OK! Especial desta quarta(16/04) às 14h00 - “Pequeno Príncipe” Ronnie Von
Ronnie Von (1944) é um apresentador, cantor, compositor e empresário brasileiro. Na década de 60 recebeu o apelido de “Pequeno Príncipe” e brilhou com seus olhos verdes e o cabelo liso cobrindo um lado do rosto. Ronnie Von, nome artístico de
Ronnie Von (1944) é um apresentador, cantor, compositor e empresário brasileiro. Na década de 60 recebeu o apelido de “Pequeno Príncipe” e brilhou com seus olhos verdes e o cabelo liso cobrindo um lado do rosto.
Ronnie Von, nome artístico de Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, no dia 17 de julho de 1944. É filho do diplomata José Maria Nogueira e de Noely Lindenberg Von Schilgen, descendente de alemães.
Formação
Com 15 anos, Ronnie Von entrou para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar de Barbacena. Com 17 anos fez seu primeiro voo sozinho em um Folker T-21. Concluído o curso, ingressou na Faculdade de Economia.
Carreira de cantor
Ronnie Von iniciou sua carreira de cantor se apresentando no bar Beco das Garrafas. Em 1966, conta que recebeu de seu pai o primeiro disco dos Beatles e foi com a versão de (Girl), “Meu Bem”, lançada em seu primeiro disco, que o cantor começou a fazer sucesso.
Roberto Carlos já era o grande astro da Jovem Guarda e apresentava um programa, aos domingos, na TV Record. Ronnie Von que estava começando e amparado pela beleza e pelo carisma, ganhou um programa aos sábados na mesma TV Record, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”.
Nessa época, Ronnie recebeu da apresentadora Hebe Camargo, o apelido de “Pequeno Príncipe”. Bonito, com belos olhos azuis e um cabelo fino que caia sobre o rosto, Ronnie fazia um movimento de jogar constantemente o cabelo para trás, o que deixava as fãs enlouquecidas.
Em seu programa, Ronnie Von levava iniciantes na música, entre eles, Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Conta ele que existia uma rivalidade entre o programa dele e o da Jovem Guarda, tanto que os artistas que se apresentavam no programa de Roberto Carlos não iam ao programa dele.
A banda de apoio do Pequeno Mundo de Ronnie era formada pelos irmãos Batista e por Rita Lee, que em breve abandonaram o nome Os Bruxos, para se chamar Os Mutantes, nome dado por Ronnie, que na época estava lendo o livro "O Império dos Mutantes".
Em 1967, Ronnie lançou seu segundo disco que alcançou grande sucesso com a música “A Praça”, de autoria de Carlos Imperial. O sucesso de Ronnie o levou diversos programas da TV, entre eles o de Chacrinha.
No mesmo ano, Ronnie Von participou do III Festival de Música Popular Brasileira cantando a música “Uma Dúzia de Rosas”, de Carlos Imperial.
Os dois discos seguintes foram um fracasso comercial, por serem radicais e psicodélicos, no qual ele cantava em meio a ruídos e arranjos do maestro vanguardista Damiano Cozzella.
No fim dos aos 70 se agarrou a um repertório convencional e fez grande sucesso com as músicas “Tranquei a Vida” e “Cachoeira”.
Ator e apresentador
Em 1977, Ronnie atuou na novela Cinderela, na TV Tupi. Atuou também nos filmes: Janaína – A Virgem Proibida (1972), O Descarte (1973) e A Filha dos Trapalhões (1984).
Entre 2005 e 2021, Ronnie Von apresentou de segunda a sexta o programa “Todo Seu”, na TV Gazeta, onde conversava com especialistas em vinho, instrutores de boas maneiras, chefes de cozinha, médicos, músicos, escritores etc.
Em fevereiro de 2022, Ronnie foi contratado pelo Grupo Bandeirantes para apresentar o programa “Além do Vinho”, quando entrevista diversas personalidades, falando sobre uma das suas grandes paixões, o “vinho”, exibido pelo canal pago “Sabor & Arte.
