Irmã de brasileira presa na Alemanha após ter mala trocada por bagagem com droga diz que rede de apoio tenta levar agasalhos e alimentos para ela no presídio
Uma irmã da brasileira Kátyna Baía, presa na Alemanha junto com a companheira após ter mala trocada por bagagem com droga, contou ao g1, neste sábado (8), que uma rede de apoio a brasileiros residentes e não residentes no país tenta levar
Uma irmã da brasileira Kátyna Baía, presa na Alemanha junto com a companheira após ter mala trocada por bagagem com droga, contou ao g1, neste sábado (8), que uma rede de apoio a brasileiros residentes e não residentes no país tenta levar agasalhos e alimentos para elas no presídio de Frankfurt.
"Se for possível, vão levar comida e agasalho e quando elas saírem de dar uma hospedagem também até conseguirem voo de volta", explicou Déborah Teodoro.
Jeanne Paollini é veterinária e Kátyna Baía é personal trainer, em Goiânia. Elas viajaram no dia 5 de março e desceram em Frankfurt, onde foram presas, antes de chegar a Berlim. As bagagens delas foram trocadas por duas malas com 40kg de cocaína no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. As malas verdadeiras estão desaparecidas até hoje.
A Polícia Federal começou a investigar e descobriu que funcionários terceirizados do Aeroporto de Guarulhos trocavam etiquetas de malas para enviar drogas para o exterior. No dia 4 de março, a polícia prendeu seis investigados.
"Deixou toda a família e amigos atordoados, tem movimentado as redes de apoio, temos muito a agradecer. Não tem sido fácil, é uma prisão injusta, cruel. Elas jamais se prestariam a esse papel de mula de tráfico", pontuou Déborah.
Prisão
As autoridades alemãs disseram que há fortes indícios de que as brasileiras são mesmo inocentes, mas queriam ter acesso a todos os vídeos obtidos pela Polícia Federal e ao inquérito completo, com a prisão dos suspeitos, antes de soltá-las da prisão.
O Ministério da Justiça enviou, na quinta-feira (6), para a Justiça de Frankfurt, na Alemanha, a cópia integral do inquérito da Polícia Federal sobre a troca de malas por bagagens com drogas no Aeroporto de Guarulhos.
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Brasileiras presas na Alemanha há um mês por tráfico de drogas tiveram etiquetas das malas trocadas no aeroporto de Guarulhos — Foto: Montagem/g1
A superintendente da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, também afirmou que há evidências de que as goianas não eram donas das malas com cocaína que chegaram a Frankfurt.
"Elas embarcaram com malas contendo menos de 20kg e foi identificado no aeropoto da Alemanha 20kg de entorpecentes em cada uma das bagagens. Elas afirmaram que as malas não eram delas", esclareceu a delegada.
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Médica veterinária Jeanne Paollini e a personal trainer Kátyna Baía estão juntas como casal há mais de 17 anos — Foto: Reprodução/Redes sociais
Solidão e frio
A rotina das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía tem sido de frio e solidão nas celas "minúsculas" e individuais da penitenciária de Frankfurt, onde estão detidas há mais de um mês, segundo a advogada delas, Luna Provázio.
"Elas estão angustiadas porque estão presas há mais de 1 mês e perguntam muito pelos familiares. Elas estão morrendo de saudade. A Kátyna, por exemplo, não conseguiu falar com a mãe nesse tempo todo e elas são muito apegadas", contou a advogada Luna Provázio.
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Jeanne Paollini e Kátyna Baía, goianas presas na Alemanha após terem malas trocadas por bagagens com drogas — Foto: Reprodução/Instagram
O contato das goianas com o Brasil foi feito até agora basicamente com a advogada, e somente por telefone fixo porque o presídio não permite videochamadas.
"Elas estão em celas separadas e me relataram que são minúsculas. Elas disseram que passam frio porque o presídio não fornece roupa de frio adequada e elas tiveram todos os bens pessoais apreendidos", relatou a advogada.
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