A cada 54 horas, Maranhão registrou um caso de violência contra a mulher em 2022, diz estudo
SÃO LUÍS - O Maranhão registrou um caso de violência contra a mulher a cada 54 horas. O Estado é o segundo do Nordeste em número de agressões e tentativas de feminicídio, registrando 62 casos em 2022. É o que revela o boletim "Elas Vivem: dados
SÃO LUÍS - O Maranhão registrou um caso de violência contra a mulher a cada 54 horas. O Estado é o segundo do Nordeste em número de agressões e tentativas de feminicídio, registrando 62 casos em 2022. É o que revela o boletim "Elas Vivem: dados que não se calam", lançado nesta segunda-feira (6) pela Rede de Observatórios da Segurança.
No total, foram 165 casos de violência contra a mulher registrados no Maranhão. Em 46 casos, o agressor era companheiro ou ex-companheiro da vítima.
Os dados demonstram que 21 casos não apresentam a motivação do crime, seguido por 14 casos nos quais a violência foi motivada por brigas e sete foram registrados como crimes de ódio.
Em novembro de 2022, Stefani Muniz Souza Rodrigues, de 22 anos, foi morta com três tiros na frente do filho de apenas cinco anos de idade, no bairro Parque Vitória, em São Luís. O principal suspeito é o ex-companheiro, identificado como Lucas Rodrigues Neves. A criança teria pedido ao pai para que não matasse a mãe.
Stefani havia terminado o relacionamento há cerca de um mês antes do crime por conta de agressões que a jovem sofria. Segundo a chefe do Departamento de Feminicídio da Polícia Civil do Maranhão, Wanda Moura, o suspeito continua foragido, mas as investigações continuam para capturá-lo.
Elas Vivem: dados que não se calam
Em sua terceira edição, o estudo da Rede de Observatórios da Segurança compilou dados de sete Estados brasileiros - Maranhão, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
O boletim demonstra que a cada quatro horas, ao menos uma mulher é vítima de violência doméstica. Em 2022, foram registrados 2.423 casos de violência contra a mulher, sendo que 495 terminaram em morte. Ou seja, uma mulher morreu por ser mulher a cada dia.
A maior parte dos registros aponta que os companheiros e ex-companheiros das vítimas são os responsáveis por 75% dos casos de feminicídio. As principais motivações são brigas e términos de relacionamento.
Os dados do boletim foram produzidos a partir de um monitoramento diário do que circula nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre violência e segurança. As informações coletadas alimentam um banco de dados que posteriormente é revisado e consolidado.
O Portal Imirante solicitou uma nota sobre as medidas de enfrentamento a violência contra a mulher à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, mas até o momento da publicação da reportagem não recebemos resposta.
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