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Após 10 anos, os mandantes da morte de Décio Sá sem data para serem julgados

Após 10 anos, os mandantes da morte de Décio Sá sem data para serem julgados

Gláucio Alencar e Júnior Bolinha ainda estão sem data definida pelo Poder Judiciário para serem submetidos a júri popular; apenas o executor do crime, Jhonathan Silva, e o piloto de fuga Marcos Bruno sentaram no banco dos réus. Imiran

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 23/04/2025 11:21 | 478 visualizações
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Gláucio Alencar e Júnior Bolinha ainda estão sem data definida pelo Poder Judiciário para serem submetidos a júri popular; apenas o executor do crime, Jhonathan Silva, e o piloto de fuga Marcos Bruno sentaram no banco dos réus.

Imirante.com - 23/04/2022

SÃO LUÍS - Hoje, 23 de abril, completa dez anos de um dos crimes mais emblemático e que teve repercussão internacional, com manifestação de pesar de entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Nesta data, no ano de 2012, o jornalista da editoria de Política do O Estado e blogueiro, Aldenísio Décio Leite de Sá, Décio Sá, de 42 anos, foi morto a tiros em um bar da Avenida Litorânea, em São Luís.

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Apesar de tanto tempo do assassinato do jornalista e sendo um caso considerado pela polícia como elucidado, inclusive, com autoria e motivação esclarecida, mas, ainda reina a sensação de impunidade em razão dos mandantes não terem sido julgados no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.

A assessoria de comunicação do fórum informou que em agosto de 2013 um total de 11 acusados de participarem direta e indiretamente desse crime foram pronunciados pelo Poder Judiciário para serem julgados pelo Tribunal do Júri. Entre os pronunciados, até o momento, apenas dois foram julgados e condenados.

Um deles foi o assassino confesso Jhonathan de Souza Silva, condenado a 27 anos e cinco meses de prisão. Enquanto, o outro é o piloto da motocicleta que deu fuga a Jhonathan Silva, identificado como Marcos Bruno Silva de Oliveira. Ele teve uma pena de 18 anos e três de reclusão.

Despronúncia

Os outros acusados recorreram da decisão de pronúncia e os recursos subiram por translado ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), no dia 13 de dezembro de 2013. Em sessão extraordinária, o Tribunal de Justiça despronunciou (tornar nula decisão que levaria os réus a júri popular) cinco acusados da morte do jornalista.

Os cinco seriam julgados por homicídio e formação de quadrilha. São eles: os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, que eram acusados de participar dos encontros para planejar o assassinato de Décio Sá; o capitão da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, acusado de fornecer a arma do crime; Elker Farias Veloso, acusado de auxiliar no assassinato; e Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, que era acusado de alugar a residência para o Jhonathan Silva.

O desembargador relator do processo foi José Luiz Almeida. O Magistrado afirmou que a determinação não representa uma absolvição dos corréus que foram despronunciados, enfantizando que nos termos do artigo 414, parágrafo único, do Código de Processo Penal.

Júri popular

O Tribunal de Justiça manteve os julgamentos em júri popular do suposto agiota José de Alencar Miranda Carvalho, Gláucio Alencar Pontes Carvalho, que é filho de José de Alencar; e do empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, Júnior Bolinha.

Em relação a participação de Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão, na morte do jornalista, o Tribunal de Justiça considerou que não há nos autos do processo indícios de participação dele na ação criminosa.

Movimentação da ação

A assessoria do fórum informou que Gláucio Alencar, José Miranda e Júnior Bolinha tiveram mantida pelo 2º Grau a decisão de pronúncia, mas, recorreram dessa decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

No dia 15 de julho de 2020, o processo em relação a José Miranda e Júnior Bolinha retornou ao juízo de 1º Grau onde está tramitando. Diversos promotores já se deram suspeitos e advogados renunciaram. Em função da renúncia dos advogados e por não ter constituído outro profissional da área jurídica para patrocinar a defesa, os autos do processo foram enviados no dia 8 de abril deste ano para a Defensoria Pública para apresentar do rol de testemunhas.

Somente após o envio do rol de testemunhas e a realização de diligências que o processo poderá ser incluído na pauta de julgamento. Quanto ao acusado Gláucio Alencar, segundo a assessoria do fórum, o processo ainda não retornou do 2º Grau para a 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Em virtude do falecimento do acusado José Miranda, que ocorreu no último dia 18, em São Luís, houve a extinção da punibilidade sobre a morte do jornalista Décio Sá.