Vida pessoal
Em 1963, com apenas 19 anos, quando começava a fazer sucesso na carreira de cantor, Ronnie Von casou-se com a jornalista Aretuza, com quem teve um casal de filhos, Alessandra e Ronaldo.
No final dos anos 70 seu casamento terminou, Aretuza foi embora e deixou as duas crianças, de 5 e 6 anos para Ronnie cuidar. Ronnie diz que: “O trauma foi tão grande que desenvolvi uma doença neurológica. Fiquei imóvel, em cima de uma cama, durante um ano”.
Recuperado, criou os dois filhos sozinho e ainda escreveu um livro de sucesso, “Mãe de Gravata”, quando conta toda a sua experiência cuidando da casa e dos filhos.
Depois de outras experiências amorosas, em 1986, Ronnie Von casou-se com Maria Cristina, a Kika, antiga amiga e fã, onze anos mais nova, e com ela teve seu terceiro filho, Leonardo.
A Dor da Perda e a Busca pelo Amor em 'Meu Bem' de Ronnie Von
A música 'Meu Bem' de Ronnie Von é uma balada melancólica que explora a dor da perda e a busca incessante por um amor perdido. A letra começa com o narrador disposto a compartilhar sua história de amor, destacando a profundidade de seus sentimentos por alguém que ele amou intensamente. No entanto, essa pessoa deixou apenas uma 'imagem ilusória' em seu coração, que agora está fechado. A repetição do refrão 'Ah, meu bem! Meu bem!' reforça a saudade e a dor que ele sente.
No segundo verso, o narrador descreve a amada como um 'belo sonho' que o fez ver tudo o que ele sempre idealizou. A partida dela o deixou triste e mudo, e ele continua a buscá-la por onde quer que vá. A música transmite um sentimento de desolação e a incapacidade de seguir em frente sem a presença dessa pessoa especial. A esperança de reencontrar seu amor é uma constante, mesmo que isso signifique sofrer.
A letra também aborda a ideia de que, apesar do sofrimento, o narrador não será julgado por ninguém, pois o olhar meigo de sua amada tem o poder de fazer seu coração brilhar novamente. A ausência dela torna tudo sem prazer, e ele expressa um desejo profundo de nunca mais deixá-la partir, caso ela volte. A repetição do nome 'meu bem' ao longo da música enfatiza a importância e a centralidade desse amor em sua vida, tornando a canção uma ode à saudade e à esperança de um reencontro.
Nostalgia e Amor na 'A Praça'
A música 'A Praça', conhecida como uma das clássicas marchinhas de Carnaval, evoca sentimentos de nostalgia e amor perdido. A letra descreve a experiência de alguém que retorna a uma praça onde viveu momentos significativos de um relacionamento amoroso. Através da descrição de elementos constantes, como a mesma praça, o mesmo banco e as mesmas flores, o narrador expressa a dor da ausência da pessoa amada, ressaltando como tudo permanece igual, exceto pela presença da pessoa que lhe é especial.
A canção utiliza a praça como metáfora para a memória e a constância das emoções, contrastando com a mudança inevitável trazida pelo tempo e pela separação. O narrador relembra ações simples, como beijar uma foto, sentar-se no banco onde o amor começou e até mesmo o ato de desenhar corações em uma árvore, que ganham um peso emocional profundo diante da solidão. A presença de figuras como o guarda e o pipoqueiro, que foram testemunhas desse amor, reforça a ideia de que, embora o tempo passe, as memórias afetivas permanecem vivas.
A música 'A Praça' é um retrato da saudade e da importância de lugares e momentos simples na construção de uma história de amor. Ela ressoa com qualquer um que já tenha sentido a melancolia de revisitar lugares carregados de memórias afetivas, especialmente quando essas memórias estão ligadas a um amor que já não está mais presente.
