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Adolescente estuprada pelo irmão é presa por abortar

Adolescente estuprada pelo irmão é presa por abortar

Uma menina de 15 anos que foi estuprada repetidamente pelo seu irmão foi condenada a seis meses prisão na Indonésia após cometer um aborto. Listyo Arif Budiman, um dos juízes do caso e um porta-voz do Tribunal Muara Bulian District na ilha indonési

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 31/07/2018 19:37 | 555 visualizações
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Uma menina de 15 anos que foi estuprada repetidamente pelo seu irmão foi condenada a seis meses prisão na Indonésia após cometer um aborto. Listyo Arif Budiman, um dos juízes do caso e um porta-voz do Tribunal Muara Bulian District na ilha indonésia de Sumatra conrmaram a condenação que aconteceu na semana passada. A acusação teria pedido pena de um ano para a menina. O irmão da garota, um jovem de 17 anos, a estuprou pelo menos oito vezes desde setembro do ano passado. Ele foi condenado à dois anos de prisão por agressão sexual de menores. A mãe dos dois também está sendo investigada, pois confessou ter facilitado o procedimento. Ela estava com medo que a lha fosse envergonhada pelos vizinhos. A investigação do caso começou depois que vizinhos encontraram um feto sem cabeça na região Então, a menina confessou logo de caro que tinha abortado. No país, o aborto é permitido apenas em casos de estupro e risco da vida da mulher, no entanto ele deve acontecer nos primeiros dois meses da gestação e deve ser realizado por médicos qualicados. A menina tinha seis meses de gestação quando realizou o procedimento em casa. Instituições contestam condenação A advogada Maidina Rahmawati, que trabalha no Instituto para a Reforma da Justiça Criminal, uma organização jurídica independente que visa proteger os direitos dos cidadãos indonésios, criticou a condenação da jovem, em entrevista à CNN. Segundo Rahmawati, por mais que o aborto seja um crime na Indonésia, a lei obriga que os juízes "examinem cuidadosamente casos envolvendo mulheres, especicamente em casos de violência sexual", o que não teria acontecido no caso da menina. Os dois jovens foram defendidos por advogados públicos, que não recorreram das sentenças. A acusação, que tinha pedido sete anos de prisão para o irmão e um ano para a menina, ainda pode recorrer. A vítima do estupro e seu irmão precisarão frequentar a reabilitação no Instituto de Educação Especial de

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