nos últimos meses foi o solista de dois concertos da Orquestra Sinfônica de Brasília, e já está na Europa, onde levou o público ao delírio como solista, com seu acordeon mágico, de um concerto da Orquestra Sinfônica de Berlim, na noite de 31 de outubro, e no dia 7 de novembro também será solista de outro concerto internacional: da Orquestra Sinfônica de Londres

Para escrever na pedra:

“A vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”. Do filósofo alemão Friedrich Nietzsche.

TRIVIAL VARIADO

Alerta de Jair: Flávio Bolsonaro, senador (PL-RJ), em live na sexta-feira, disse que recebeu alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas decidiu apenas com a mulher, Fernanda, sair do País.

Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro. As contas de energia não sofrem cobrança extra pelo segundo mês.

Papa cidadão: Leão XIV, nascido em Chicago, se torna o 1º pontífice a votar nas eleições dos EUA. O voto seguiu pelo correio.

 

Tome nota: hoje, o “Dia dos Fiéis Falecidos”, ou Dia de Finados, também será celebrado pela Igreja Católica do Maranhão com missas em todas as paróquias e capelas de alguns cemitérios.


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