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Com Bolsonaro na ONU, Brasil viverá hoje o maior vexame diplomático de sua história

Com Bolsonaro na ONU, Brasil viverá hoje o maior vexame diplomático de sua história

247 – Jair Bolsonaro deve protagonizar nesta terça-feira o maior vexame diplomático da história do Brasil, quando discursará na abertura da assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova York. Em sua fala, ele deve atacar as demarcações de terras indíge

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 24/09/2019 09:05 | 377 visualizações
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247 – Jair Bolsonaro deve protagonizar nesta terça-feira o maior vexame diplomático da história do Brasil, quando discursará na abertura da assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova York. Em sua fala, ele deve atacar as demarcações de terras indígenas e negar que suas políticas ou declarações tenham estimulado a devastação da Amazônia, muito embora as queimadas tenham disparado em 2019. Bolsonaro também deve criticar o chamado "globalismo", sinalizando mais uma vez sua submissão completa aos interesses de Donald Trump. Ontem, doadores internacionais concordaram em doar US$ 500 milhões para a preservação da Amazônia, mas o Brasil não participou das discussões. Completamente isolado, Bolsonaro não terá qualquer agenda bilateral relevante em Nova York. Abaixo, reportagem da Reuters sobre as doações internacionais: NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Doadores internacionais concordaram nesta segunda-feira em liberar mais de 500 milhões de dólares em ajuda para proteger florestas tropicais, incluindo a Amazônia, que em sofrendo com grande número de incêndios, disse o presidente da França em uma reunião na Organização das Nações Unidas (ONU) da qual o Brasil não comparecer. A Amazônia brasileira está sofrendo o pior surto de incêndios florestais desde 2010, que chamou a atenção de líderes globais e provocou temores de que a destruição de partes da maior floresta tropical do mundo possa prejudicar a demanda por exportações do Brasil. Em agosto, líderes dos países que formam o G7 ofereceram 20 milhões de dólares em auxílio de emergência para ajudar a combater as chamas na Amazônia, um gesto que à época o Brasil criticou por ver como colonialista. O presidente francês, Emmanuel Macron, havia pedido uma aliança mais abrangente para proteger florestas tropicais de todo o mundo, usando a Assembleia Geral da ONU como plataforma para angariar apoio. França, Chile e Colômbia se reuniram em paralelo à reunião anual de líderes mundiais nesta segunda-feira, apesar da ausência do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, um cético da mudança climática que defende o desenvolvimento da região amazônica. “Todos pensam ‘como vocês irão fazer sem o Brasil?’”, disse Macron durante um discurso. “O Brasil é bem-vindo, e acho que todos querem trabalhar com o Brasil... Ele virá, tem uma abordagem muito inclusiva.” Macron reagiu às acusações de Bolsonaro de que Paris não tem nenhum papel a desempenhar, dizendo que a Guiana Francesa, um território francês da América do Sul, compartilha uma fronteira de mais de 700 quilômetros com o Brasil, o que a torna participante da proteção das florestas tropicais. A França contribuirá com 100 milhões dos 500 milhões de dólares do pacote, segundo Macron. Alemanha, Reino Unido e a União Europeia também estão entre os doadores de investimentos na preservação da biodiversidade e do desenvolvimento duradouro. “Deter o desmatamento e restaurar florestas degradadas são imperativos globais”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, que também discursou na Cúpula da Ação Climática nesta segunda-feira. Acredita-se que muitos dos incêndios que varrem a Amazônia foram ateados deliberadamente no Brasil, e ambientalistas culpam especuladores que queimam a vegetação na esperança de vender terras para agricultores e pecuaristas. A Amazônia é descrita com frequência como “os pulmões do mundo” por causa de sua capacidade enorme de absorver dióxido de carbono. “Quando destruímos as florestas do mundo, levamos ainda mais espécies à extinção, diminuímos a capacidade da natureza de lidar com as mudanças climáticas e prejudicamos os meios de subsistência de milhões de pessoas”, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. “O Reino Unido reconhece que estamos em um ponto de inflexão e que a ação agora é urgente e essencial”, acrescentou.

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