Bolsa Família de março terá data de pagamento unificada para municípios atingidos por enchente
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, anunciou nesta segunda-feira (20) que os beneficiários do Bolsa Família nos municípios que decretaram emergência e calamidade em razão das chuvas
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, anunciou nesta segunda-feira (20) que os beneficiários do Bolsa Família nos municípios que decretaram emergência e calamidade em razão das chuvas receberão o pagamento do auxílio no dia 20 de março.
“Para facilitar para as famílias, o pagamento de março será unificado, feito no dia 20 para todas as famílias dos municípios atingidos e com decreto de emergência e calamidade”, disse.
Outras medidas também estão sendo tomadas para auxiliar os moradores dessas regiões. O governo está viabilizando uma aeronave para o transporte de alimentos, colchões, lençóis, fraldas e água potável, adquiridos em parceria entre o MDS e a Central Única das Favelas (CUFA).
O Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências, prestado pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), também está atuando na proteção social, através de alojamentos provisórios, ajuda às vítimas e fornecimento de materiais essenciais para sobrevivência.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social se juntou em apoio ao governo de São Paulo, fornecendo agentes em campo, entregando recursos como cestas básicas e colchões e auxiliando socialmente para garantir a aquisição de bens perdidos com as enchentes.
“O MDS se soma às ações da Saúde, Defesa, Integração Nacional e Defesa Civil, além de outras áreas do Governo Federal, integrados com o governo estadual e os governos municipais, entidades e doadores privados. É uma situação de muitos desabrigados que precisam e contarão com todo o nosso apoio”, prosseguiu Wellington Dias.
O Governo Federal, mediante solicitação do município, garante o repasse de R$20 mil mensais para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas que precisam de alojamento temporário.
As seis regiões mais afetadas que estão com decreto de estado de calamidade pública, por 180 dias, são: Bertioga, Caraguatatuba, Guarujá, Ilha Bela, São Sebastião e Ubatuba. Em São Sebastião, a Defesa Civil já agiu com a instalação de uma Sala de Crise no gabinete do prefeito.
O volume de chuvas em São Sebastião ultrapassou 600 milímetros de água em certas regiões, sendo o dobro do previsto para todo o mês. Cerca de 40 pessoas estão desaparecidas e 36 foram dadas como mortas.
De acordo com as atualizações da Defesa Civil, diversas regiões estão em situação e emergência e calamidade pública. Em Ubatuba 30 pessoas estão desalojadas e 10 desabrigadas; em Caraguatatuba, 37 estão desabrigadas; em São Sebastião, 248 estão desalojados; no Guarujá, 200 estão desabrigados; e em Bertioga 80 pessoas estão desabrigadas.
A Coordenação-Geral de Proteção Social Especial de Alta Complexidade (CGPAC/DPSE) já se articulava com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo desde o início da semana, entre 13 e 17 de fevereiro, quando enviaram para todos os municípios do estado orientações técnicas, o modelo de requerimento e a legislação referentes à solicitação do cofinanciamento federal para a execução do Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e Emergências.
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