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Brandão teme aliança entre Camarão e Braide e vê projeto familiar sob risco no Maranhão

Brandão teme aliança entre Camarão e Braide e vê projeto familiar sob risco no Maranhão

O tabuleiro político do Maranhão entrou em contagem regressiva para um dosmomentos mais decisivos do ciclo eleitoral de 2026: o prazo de desincompatibilização,marcado para o dia 4 de abril. Até lá, movimentações silenciosas, sinais indiretos earticu

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 18/03/2026 19:37 | 178 visualizações
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O tabuleiro político do Maranhão entrou em contagem regressiva para um dos
momentos mais decisivos do ciclo eleitoral de 2026: o prazo de desincompatibilização,
marcado para o dia 4 de abril. Até lá, movimentações silenciosas, sinais indiretos e
articulações de bastidores devem definir os rumos da sucessão estadual.
No centro dessa tensão está o governador Carlos Brandão, que, segundo interlocutores,
teme um cenário específico: a possível união entre o vice-governador Felipe Camarão
(PT) e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Essa composição é vista dentro do Palácio dos Leões como uma ameaça real, e talvez a
mais perigosa, ao projeto político do grupo governista.
Projeto familiar expõe fragilidade
Politica


O receio do governador ganha ainda mais peso diante da estratégia adotada por seu
grupo: o lançamento da pré-candidatura do sobrinho, Orleans Brandão, no último dia
14 de março.
O evento, marcado por forte aparato político e estrutural, foi interpretado por
adversários como uma demonstração explícita do uso da máquina pública. Relatos de
bastidores apontam a presença de ônibus escolares, veículos oficiais e mobilização de
comissionados e contratados, compondo um público organizado.
Mais do que um lançamento, o ato simbolizou a tentativa de consolidar um projeto de
sucessão familiar, atribuído ao núcleo político liderado por Marcus Brandão, irmão do
governador e apontado por críticos como o “governador de fato”.
Mas, apesar da estrutura, o movimento também evidenciou fragilidades.
Ausências que falam alto
Chamou atenção a ausência de figuras centrais do MDB nacional e local. O presidente
da sigla, Baleia Rossi, não compareceu, assim como lideranças históricas ligadas ao
grupo Sarney.
Nem a ex-governadora Roseana Sarney, nem outros nomes expressivos do chamado
sarneysismo marcaram presença. Também não foi visto o deputado Adriano Sarney
(PV).
As ausências foram interpretadas como sinal de distanciamento — ou, no mínimo, de
cautela, diante do projeto de Orleans Brandão.
Prazo decisivo: 4 de abril
O prazo de desincompatibilização se tornou o grande termômetro da política
maranhense. Até o dia 4 de abril, decisões cruciais precisarão ser tomadas.
A principal delas envolve o próprio Carlos Brandão: permanecer no cargo até o fim do
mandato ou renunciar para disputar o Senado.
Caso permaneça, reforça a estratégia de tentar eleger o sobrinho. Mas, ao mesmo
tempo, abre espaço para rearranjos na oposição.

É nesse ponto que cresce a possibilidade de aproximação entre Felipe Camarão e
Eduardo Braide.
Braide em pré-campanha silenciosa
Embora ainda não tenha oficializado sua saída da Prefeitura de São Luís, Braide já dá
sinais claros de pré-campanha. Vídeos, posicionamentos e movimentações digitais
indicam que sua candidatura ao governo é cada vez mais concreta.
A indefinição, porém, é estratégica.
Braide observa o cenário, especialmente a decisão de Brandão, antes de anunciar dua
saída publicamente. Sua eventual saída no prazo legal pode redefinir completamente a
disputa.
Camarão mantém pré-candidatura
Do outro lado, o vice-governador Felipe Camarão segue reafirmando sua précandidatura pelo PT.
Em meio ao desgaste na relação com Brandão, Camarão se posiciona como alternativa
dentro do campo progressista e mantém diálogo com diferentes forças políticas.
Uma eventual composição com Braide, ainda que improvável publicamente neste
momento, é tratada nos bastidores como uma possibilidade de alto impacto.
Bolsonarismo também observa o jogo
Outro nome que segue no páreo é o do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio
Bonfim, identificado como representante da direita raiz no estado.
Ele mantém sua pré-candidatura, mas também observa os movimentos nacionais,
especialmente uma possível sinalização de apoio do senador Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, chegou a circular a informação de que Braide poderia ser o nome
preferencial do grupo bolsonarista, mas nada foi confirmado até o momento.
Expectativa máxima até a véspera

Com o prazo final caindo em uma Sexta-feira Santa, o dia 3 de abril, até a meia-noite,
promete ser de intensa movimentação política.
Até lá, decisões estratégicas, alianças e rupturas podem redesenhar completamente o
cenário eleitoral no Maranhão.
O que hoje é especulação pode se tornar realidade em questão de horas.
E, no centro de tudo, permanece o temor do Palácio dos Leões: a união de forças que
pode inviabilizar o projeto de continuidade do grupo Brandão

Silvia Teresa

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