A melodia da saudade em 'Escuta Meu Amor'
A canção 'Escuta Meu Amor', interpretada pelo cantor brasileiro Ronnie Von, é uma expressão lírica de amor e saudade, imersa em um sonho nostálgico. A música começa com o narrador compartilhando uma conversa imaginária com uma estrela, que lhe promete o fim de sua dor ao encontrar uma figura angelical, uma 'fada encantada' que viveria para amá-lo. Essa imagem celestial pode ser interpretada como a idealização do amor, uma busca por alguém que possa curar as feridas emocionais do narrador.
No entanto, a canção revela que essa visão é parte de um sonho, um 'sonho bom' do qual o narrador acorda. A realidade se impõe, e ele se vê obrigado a partir, a deixar para trás um amor que ainda não morreu. A repetição da frase 'Escuta, meu amor' sugere um apelo, uma tentativa de se conectar com o ser amado, mesmo que apenas através da música. A canção transmite uma sensação de despedida, mas também de esperança, pois o amor, apesar de perdido, permanece vivo na memória e no coração.
Ronnie Von, conhecido como o 'Príncipe' da Jovem Guarda, traz em sua interpretação uma suavidade e uma melancolia que se alinham perfeitamente com o tema da música. 'Escuta Meu Amor' é uma viagem emocional que reflete a dor da separação e a beleza de um amor que resiste ao tempo e à distância, mantendo-se eterno na canção.
A Solidão e o Desejo em 'Tranquei a Vida' de Ronnie Von
A música 'Tranquei a Vida' de Ronnie Von é uma profunda reflexão sobre a solidão, o amor perdido e a busca desesperada por reconexão. A letra começa com o eu lírico confessando que trancou sua vida em um apartamento, simbolizando um estado de reclusão e isolamento. Este ato de se fechar do mundo exterior também representa a juventude marcada pelo medo e pela ausência de alguém especial. A metáfora do apartamento sugere um espaço físico e emocional onde o protagonista se esconde de suas próprias emoções e da realidade.
Ao sair às ruas, o eu lírico se sente perdido na multidão, misturando sua dor com a das outras pessoas. Este sentimento de anonimato e invisibilidade é uma tentativa de se esconder de si mesmo e de suas emoções. A dor da perda e a ausência da pessoa amada são tão intensas que ele se sente como um náufrago, agarrando-se à esperança de salvação. A imagem do náufrago ilustra a desesperança e a necessidade urgente de encontrar um porto seguro, que no caso é a volta da pessoa amada.
A repetição do refrão enfatiza o desejo contínuo e inabalável de ter a amada de volta, independentemente do tempo que passe. A porta aberta simboliza a esperança e a espera constante pelo retorno, enquanto a falta de coragem para gritar o nome da amada revela a vulnerabilidade e o medo de enfrentar a realidade. A música é uma poderosa expressão de amor, saudade e a luta interna entre a esperança e o desespero, capturando a essência da experiência humana de perda e desejo de reconciliação.
A Delicadeza do Amor em 'Eu Amo Amar Você' de Ronnie Von
A música 'Eu Amo Amar Você' de Ronnie Von é uma celebração do amor romântico e da saudade. A letra expressa a intensidade dos sentimentos do eu lírico, que está 'louco de saudade' e 'morto de vontade' de ver a pessoa amada. Essa repetição enfatiza a profundidade do desejo e da falta que a pessoa amada faz em sua vida. A saudade é um tema central, e a forma como é descrita transmite uma sensação de urgência e necessidade de reencontro.
Ronnie Von, conhecido por sua carreira que começou na Jovem Guarda e evoluiu para outros estilos, traz nessa canção uma simplicidade lírica que é ao mesmo tempo poderosa. A música fala sobre a beleza das pequenas coisas e dos momentos compartilhados, como os olhares e os lugares que o casal frequentava. Esses detalhes criam uma imagem vívida do relacionamento, mostrando que o amor é construído através de momentos simples, mas significativos.
