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Mensagem que indicou ameaça de sequestro de Moro mostra momento que suspeitos definem códigos para o crime

Mensagem que indicou ameaça de sequestro de Moro mostra momento que suspeitos definem códigos para o crime

A decisão que autorizou a prisão de suspeitos de planejar ataques contra o senador Sergio Moro (União Brasil) e outras autoridades revelou a mensagem que, nas investigações do caso, constatou o possível sequestro do ex-juiz da Lava Ja

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 23/03/2023 16:58 | 125 visualizações
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A decisão que autorizou a prisão de suspeitos de planejar ataques contra o senador Sergio Moro (União Brasil) e outras autoridades revelou a mensagem que, nas investigações do caso, constatou o possível sequestro do ex-juiz da Lava Jato.

Pelo WhatsApp, dois dos suspeitos falam em códigos sobre o possível crime. "Tóquio" se refere a Moro e "Flamengo", sequestro. Na quarta-feira (22), quando a operação foi desencadeada sobre o caso, pelo menos nove pessoas foram presas.

Segundo a decisão, a mensagem "permitiu descortinar o plano" que estava sendo articulado "para a consecução de um atentado" contra a segurança do senador.

O documento cita que foi esta mensagem que estabeleceu o uso de "linguagem cifrada pela organização, com intuito de dificultar a identificação da ação criminosa".

Print de mensagem que constatou possível sequestro de Sergio Moro — Foto: Reprodução

Print de mensagem que constatou possível sequestro de Sergio Moro — Foto: Reprodução

O print é uma das provas anexas na decisão, que teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (23) pela juíza responsável, Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba.

Gastos com o crime

Outra imagem revelada na decisão, obtida pela investigação do caso, mostra anotações que, segundo o documento, aparentam ser um controle de gastos para o crime que envolveria Moro.

Print mostra anotações de suspeitos sobre gastos que teriam em crime contra Moro — Foto: Reprodução

Print mostra anotações de suspeitos sobre gastos que teriam em crime contra Moro — Foto: Reprodução

Investigações

De acordo com as investigações, os suspeitos planejavam homicídios e extorsão mediante sequestro em pelo menos cinco unidades da federação. Os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea.

Segundo Moro, a retaliação contra ele seria uma retaliação de integrantes de uma facção criminosa por causa de uma portaria do governo, na época em que Moro era ministro, que restringia visitas em presídios federais. Outro motivo seria o pacote anticrime apresentado por Moro no Governo Bolsonaro. Os atentados eram planejados desde 2022, segundo a investigação.

De acordo com a Polícia Federal, ao menos 10 criminosos se revezavam no monitoramento da família do senador em Curitiba, segundo agentes.

Os suspeitos alugaram chácaras, casas e até um escritório ao lado de endereços do senador. A família do senador também teria sido monitorada por meses pela facção criminosa, apontam os investigadores.

Conforme apuração do g1, depois de alerta do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, o senador e a família passaram a contar com escolta da Polícia Militar do Paraná.

Outro alvo do grupo era Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, interior de São Paulo, devido às investigações comandadas por ele.

De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, um comandante de Polícia Militar também era alvo dos atentados.

*Reportagem em atualização.

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