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Adeus! Lô Borges: O Trem Azul da MPB – uma viagem pela vida e obra do gênio mineiro que encantou o Brasil e o mundo

Adeus! Lô Borges: O Trem Azul da MPB – uma viagem pela vida e obra do gênio mineiro que encantou o Brasil e o mundo

O cantor e compositor Lô Borges (1952–2025) foi um dos criadores do Clube da Esquina, movimento que transformou a música brasileira nos anos 1970, unindo poesia, rock, jazz e alma mineira.Nesta homenagem, destacamos 15 canções que marcaram sua traje

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 04/11/2025 08:15 | 246 visualizações
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O cantor e compositor Lô Borges (1952–2025) foi um dos criadores do Clube da Esquina, movimento que transformou a música brasileira nos anos 1970, unindo poesia, rock, jazz e alma mineira.
Nesta homenagem, destacamos 15 canções que marcaram sua trajetória — do início da carreira à consagração como ícone da MPB.


???? 1. O Trem Azul (1972)

Com Ronaldo Bastos
Símbolo máximo da parceria poética entre os dois. Uma metáfora sobre liberdade, juventude e o sonho — tornou-se um hino atemporal.

???? 2. Tudo o Que Você Podia Ser (1972)

Com Márcio Borges
A faixa de abertura do “Clube da Esquina” expressa a esperança de uma geração que buscava novos caminhos após anos de ditadura.

???? 3. Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (1972)

Com Márcio Borges
Lirismo puro. Uma das canções mais emocionais da MPB, marcada pela melodia solar e pelo vocal jovem de Lô.

???? 4. Cravo e Canela (1972)

Com Milton Nascimento
Ritmo marcante e experimentalismo mineiro. Mostra a fusão perfeita entre Lô e Milton, com influências de rock e jazz.

???? 5. Clube da Esquina nº 2 (1972)

Com Milton Nascimento e Márcio Borges
Representa a amizade e a comunhão musical do grupo — a alma de Minas em forma de som.

???? 6. Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor (1972)

Com Márcio Borges
Delicada e introspectiva, fala do amor simples e sincero. Tornou-se trilha sonora de romances e novelas.

???? 7. Para Lennon e McCartney (1970)

Com Márcio Borges e Fernando Brant
Gravada primeiro pelo grupo Som Imaginário, é uma homenagem dos mineiros aos Beatles. Mistura rock e MPB com ousadia.

???? 8. Nuvem Cigana (1975)

Com Ronaldo Bastos
Um voo poético pela imaginação, celebrando a liberdade criativa. Gravada por Milton e outros artistas.

???? 9. Paisagem da Janela (1972)

Com Fernando Brant
Simboliza o olhar mineiro sobre o mundo. Uma das mais belas parcerias do Clube da Esquina.

???? 10. Trem de Doido (1972)

Com Márcio Borges
Rock psicodélico mineiro — experimental e ousado, com influências de Beatles e progressivo.

???? 11. Feira Moderna (1969)

Com Beto Guedes e Fernando Brant
Uma das primeiras músicas do movimento Clube da Esquina. Mostra o frescor criativo que nascia em Belo Horizonte.

???? 12. Equatorial (1979)

Do álbum A Via-Láctea — mostra o amadurecimento de Lô, com arranjos sofisticados e clima introspectivo.

???? 13. O Trem de Minas (1981)

Canção que reafirma o elo de Lô com sua terra e seu estilo inconfundível. Mistura ritmos regionais e guitarras urbanas.

???? 14. Horizonte Vertical (1996)

Composição mais madura, simboliza o reencontro com suas raízes e com o público após anos longe da mídia.

???? 15. Do Trem Azul ao Sonho Azul (2020)

Canção do disco Rio da Lua, que resgata a sonoridade clássica de sua juventude — provando que o “Trem Azul” nunca parou de correr.

“Em cada acorde, Lô Borges transformava Minas em melodia.
Sua música cruzou o tempo, levando poesia, liberdade e amizade.
Hoje, a Rádio OK! FM 93.7 presta sua homenagem a esse gênio da MPB —
Lô Borges, o menino do tênis que fez o Brasil embarcar no Trem Azul.”

???? Música de Destaque: “O Trem Azul” (1972)
Composição: Lô Borges e Ronaldo Bastos
Álbum: Clube da Esquina (1972)


“O Trem Azul” é mais do que uma canção — é um símbolo da geração do Clube da Esquina.
Lançada em 1972, ela traduz a alma de Lô Borges: o jovem sonhador de Minas que transformou o cotidiano em poesia musical.
A letra, escrita por Ronaldo Bastos, fala de liberdade, esperança e da vontade de seguir viagem — temas que se tornaram marca registrada do compositor.
A melodia suave, quase flutuante, e o arranjo moderno criaram uma sonoridade única que atravessou décadas.
Gravada por Milton Nascimento, Elis Regina, Samuel Rosa e tantos outros, “O Trem Azul” continua sendo trilha de vida e emoção para gerações de brasileiros.

