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Irmã de brasileira presa na Alemanha após ter mala trocada por bagagem com droga diz que rede de apoio tenta levar agasalhos e alimentos para ela no presídio

Irmã de brasileira presa na Alemanha após ter mala trocada por bagagem com droga diz que rede de apoio tenta levar agasalhos e alimentos para ela no presídio

Uma irmã da brasileira Kátyna Baía, presa na Alemanha junto com a companheira após ter mala trocada por bagagem com droga, contou ao g1, neste sábado (8), que uma rede de apoio a brasileiros residentes e não residentes no país tenta levar

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 10/04/2023 03:33 | 256 visualizações
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Uma irmã da brasileira Kátyna Baía, presa na Alemanha junto com a companheira após ter mala trocada por bagagem com droga, contou ao g1, neste sábado (8), que uma rede de apoio a brasileiros residentes e não residentes no país tenta levar agasalhos e alimentos para elas no presídio de Frankfurt.

"Se for possível, vão levar comida e agasalho e quando elas saírem de dar uma hospedagem também até conseguirem voo de volta", explicou Déborah Teodoro.

Jeanne Paollini é veterinária e Kátyna Baía é personal trainer, em Goiânia. Elas viajaram no dia 5 de março e desceram em Frankfurt, onde foram presas, antes de chegar a Berlim. As bagagens delas foram trocadas por duas malas com 40kg de cocaína no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. As malas verdadeiras estão desaparecidas até hoje.

A Polícia Federal começou a investigar e descobriu que funcionários terceirizados do Aeroporto de Guarulhos trocavam etiquetas de malas para enviar drogas para o exterior. No dia 4 de março, a polícia prendeu seis investigados.

"Deixou toda a família e amigos atordoados, tem movimentado as redes de apoio, temos muito a agradecer. Não tem sido fácil, é uma prisão injusta, cruel. Elas jamais se prestariam a esse papel de mula de tráfico", pontuou Déborah.

Prisão

As autoridades alemãs disseram que há fortes indícios de que as brasileiras são mesmo inocentes, mas queriam ter acesso a todos os vídeos obtidos pela Polícia Federal e ao inquérito completo, com a prisão dos suspeitos, antes de soltá-las da prisão.

O Ministério da Justiça enviou, na quinta-feira (6), para a Justiça de Frankfurt, na Alemanha, a cópia integral do inquérito da Polícia Federal sobre a troca de malas por bagagens com drogas no Aeroporto de Guarulhos.

Brasileiras presas na Alemanha há um mês por tráfico de drogas tiveram etiquetas das malas trocadas no aeroporto de Guarulhos — Foto: Montagem/g1

Brasileiras presas na Alemanha há um mês por tráfico de drogas tiveram etiquetas das malas trocadas no aeroporto de Guarulhos — Foto: Montagem/g1

A superintendente da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, também afirmou que há evidências de que as goianas não eram donas das malas com cocaína que chegaram a Frankfurt.

"Elas embarcaram com malas contendo menos de 20kg e foi identificado no aeropoto da Alemanha 20kg de entorpecentes em cada uma das bagagens. Elas afirmaram que as malas não eram delas", esclareceu a delegada.

Médica veterinária Jeanne Paollini e a personal trainer Kátyna Baía estão juntas como casal há mais de 17 anos — Foto: Reprodução/Redes sociais

Médica veterinária Jeanne Paollini e a personal trainer Kátyna Baía estão juntas como casal há mais de 17 anos — Foto: Reprodução/Redes sociais

Solidão e frio

A rotina das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía tem sido de frio e solidão nas celas "minúsculas" e individuais da penitenciária de Frankfurt, onde estão detidas há mais de um mês, segundo a advogada delas, Luna Provázio.

"Elas estão angustiadas porque estão presas há mais de 1 mês e perguntam muito pelos familiares. Elas estão morrendo de saudade. A Kátyna, por exemplo, não conseguiu falar com a mãe nesse tempo todo e elas são muito apegadas", contou a advogada Luna Provázio.

Jeanne Paollini e Kátyna Baía, goianas presas na Alemanha após terem malas trocadas por bagagens com drogas — Foto: Reprodução/Instagram

Jeanne Paollini e Kátyna Baía, goianas presas na Alemanha após terem malas trocadas por bagagens com drogas — Foto: Reprodução/Instagram

O contato das goianas com o Brasil foi feito até agora basicamente com a advogada, e somente por telefone fixo porque o presídio não permite videochamadas.

"Elas estão em celas separadas e me relataram que são minúsculas. Elas disseram que passam frio porque o presídio não fornece roupa de frio adequada e elas tiveram todos os bens pessoais apreendidos", relatou a advogada.

Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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