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Influenciadores, donos de clínica presos usaram óleo de silicone em pacientes, diz delegado

Influenciadores, donos de clínica presos usaram óleo de silicone em pacientes, diz delegado

Além do uso do óleo de silicone, delegado afirma que ele comercializaram medicamentos manipulados e substâncias proibidas pela Anvisa. O casal está preso preventivamente e defesa discorda da decisão. Por Tatiane Barbosa, Honório Jacomett

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 13/03/2025 09:54 | 83 visualizações
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Além do uso do óleo de silicone, delegado afirma que ele comercializaram medicamentos manipulados e substâncias proibidas pela Anvisa. O casal está preso preventivamente e defesa discorda da decisão.

Por Tatiane Barbosa, Honório Jacometto, g1 Goiás e TV Anhanguera

13/03/2025 08h08  

Os influenciadores e donos de clínica de estética, Karine Gouveia e o marido dela, Paulo César Dias, usuram substâncias proibidas como óleo de silicone e o PMMA em procedimentos estéticos e cirúrgicos de alto risco, informou o delegado Daniel de Oliveira. O casal é suspeito de deformar pacientes em clínica de estética em Goiânia. Os dois presos preventivamente nesta quarta-feira (12), cerca de um mês de serem soltos por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa de Karine Gouveia afirmou que a influenciadora nega o uso do óleo de silicone, como informado pelo delegado. O advogado da Karine, Romero Ferraz, argumenta que a acusação deve provar o uso da substância, mas que a investigação ainda não foi concluída.

"Não existe relatório final da autoridade policial. Não existe denúncia feita pelo Ministério Público. Ela tem o direito do devido processo legal justo. Se tem essa convicção, inclusive antecipando a culpa dela, que relate o inquérito e o MP ofereça denúncia. Ela exercerá o direito de defesa dela", declarou.

Sobre a prisão preventiva, a defesa afirmou, em nota, que discorda absolutamente da decisão decretada pela prisão preventiva dela. Segundo a defesa, a decisão "se valeu de narrativas falsas e da repugnante criminalização da advocacia para tentar impedir o direito constitucional de defesa, evidenciando práticas de lawfare" (veja a nota completa ao final da matéria).

Ao g1, o advogado de defesa de Paulo afirma que a prisão é “absurda e desnecessária”. O advogado Tito Amaral afirma que a prisão não tem fundamento. “A Polícia Civil está inventando, está criando, está fazendo um verdadeiro show de horrores, induzindo a erro o Ministério Público e o Poder Judiciário”, informou (veja a nota completa ao final da matéria).

De acordo com o delegado, a ordem judicial que determinou a prisão preventiva do casal indicou a gravidade dos casos, envolvendo a realização de procedimentos estéticos e cirúrgicos de alto risco. "Os procedimentos eram efetuados de forma indevida e com o uso de substâncias proibidas como óleo de silicone e o PMMA, além da comercialização ilegal de medicamentos manipulados e substâncias proibidas pela Anvisa", afirmou.

Karine Gouveia e Paulo César, casal investigado pela Polícia Civil, Goiás — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Karine Gouveia e Paulo César, casal investigado pela Polícia Civil, Goiás — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo o dermatologista Bones Júnior à TV Anhanguera, o uso de óleo de silicone como preenchedor definitivo tem um risco muito grande, já que o corpo reconhece como um corpo estranho.

"Ele [o corpo humano] não reconhece essa substância injetada dentro do corpo. Então gera um processo inflamatório muito grande que pode gerar nódulos carócidos, infecções. E como não existe um antídoto para retirar esse produto, a gente tem que fazer cirurgias e dependendo do local e da quantidade, são cirurgias que podem gerar deformidades",esclareceu o dermatologista.

Prisão pela segunda vez

Karine Gouveia e o marido foram presos preventivamente nesta quarta-feira (12), segundo a Polícia Civil. Eles estavam soltos desde o início de fevereiro, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O casal foi preso em razão das acusações de de formação de organização criminosa, falsificação de produtos terapêuticos, lesões corporais gravíssimas, exercício ilegal da medicina, estelionato e outros crimes relacionados à prática de procedimentos estéticos e cirúrgicos sem a devida qualificação técnica e autorização legal.

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Vítimas de necrose após procedimentos e a dona da clínica, Karine Gouveia, em Goiânia, Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes Sociais

Vítimas de necrose após procedimentos e a dona da clínica, Karine Gouveia, em Goiânia, Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes Sociais

casal foi preso, pela primeira vez, em dezembro de 2024, em uma operação policial que investigava procedimentos estéticos e cirúrgicos que causaram danos físicos a pacientes. Segundo a Polícia Civil, além dos donos, mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos em desfavor de técnicos que atuavam na clínica e que não tinham formação para realizar os procedimentos.

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