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Raça, Poder e Palavra: A Presença Negra no Brasil Atual

Raça, Poder e Palavra: A Presença Negra no Brasil Atual

No dia 20 de novembro, a data da Consciência Negra, somos convidados a refletir sobre a posição real do povo negro na sociedade brasileira — não apenas pelas feridas históricas, mas por aquilo que conquistamos e pelos obstáculos que ainda enfrentamo

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 20/11/2025 09:02 | 146 visualizações
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No dia 20 de novembro, a data da Consciência Negra, somos convidados a refletir sobre a posição real do povo negro na sociedade brasileira — não apenas pelas feridas históricas, mas por aquilo que conquistamos e pelos obstáculos que ainda enfrentamos.

Em São Luís, esse dia é símbolo de memória e resistência, mas a reflexão se estende por todo o Brasil: como a população negra está representada nos espaços de poder? Nos palcos da cultura, nos hospitais, nas universidades e nos gramados de futebol?


Destaques de Personalidades Negras no Brasil Contemporâneo

Para ilustrar a presença negra além das “peladas”, é importante destacar figuras reais que carregam significados profundos:

  • Ana Flávia Magalhães Pinto – historiadora e professora, pesquisadora de memória afro-brasileira, foi a primeira mulher negra a dirigir o Arquivo Nacional.

É historiadora, professora e pesquisadora. Wikipédia

Foi a primeira mulher negra a assumir a direção-geral do Arquivo Nacional em 2023. Wikipédia

Sua pesquisa inclui história afro-brasileira, memória e direitos humanos. Wikipédia

  • Petrônio Domingues – historiador, especialista na história da população negra pós-abolição e nas questões de mobilidade social negra.

Professor e historiador especializado na história do negro no Brasil após a abolição. Wikipédia

Coordena grupos de pesquisa sobre cidadania negra, mobilidade social negra, entre outros temas

  • Conceição Evaristo – escritora e poetisa, autora do conceito de “escrevivência”, que expressa a vivência negra em suas narrativas literárias.
  • Suas obras abordam desigualdade racial, classe e gênero, especialmente a experiência da mulher negra. afrofile.com.br+2Revista Galileu+2
  • Livro importante: Canção para Ninar Menino Grande. Wikipédia

Vinícius Júnior – jogador de futebol de altíssimo nível

(Real Madrid e Seleção Brasileira), símbolo da ascensão

negra no esporte contemporâneo.

Essas figuras representam diferentes áreas (educação, cultura, esporte) e trazem para a mesa a ideia de que a negritude brasileira não é monolítica — ela é plural, complexa e poderosa.

Médico Negro

Achei menos médicos negros contemporâneos muito midiáticos, mas posso citar historicamente para dar peso simbólico:

Alfredo Casimiro da Rocha — considerado um dos primeiros

médicos negros do Brasil (século XIX). Wikipédia

Alfredo Thomé de Britto — médico, professor e escritor também histórico. Wikipédia


Realidade Atual no Futebol: Quantos Jogadores Negros Existem?

Aqui entram os dados concretos mais recentes:

  • Um levantamento do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em parceria com a CBF e a Nike, entrevistou 508 profissionais (jogadores, comissão técnica, arbitragem) das Séries A/B masculinas e A1/A2 femininas. Observatório Racial Futebol+2Observatório Racial Futebol+2
  • No estudo, 41,8% dessas pessoas negras afirmaram já ter sofrido racismo no futebol. Vermelho+2Observatório Racial Futebol+2
  • Os ambientes mais citados para esses ataques foram: estádios (53,9%), redes sociais (31%) e até centros de treinamento (11,4%) CBF+2Observatório Racial Futebol+2
  • Segundo um relatório de 2024, casos de racismo no futebol brasileiro aumentaram 39% em 2023, com 136 incidentes relatados. UOL+1
  • Sobre a representação racial em campo, um estudo de 2024 sobre treinadores e jogadores negros mostra que, nas Séries A e B de 2024, 28,5% dos jogadores brasileiros se identificaram como pretos e 24,7% como pardos. abelsports.com.br

Esses números indicam algo importante: a presença negra no futebol é grande, mas não basta ter visibilidade — o racismo continua sendo estruturante.


Reflexão Polêmica: Relacionamentos Entre Jogadores Negros e Mulheres Brancas

Esse é um ponto sensível, polêmico e cheio de camadas:

  • Quando um jogador negro alcança fama e riqueza, alguns observam seus relacionamentos com mulheres brancas com desconfiança. Há quem sugira — de forma preconceituosa — que “é pelo dinheiro” ou “pela fama”: como se a cor de pele fosse apagada pela ascensão social.
  • Essa narrativa toca em um problema histórico: a ideia de que “branquitude” tem valor social, e que relacionar-se com brancos é uma espécie de “aprovação” social para negros bem-sucedidos.
  • Será que esses relacionamentos refletem amor real — ou são simbólicos para parte da sociedade?
  • Também vale questionar: por que esse tipo de relacionamento causa tanto fascínio ou polêmica? Talvez porque ele escancare a complexidade cultural e racial do Brasil: o sucesso dos negros incomoda parte da estrutura racial que idealizou a “mistura” como solução, mas que ignora a desigualdade.
  • Por fim: a visibilidade de jogadores negros bem-sucedidos é poderosa, mas ela não basta para desmontar o racismo se não vier acompanhada de mudança estrutural. A fama não deve servir de desculpa para naturalizar ou minimizar discriminações — mesmo que alguém “pareça ter tudo”.

A Consciência Negra é mais do que uma data no calendário: é um chamado contínuo à reflexão e à ação.

  • A presença negra no futebol profissional brasileiro é forte, com muitos atletas, técnicos e profissionais que se identificam como pretos ou pardos.
  • Porém, a ascensão desses indivíduos não os isenta de racismo: muitos ainda relatam discriminação direta em estádios, redes sociais ou no dia a dia do esporte.
  • Quando relacionamos sucesso, poder e raça, precisamos desconstruir narrativas simplistas: o fato de um jogador negro se relacionar com uma mulher branca não deve ser visto apenas como símbolo de status, mas como parte de uma teia social complexa de amor, poder, pertencimento e desigualdade.
  • A verdadeira igualdade — a que transforma — vai além dos holofotes: ela exige mudanças nas estruturas sociais, nas instituições, no raciocínio coletivo.

Que o 20 de novembro não fique apenas no discurso. Que ele inspire transformação real.

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