Pena máxima

O processo da morte de Décio Sá tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri. O promotor de Justiça dessa Vara, Marco Aurélio Fonseca, declarou que o Ministério Público desde o início do processo tem o posicionamento de condenação dos acusados que contrataram um pistoleiro para realizar o ato criminoso.

O promotor ainda disse que os acusados tinham interesses que estavam sendo expostos na mídia pelo jornalista e em razão disso praticaram o crime dessa natureza. “O Ministério Público pede a condenação máxima desses acusados”, frisou Marco Aurélio Fonseca.

Agiotagem

O delegado Augusto Barros foi um dos delegados que coordenou a investigação da morte de Décio Sá. Ele declarou que nesse período era superintendente estadual de Investigações Criminais (Seic). “O comando da Secretaria de Segurança Pública determinou a Seic como também delegados e investigadores das outras unidades de segurança para investigar esse caso. Uma investigação considerada muito complexa e que ganhou uma grande repercussão na época”, disse Augusto Barros.

Ele ainda informou que a polícia trabalhou em cima de denúncia anônima, disque denúncia e até mesmo de interceptação telefônica. Durante a investigação, a polícia acabou localizando e prendendo Jhonathan Silva em uma residência, na área do Turu, onde encontraram uma grande quantidade de droga.

Somente após várias oitivas que Jhonathan Silva confessou a autoria do crime e revelou os nomes dos outros envolvidos. Logo após, a policia conseguiu prender os outros suspeitos em cumprimento de determinação judicial.

Augusto Barros declarou que esse crime foi motivado devido o jornalista ter postado em seu blog sobre a morte de Fábio Brasil, Júnior Foca. Este crime ocorreu na capital piauiense e a vítima era envolvida em uma trama de pistolagem encabeça por José Miranda e Gláucio Alencar.

Ainda segundo Augusto Barros, a investigação da morte de Décio Sá resultou na descoberta de agiotagem envolvendo mais de 40 prefeituras do Maranhão e tendo como principais “cabeças” José Miranda e Gláucio Alencar. “Para combater a agiotagem no Maranhão, a polícia desenvolveu várias operações. Entre elas, El Berite, Maharaja, Morta Viva e Imperador que resultaram na prisão de várias gestores municipais”, frisou o delegado.

Assassinato

A Polícia Civil informou que no dia 23 de abril de 2012, Décio Sá deixou a redação do O Estado, no São Francisco, por volta das 22h e dirigiu até um bar da Litorânea, considerado como um dos pontos de lazer e turístico da capital maranhense.

Nesse local, ele teria pedido um prato e uma bebida. O jornalista estava esperando dois amigos e falava ao celular quando foi abordado pelo pistoleiro Jhonathan Silva. Ainda de acordo com a polícia, Décio Sá levou cinco tiros e sendo três no tórax e dois na cabeça. Ele morreu ainda no local, enquanto, o pistoleiro fugiu na garupa da motocicleta conduzida por Marcos Bruno.

Fique sabendo

Envolvidos da morte de Décio Sá

Aldenísio Décio Leite de Sá, Décio Sá: morto a tiros em plena Avenida Litorânea.

Jhonathan de Souza Silva: assassino confesso e condenado a mais de 27 anos de prisão

Marco Bruno Silva de Oliveira: condutor da motocicleta que deu fuga para o assassino confesso e foi condenado a 18 anos e três meses de reclusão.

José de Alencar Miranda Carvalho: acusado de ser o mandante da morte do jornalista e veio a falecer no dia 18 de abril deste ano.

Gláucio Alencar Pontes Carvalho: acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista e o processo ainda não retornou do 2º Grau para a 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Raimundo Sales Chaves Júnior, Júnior Bolinha: acusado de fazer o contato com o pistoleiro Jhonathan Silva e o processo está na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão: o Tribunal de Justiça considerou que não há indícios de participação nesse ato criminoso.

Alcides Nunes da Silva: acusado de participar da reunião para planejar a morte do jornalista foi despronunciado do processo pelo Tribunal de Justiça.

Joel Durans Medeiros: acusados de participar dos encontros para planejar o assassinato de Décio Sá foi despronunciado do processo pelo Tribunal de Justiça.

O capitão da Polícia Militar Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita: acusado de fornecer a arma do crime foi despronunciado do processo pelo Tribunal de Justiça.

Elker Farias Veloso: acusado de auxiliar no assassinato foi despronunciado do processo pelo Tribunal de Justiça.

Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha: acusado de alugar a residência para o Jhonathan Silva foi despronunciado do processo pelo Tribunal de Justiça.

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