Lô Borges
Lô Borges em 2024
Nome completoSalomão Borges Filho
Nascimento10 de janeiro de 1952
Belo HorizonteMinas GeraisBrasil
Morte2 de novembro de 2025 (73 anos)
Belo Horizonte
Causa da mortefalência múltipla de órgãos por intoxicação medicamentosa
Nacionalidadebrasileiro
ParentescoMarilton Borges (irmão)Márcio Borges (irmão)Telo Borges (irmão)
Ocupaçãocantorcompositor
Carreira musical
Período musical1970–2025
Gênero(s)MPBpop rockjazzrock progressivofolk rockrock experimentalpsicodeliapop barroco
Instrumento(s)vocalviolãoguitarrapianobaixopercussão

Lô Borges:

Salomão Borges Filho (Belo Horizonte10 de janeiro de 1952 – Belo Horizonte, 2 de novembro de 2025), mais conhecido como Lô Borges, foi um cantor e compositor brasileiro.[1][2] Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, um grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular brasileira nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto de Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, um dos álbuns mais aclamados de todos os tempos.[3][4][5]

Entre suas composições mais famosas destacam-se "Feira Moderna"; "Manuel, o Audaz"; "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo"; "Paisagem da Janela"; "Para Lennon e McCartney"; "Clube da Esquina nº 2"; "O Trem Azul"; "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor", "Dois Rios", entre outras.[6] É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo canções gravadas por Tom JobimElis Regina, Milton Nascimento, Flávio VenturiniBeto GuedesNenhum de NósIra!14 BisSkankNando ReisOs Paralamas do Sucesso, entre outros.[7]

Biografia

Nos anos 60, se reunia com outros garotos no encontro das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, para conversar, tocar, cantar, falar dos Beatles, da MPB, do jazz. Na esquina ficava a residência do casal Borges (Maricota e o jornalista Salomão Magalhães Borges) e seus 11 filhos (Marílton, Márcio, Sandra, Sônia, Sheila, Lô, Yé, Solange, Sueli, Telo e Nico),[8] todos ligados à música.[2][9]

Aos 18 anos, Lô Borges já havia raspado a cabeça para servir no Exército em Belo Horizonte.[7] Foi Milton Nascimento quem o tirou da esquina de Santa Tereza, onde tocava violão sem parar. Os dois já tinham duas parcerias – "Clube da Esquina" e "Para Lennon e McCartney", gravadas no álbum Milton, de 1970 – quando o compositor, 10 anos mais velho, chegou para Lô, então menor de idade, para convidá-lo para morar no Rio de Janeiro e dividir um álbum.[1] Após mudanças mensais de apartamento, arrumaram uma casa paradisíaca em Piratininga, Niterói.[10]

Lô Borges, Fernando BrantJuscelino KubitschekMárcio Borges e Milton Nascimento em frente ao Seminário de Diamantina.[11]

A gravadora Odeon reconheceu o poderio de Lô ao ouvir as músicas que ele havia composto – "O Trem Azul", "Tudo Que Você Podia Ser" e "Um Girassol da Cor do seu Cabelo" entre elas – e não hesitou em lhe propor uma estreia solo, no mesmo ano.[10] O famoso "disco do tênis" foi seu primeiro trabalho solo, chamado desse modo por conta da foto de um par de tênis na capa.[1][12][13][14] Quando terminou o disco, saiu do Rio e abandonou momentaneamente a carreira.[1] Foi de ônibus para Porto Alegre, onde passou dez dias, e depois de carona em caminhão para Arembepe, na Bahia. Virou hippie, ficou uns meses rodando, até voltar para Belo Horizonte.[1]

Voltou a aparecer somente em 1978, no álbum duplo Clube da Esquina 2, já sem ser o coprotagonista, como no disco de 1972. Em 1979, Lô lançou enfim o segundo álbum solo, A Via Láctea, com músicas como "Equatorial" (Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges, 1979) e "Vento de Maio" (Telo Borges e Márcio Borges, 1979).[2]

Nas décadas de 80 e 90 a produção do compositor diminuiu; foram quatro discos ao total. A mudança no ritmo veio quando ele se aproximou dos 50 anos, perto da transição de 1999 para 2000. Com o sucesso da canção "Dois Rios" em 2003, parceria com Samuel Rosa e Nando Reis lançada pelo grupo mineiro Skank, Lô começou a dar novamente as caras no mercado.[15][2] Depois de um hiato de sete anos, retornou com o lançamento do álbum Um Dia e Meio.[16]

Em 2007, Lô Borges concedeu uma entrevista ao Museu da Pessoa, intitulada Mistura Musical, em que relembra da sua infância e seu primeiro contato com a música.[17] Também conta como conheceu Milton Nascimento e sobre a criação do Clube da Esquina. Ainda em 2007, a revista Rolling Stone Brasil classificou o Clube da Esquina na 7ª posição na lista dos 100 maiores discos da música brasileira.[18]

Já em 2011, lança o álbum Horizonte Vertical, com o patrocínio da Natura, com participações vocais de Fernanda TakaiMilton Nascimento e Samuel Rosa. E também participam nas composições das faixas: Nando ReisMárcio BorgesRonaldo Bastos e Patrícia Maês.[19]

Lô se apresentando em 2017, no Sesc Vila Mariana.

