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Garimpeiro baleado após atentado contra base do Ibama foi preso pela PF em hospital de Roraima

Garimpeiro baleado após atentado contra base do Ibama foi preso pela PF em hospital de Roraima

O garimpeiro baleado no ataque a base do Ibama, Gelso Barbosa Miranda, de 32 anos, foi preso pela Polícia Federal na noite dessa quinta-feira (23) no Hospital Geral de Roraima (HGR). Garimpeiros armados furaram o bloqueio de fiscalização na&nbs

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 26/02/2023 15:11 | 180 visualizações
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O garimpeiro baleado no ataque a base do Ibama, Gelso Barbosa Miranda, de 32 anos, foi preso pela Polícia Federal na noite dessa quinta-feira (23) no Hospital Geral de Roraima (HGR). Garimpeiros armados furaram o bloqueio de fiscalização na Terra Indígena Yanomami e atiraram contra agentes do Ibama e os ficais revidaram.

A prisão aconteceu depois que os policiais federais fizeram buscas por hospitais do estado. Durante as investigações, eles receberam a denúncia de que um homem baleado, envolvido no ataque, estava internado no HGR.

Questionado sobre o motivo dos ferimentos, Gelso Barbosa confessou aos agentes da PF que havia furado o bloqueio e participado do ataque. Ele está internado sob custódia policial.

O ataque a base do Ibama aconteceu nessa quinta-feira. O Ibama informou que os criminosos atiraram contra agentes do órgão que haviam abordado uma das embarcações.

Em nota, a defesa de Gelso informou que ele não portava armas durante a passagem pela base federal do Ibama e que outros barcos teriam furado o bloqueio, momento em que os agentes atiraram. Ainda de acordo com a defesa, foi aberto um inquérito na Polícia Federal para apurar o conflito. A família vai pedir à Delegacia Geral de Homicídios para investigar uma tentativa de homicídio contra Barbosa.

A Secretaria de Saúde (Sesau), responsável pelo hospital, informou em nota Gelso foi atingido no rosto, ombro e região dorsal. Não houve necessidade de realização de cirurgia geral, e o estado de saúde ele é estável.

"No momento, o paciente está sob custódia da Polícia Federal, uma vez que o referido se envolveu em uma troca de tiros com agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos na Terra Indígena Yanomami", reforçou a Sesau.

Inicialmente, ele procurou atendimento médico no Hospital Epitácio de Andrade Lucena, em Alto Alegre. Depois, foi transferido para Boa Vista pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os criminosos desciam o rio Uraricoera em sete "voadeiras" de 12 metros carregadas de cassiterita. O carregamento de minério roubado da terra indígena foi identificado por drones operados pelo Ibama. Após o ataque, os criminosos fugiram.

O ponto de fiscalização fica na comunidade indígena de Palimiú. A região é a mesma atacada por garimpeiros armados há quase dois anos, em maio de 2021. À época, houve feridos, relatos de mortes, correria de mulheres e crianças em fuga dos tiros.

A segurança da base de controle, instalada no último dia 7, é feita por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama.

O objetivo principal da base é impedir a entrada de barcos com suprimentos e equipamentos para garimpos no território Yanomami. Desde a instalação de uma barreira física com cabos de aço, no último dia 20, nenhum barco carregado seguiu em direção aos garimpos.

O cabo aço tem cerca de 240 metros de extensão e foi instalado de uma ponta a outra no rio Uraricoera, via fluvial mais usada pelos garimpeiros para entrar na TI Yanomami.

A instalação faz parte da ofensiva contra os invasores iniciada no dia 6 de fevereiro, quando foi deflagrada a operação para retomar o controle da Terra Yanomami. Maior território indígena do país, a região enfrenta uma crise humanitária e sanitária sem precedentes. Indígenas, entre crianças e adultos, enfrentam quadro severos de desnutrição e malária.

https://g1.globo.com/

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