A repetição da frase 'Eu amo amar você' reforça a ideia de que o amor é um sentimento contínuo e renovado. Não é apenas o ato de amar, mas o prazer em amar que é destacado. A música transmite uma mensagem de que o amor verdadeiro é algo que se aprecia e se valoriza constantemente. A simplicidade da letra, combinada com a melodia suave, cria uma atmosfera de ternura e carinho, fazendo com que o ouvinte sinta a sinceridade e a profundidade dos sentimentos expressos.
Amor Além das Diferenças Sociais em 'O Carpinteiro' de Ronnie Von
A música 'O Carpinteiro', interpretada por Ronnie Von, é uma narrativa lírica que explora temas de amor e diferenças sociais através de uma história de conto de fadas. A letra descreve a vida de um carpinteiro pobre, que, apesar de sua situação humilde, se apaixona pela princesa mais linda da Terra. A canção destaca a incerteza do carpinteiro sobre a reciprocidade de seus sentimentos, dado o abismo social entre eles.
No entanto, a história toma um rumo inesperado quando a princesa, ao passar pelo carpinteiro, se apaixona por ele à primeira vista. Esse desenvolvimento sugere uma crítica às barreiras sociais que muitas vezes impedem relacionamentos genuínos. A música utiliza a figura do carpinteiro e da princesa para simbolizar as disparidades entre classes sociais e questionar a relevância dessas diferenças quando o verdadeiro amor está em jogo.
A repetição do refrão 'Diga, meu benzinho, se você me amaria / E com todo carinho comigo casaria' serve como um apelo emocional, enfatizando o desejo do carpinteiro de ser aceito e amado apesar de sua condição econômica. A música de Ronnie Von, portanto, não apenas conta uma história de amor, mas também convida à reflexão sobre como o amor pode transcender as barreiras impostas pela sociedade.
A Melancolia e a Resistência em 'Banda da Ilusão' de Ronnie Von
A música 'Banda da Ilusão' de Ronnie Von é uma profunda reflexão sobre a vida, a solidão e a busca por significado em meio às adversidades. A letra começa com a imagem de uma fanfarra, uma banda que simboliza a rotina e as obrigações diárias que não podem ser evitadas. O protagonista, mesmo relutante, é compelido a participar, tocando seu bombardão, um instrumento que aqui representa a sua própria tristeza e solidão. A metáfora do 'cano de saudade' sugere que ele está constantemente lidando com lembranças e sentimentos de perda.
A segunda estrofe traz uma imagem de garrafas vazias, que simbolizam as tentativas fracassadas de encontrar certezas e respostas na vida. A 'banda da ilusão' é uma metáfora para a vida em si, onde muitas vezes somos forçados a continuar, mesmo quando a vida nos diz 'não'. A música aborda a ideia de que todos têm seus próprios instrumentos para tocar na vida, suas próprias cruzes para carregar, e que a música, ou a arte, é uma forma de traduzir e expressar essas experiências.
A repetição do refrão reforça a ideia de que a vida é uma jornada cheia de amargura e dor, mas que a música, ou qualquer forma de expressão, é uma maneira de sobreviver a essas dificuldades. A letra também toca na ideia de mortalidade e na esperança de que a morte traga algum alívio, mas a 'banda' sempre volta para acordá-lo para a realidade. No final, o protagonista aceita sua condição e continua a tocar na 'banda da ilusão', reconhecendo que essa é a única solução para continuar vivendo.
A Magia da Infância em 'Meu Mundo Azul' de Ronnie Von
A música 'Meu Mundo Azul' de Ronnie Von é uma ode à infância e à capacidade de sonhar. A letra começa descrevendo um cenário pós-chuva, onde o arco-íris brilha e o mundo parece renovado. Essa imagem inicial já prepara o ouvinte para uma viagem nostálgica e mágica. Ao abrir a janela e sorrir, o eu lírico se conecta com um mundo azul, que simboliza um lugar de paz, felicidade e inocência.