Em 2016, com Samuel Rosa, lança CD/DVD ao vivo com registro da parceria, denominado Samuel Rosa & Lô Borges: Ao Vivo no Cine Theatro Brasil.[20][21][22][23] Em 2017, realiza apresentações tocando seu primeiro álbum na integra.[24][25] Em 2018, Alex Turner, da banda Arctic Monkeys, citou o compositor mineiro em uma lista com músicas que influenciaram o álbum Tranquility Base Hotel & Casino.[26]

Após 8 anos sem inéditas produções musicais, reata os laços com Nelson Angelo, amigo da época do Clube da Esquina e do "disco do tênis". O qual havia se afastado, em virtude de sua amizade com a ex-mulher do compositor, Joyce Moreno, porém tomou a iniciativa de se aproximarem novamente e lançaram o álbum Rio da Lua.[27] Nesse lançamento de 2019, as letras escritas por Nelson, foram enviadas por WhatsApp e e-mail.[28]

Em 2020, lança novo álbum de inéditas chamado Dínamo, que contou com a colaboração do poeta piauiense Makely Ka, em que a faixa título, intitulada com o mesmo nome do álbum, contempla a participação de Samuel Rosa[29] Este álbum teve desenvolvimento análogo ao "disco do tênis", já que a produção das músicas foi extremamente dinâmica, como ressalta Lô Borges: "Fiz dez músicas em três meses. Toda semana chegavam letras, e aquelas (de) que eu gostava mais eu passava para o meu caderno, com minha caligrafia. Então, eu pegava o violão, começava a inventar acordes e melodias e em 40 minutos já estava tudo pronto. Foi muito intuitivo".[30]

Em 2021, a canção "O Trem Azul" entrou para a trilha da série Station Eleven, da então HBO Max.[31] No mesmo ano, lança o álbum Muito Além do Fim, que retoma sua parceria com seu irmão Márcio Borges, em que sua última parceria havia sido em 2011, em Horizonte Vertical. Nessa obra, que tem a participação de Paulinho Moska, Lô reacende sua pegada rockeira.

Já em 2022, lança o álbum Veleiro, com participação de Patrícia Maês, Paulinho Moska e também seus parceiros de Clube da Esquina: Milton Nascimento e Beto Guedes. Em 21 e 22 de dezembro do mesmo ano, subiu ao palco da Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, para fazer duas apresentações de show sinfônico com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e com o quinteto de baixistas DoContra.[32] O concerto gerou registro audiovisual lançado gravadora Deck em 1º de dezembro de 2023, em álbum e em vídeo, denominado 50 anos de música – Ao vivo na Sala Minas Gerais.[32]

Em janeiro de 2023, lança o álbum Não Me Espere na Estação, com dez músicas inéditas, em parceria com o letrista mineiro, César Maurício.[33][34][35] O trabalho foi indicado ao Grammy Latino 2023, na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa.[36][37] Ainda em 2023, tem a trajetória documentada em filme do cineasta Rodrigo de Oliveira, o documentário Lô Borges – Toda essa água.[38]

Em junho de 2024, participou do evento As Cores do Clube da Esquina, que reuniu grandes nomes do movimento Clube da Esquina em um grande concerto no Palácio das Artes. O show de lançamento de seu disco, Tobogã, ocorreu em 9 de novembro, também no Palácio das Artes.[39] O álbum teve letras da poeta Manuela Costa e foi lançado no dia 23 de agosto. A faixa-título foi lançada dia 2 de agosto, com a participação de Fernanda Takai.[40]

Em agosto de 2025, o artista lançou seu último álbum em vida, Céu de Giz, em parceria com Zeca Baleiro. O trabalho, divulgado no dia 22, reuniu dez faixas inéditas compostas pelos dois músicos, que dividem os vocais em cinco delas.[41] Antes de morrer, Lô deixou prontos quatro álbuns de músicas inéditas.[42]

Morte

Foi internado no dia 17 de outubro de 2025 em função de uma intoxicação medicamentosa, de origem não divulgada, no hospital Unimed de Belo Horizonte. Durante o período, teve constantes pioras em seu quadro, sendo encaminhado para a UTI, passando eventualmente por uma traqueostomia para emprego de ventilação mecânica e, dias depois, por uma hemodiálise.[43]

Lô morreu na noite do dia 2 de novembro de 2025 aos 73 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos, a família tornou pública a morte do artista apenas na manhã do dia seguinte, 3, por meio das redes sociais do mesmo.[44][45] A notícia de sua morte teve repercussão internacional.[46][47][48][49][50]

https://pt.wikipedia.org

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