O PSDB quer fugir da raia antes da largada do páreo presidencial
Ora, ora, ora. Por mais de seis meses, no ano passado, o PSDB monopolizou parte da opinião pública que se interessa por política com sua campanha interna para a escolha de um candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Decidiu qu
Ora, ora, ora. Por mais de seis meses, no ano passado, o PSDB monopolizou parte da opinião pública que se interessa por política com sua campanha interna para a escolha de um candidato à Presidência da República nas eleições deste ano.
Decidiu que a escolha se faria por meio de prévias. Então, três aspirantes a candidato se inscreveram: os governadores João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. A disputa foi intensa.
Os três percorreram o país, pediram votos, deram entrevistas, participaram de debates, e ao fim o vencedor foi Doria. Leite, segundo colocado, e Virgílio prometeram apoiá-lo. Todos deram-se as mãos e posaram para fotos sob uma chuva de papel picado.
Foi no sábado 27 de novembro. Menos de três meses depois, cinco ex-presidentes do partido (José Aníbal, Aécio Neves, Pimenta da Veiga, Tasso Jeiressati e Teotônio Vilela Filho) planejam reunir o Diretório Nacional do PSDB para forçar Doria a renunciar.
O motivo: ele continua na rabeira das pesquisas de intenção de voto. E os insurgentes querem trocá-lo por Leite, que por sua vez admite trocar o PSDB pelo PSD de Gilberto Kassab para concorrer à sucessão do presidente Jair Bolsonaro. O leite pode azedar.
De novembro para cá, houve novo surto da Covid-19, Natal, Ano-Novo, férias de janeiro, o lançamento da candidatura a presidente de Sergio Moro (Podemos), o crescimento de Moro ultrapassando Ciro Gomes (PDT) e a queda de Moro.
Lula manteve-se na liderança das pesquisas, mas dá sinais de que bateu no teto. A federação do PT com o PSB empacou; Alckmin ainda não sabe a que partido irá se filiar; e Bolsonaro ganhou algum fôlego. Faltam sete meses para as eleições.
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