No segundo verso, a letra nos leva de volta à infância, um tempo de fantasia e imaginação. O eu lírico se vê como uma criança novamente, visitando um país de fadas, sonhos, castelos e dragões. Esses elementos são comuns em contos de fadas e representam a pureza e a criatividade ilimitada que muitas vezes perdemos ao crescer. A música sugere que esse mundo mágico está sempre ao nosso alcance, bastando fechar os olhos do rosto e abrir os da alma.
O refrão reforça a ideia de que a criança interior do eu lírico corre alegremente para encontrar esses elementos mágicos. A repetição da frase 'e não quero mais despertar' enfatiza o desejo de permanecer nesse estado de sonho e fantasia, longe das preocupações e responsabilidades da vida adulta. Ronnie Von, conhecido por seu estilo romântico e poético, utiliza essa música para nos lembrar da importância de manter viva a nossa capacidade de sonhar e de nos reconectar com a nossa essência infantil.
O Amor Intenso e Contraditório em 'Pra Ser Só Minha Mulher' de Ronnie Von
A música 'Pra Ser Só Minha Mulher' de Ronnie Von é uma ode ao amor em sua forma mais intensa e contraditória. A letra explora as nuances de um relacionamento que, ao mesmo tempo em que causa sofrimento, também traz vida e verdade. O amor é descrito como algo que 'arrasta', 'gasta' e 'faz sofrer', mas que também 'devolve a vida' e revela verdades que a idade não consegue proporcionar. Essa dualidade é uma característica marcante da canção, refletindo a complexidade dos sentimentos humanos.
Ronnie Von utiliza metáforas poderosas para descrever esse amor. Ele o chama de 'amor bandido' e 'amor selvagem', sugerindo uma paixão intensa e incontrolável. A ideia de um amor que é 'passagem pra loucura e pra dor' mas que também 'faz crer na sorte' e 'faz forte como o bicho mais feroz' mostra como o amor pode ser ao mesmo tempo destrutivo e fortalecedor. Essa ambivalência é um tema recorrente na música, destacando a capacidade do amor de trazer tanto sofrimento quanto crescimento pessoal.
A letra também enfatiza a entrega total ao amor. O eu lírico pede para a amada 'abrir os braços' e 'apertar a mão', simbolizando a necessidade de apoio e conexão. Ele se dispõe a se entregar completamente, com 'começo, meio e fim', e vê nesse caminho a solução para a felicidade conjunta. A música termina com uma nota de esperança, onde o amor, apesar de aflito e gritado em silêncio, entrega um sonho que é composto em versos para a amada dormir. Essa imagem final reforça a ideia de que, apesar das dificuldades, o amor verdadeiro é capaz de proporcionar momentos de paz e beleza.
A Celebração de Oxóssi em 'Cavaleiro de Aruanda' de Ronnie Von
A música 'Cavaleiro de Aruanda' de Ronnie Von é uma homenagem vibrante à figura de Oxóssi, uma das divindades do candomblé e da umbanda, conhecido como o orixá da caça e da floresta. Através de uma melodia envolvente e um refrão repetitivo, a canção celebra a energia e a presença deste orixá, que é descrito como um cavaleiro vindo de Aruanda, um termo que, no contexto das religiões afro-brasileiras, refere-se a um lugar espiritual de paz e harmonia.
O uso de imagens como o 'cavalo' e o 'chapéu de banda' na letra da música simboliza a nobreza e a autoridade de Oxóssi, reforçando seu papel como líder e protetor. A repetição do verso 'Vem de Aruanda' funciona como um chamado, uma invocação para que Oxóssi traga sua força e proteção para o terreiro, local de prática religiosa onde os fiéis se reúnem.
Além disso, a menção a 'Nossa Senhora' e a 'flecha' de Oxóssi estabelece uma conexão entre elementos do catolicismo e do candomblé, refletindo a sincretização religiosa muito presente no Brasil. Essa fusão cultural é um dos pilares da identidade musical de Ronnie Von, que neste trabalho, explora profundamente as raízes afro-brasileiras através de sua arte.
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