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Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional Nove em cada dez brasileiros consideram que a presença de mulheres na política contribui para melhorar o ambiente político

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 21/03/2025 22:19 | 277 visualizações
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Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição

Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional

Nove em cada dez brasileiros consideram que a presença de mulheres na política contribui para melhorar o ambiente político e a sociedade em geral. É o que revela a pesquisa inédita intitulada “Por Mais Mulheres na Política”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Ipec, com apoio do Ministério das Mulheres.

O estudo aponta também que 89% dos entrevistados querem mais mulheres como candidatas na próxima eleição. A maioria é favorável à presença feminina na política, mas, para 77% dos entrevistados, as mulheres não são estimuladas desde jovens a se interessar pelo meio. Além disso, 84% consideram que a pequena quantidade de mulheres em cargos políticos mostra que elas são discriminadas e que deveriam ter mais apoio para participar da política.

A advogada Laura Astrolabio é cofundadora de uma iniciativa chamada Tenda das Candidatas, que na última eleição ajudou mulheres candidatas a organizar suas campanhas eleitorais. Para a mestra em políticas públicas e em direitos humanos, um outro dado apontado pela pesquisa chama atenção: para quatro em cada dez brasileiros, os assédios e os ataques machistas dentro e fora dos partidos são uma das principais barreiras à participação das mulheres na política.

“Pra gente combater uma violência, a gente precisa nomear essa violência. Eu entendo que a gente precisa de políticas públicas e conscientização social para que as pessoas entendam que, quando falamos de assédio e machismo na política, nós estamos falando de violência política de gênero e raça. As pessoas precisam saber o que é violência política de gênero e raça. Precisam saber que é um crime e precisam saber que é preciso combater”, destaca Laura.

Discriminação e ataques machistas contra a mulher na política são indicados pela pesquisa como as principais barreiras para o aumento da participação feminina no meio. 

Esta semana, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se posicionou sobre a declaração de incitação à violência do senador Plínio Valério (PSDB-AM) contra ela durante um evento no Amazonas.

“A violência política de gênero acontece o tempo todo. Eu fico imaginando, alguém que é ministra do Meio Ambiente, alguém que, de certa forma, é conhecida dentro e fora do país, tem que ouvir uma coisa dessa de alguém incitando a violência por discordar de alguém, porque isso é uma forma de incitar a violência contra uma mulher. Dificilmente, talvez, isso fosse dito se o debate fosse com um homem”.

A pesquisa revelou também que, ao escolherem as principais razões para votar em uma mulher, 36% apontam sua maior capacidade de organização e 34% defendem a visão de que as mulheres devem participar da vida pública e das decisões políticas.

Os brasileiros identificam a saúde e a educação como as áreas que mais registrariam avanços e melhorias se os cargos de poder no Executivo ou no Legislativo fossem ocupados por mulheres.

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