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Escândalo eleitoral em São João do Sóter: Juiz ouve testemunhas que confirmam ter vendido votos; Prefeita Lacerda pode perder mandato

Escândalo eleitoral em São João do Sóter: Juiz ouve testemunhas que confirmam ter vendido votos; Prefeita Lacerda pode perder mandato

São João do Sóter vive um dos momentos políticos mais delicados de sua história. Na última segunda-feira (25/08), o juiz da 6ª Zona Eleitoral de Caxias ouviu, em audiência, eleitores que confessaram ter vendido seus votos à atual prefeita Lacerda na

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 27/08/2025 21:08 | 1122 visualizações
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São João do Sóter vive um dos momentos políticos mais delicados de sua história. Na última segunda-feira (25/08), o juiz da 6ª Zona Eleitoral de Caxias ouviu, em audiência, eleitores que confessaram ter vendido seus votos à atual prefeita Lacerda nas eleições de 2024. Os depoimentos reforçam as acusações de compra de votos, prática considerada crime eleitoral grave.

Diante das confirmações, o magistrado abriu prazo para manifestação do Ministério Público Eleitoral, que deverá se posicionar nos próximos dias. A decisão do MP será crucial: caso seja favorável à cassação, toda a chapa pode ser derrubada a prefeita, vice e vereadores eleitos no mesmo pleito.

O desdobramento do processo pode levar à perda de mandato, inelegibilidade dos envolvidos e até a convocação de novas eleições no município. A situação gera tensão entre a classe política local e preocupação na população, que acompanha o caso com expectativa.

A situação que se desenrola em São João do Sóter expõe não apenas um caso de corrupção eleitoral, mas uma ferida aberta na democracia brasileira. A compra de votos é um crime que fragiliza o processo democrático, enfraquece as instituições e perpetua uma lógica de poder baseada no abuso econômico e na manipulação da população mais vulnerável.

Quando eleitores admitem ter trocado seu voto por benefícios imediatos, o que se perde é muito mais que a lisura de uma eleição: perde-se a oportunidade de construir uma cidade mais justa, com representantes escolhidos de forma livre e consciente. O mandato conquistado dessa maneira jamais terá legitimidade plena, e os frutos desse vício recaem sobre toda a sociedade.

Se confirmada a cassação, a Justiça Eleitoral dará uma resposta exemplar, mostrando que a democracia não pode ser negociada como mercadoria de campanha. O preço de um voto comprado é caro demais para um município pequeno como São João do Sóter: significa anos de atraso, descrédito na política e desconfiança das novas gerações em relação ao futuro.

A mensagem é clara: quem compra ou vende votos ataca o coração da democracia. Cabe agora ao Ministério Público e ao Judiciário fazer valer a lei, assegurando que a vontade popular seja respeitada em sua forma mais pura — livre, soberana e inegociável.

A repercussão na cidade e na região tem sido imediata. Moradores comentam que os depoimentos dos eleitores ouvidos pela Justiça já representam um “sinal verde” para a cassação da chapa da prefeita Lacerda. Nas ruas e rodas de conversa, a expectativa é de mudança no comando do município.

A indignação é alimentada pelos relatos de desmandos administrativos e pelo crescimento repentino de patrimônio associado ao grupo político da atual gestão, o que aumenta a pressão por uma resposta firme da Justiça Eleitoral.

A voz do povo é clara: há um desejo de renovação em São João do Sóter. Quando a comunidade percebe que o poder se transformou em negócio e que o patrimônio público parece se confundir com interesses privados, a confiança nas instituições se perde.

Se a cassação se confirmar, não será apenas um ato jurídico — será também uma resposta moral ao sentimento popular de que os desmandos milionários não podem prevalecer sobre a vontade democrática.

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