NOVO LIVRO DE EDMILSON SANCHES É “UMA OBRA INSTIGANTE E PROVOCATIVA” E FAZ “O LEITOR REFLETIR”
O escritor Edmilson Sanches, que é jornalista, administrador, consultor e palestrante, está com livro novo. Diferentemente dos gêneros e temas de diversas de suas obras anteriores, que tratam de temas técnicos, como livros sobre Desenvolvimento Socioeconômico, e linguístico, como Redação, ou de crônicas e memórias e crítica literária e, ainda, de Motivação e Administração e Comunicação Organizacional, o novo livro é de poesia --- especificamente, metapoesia, que é a composição poética em que o autor trabalha e reflete sobre a criação literária poemática. Entre as dezenas de seus livros nas últimas décadas, é o quarto livro de poesia, após “Autopoiésis” (metapoesia), “Versus, Contra” (crítica sociopolítica) e “Poemas de Amor e Carne”.
O novo livro de Edmilson Sanches é “Poésis Poema Poesia”, publicado pela editora Arte Impressa, de Minas Gerais, que está levando a obra em formato impresso e em suporte digital para as grandes livrarias e plataformas de venda pela Internet. O livro é resultado do 4º Apadrinhamento Literário da editora mineira, que selecionou o texto do autor maranhense. A equipe de leitura da Arte Impressa, após análise, considerou o novo livro de Edmilson Sanches “uma obra instigante e provocativa, que cumpre o papel de fazer o leitor refletir sobre a natureza da poesia”.
O livro consta de um poema único, de quase trezentos versos, que são reproduzidos integralmente na primeira parte (“corpus”) e, na segunda parte (“partis”), em versos ou pequenos grupos de versos, com a intenção de o leitor, após leitura na integralidade das estrofes, passar à leitura e se demorar na reflexão sobre o conteúdo literário e simbológico dos versos ou conjuntos de versos isolados em cada página.
Em “Poésis Poema Poesia”, Edmilson Sanches estabelece que “Todo poeta nasce jovem, velho / contemporâneo, atemporal. / Sua poesia não tem idade / ou tem todas elas.” O poeta é um ser “[...] a quem não lhe olhamos os algarismos / na certidão de nascimento / ou no atestado de óbito.”
Sanches reconhece que “Poesia não vai à escola / – e já lhe criamos tantas...”. Também, que “Poesia não se aquieta sob tarjas, / fichas catalográficas, / código de barras, / sumários, índices, referências.” Para Sanches, “Poesia – linear, cartesiana, aragem, / ou ‘trabalhada’, ‘renovadora’ (de linguagem) – / não precisa razão para ser, / precisa que lhe deixem existir / ...senão ela existirá de qualquer forma.”
O autor questiona: “Quem, / serpente, Eva / ou Adão, / habita esse jardim / e se acha a gênese / [...] / da Criação? // Quem tu és, / novo Moisés? // Acaso portas / as pedras / – regras –, / novo portal / de onde (merda!) / medra / esperança / criadora, / logo, poética, / acima do Bem / além do Mal?”
O poeta continua:
“(Enquanto o Lógos,
também universal,
também Poesia,
se une em verso
com Heráclito em Éfeso,
João no Evangelho,
Fílon em Alexandria).”
Mais adiante, “Poésis Poema Poesia” diz que “No vinho não está a ‘veritas’, ‘vérité’, verdade: / está, só, a embriaguez, / embriaguez / e bobagens. // Ninguém chega ao balcão e pede vinho / à procura de certezas, / em busca de verdades em doses, / em taças, / copos: / [...]” “[...] – pois verdade líquida é incerta / e assume a forma do vaso / ou dos intestinos / que a contêm.”
Adiante: “Não se fazem universos em vasos sanitários, / sentinas, / penicos, / urinóis / – que é onde fazemos / quando tudo já foi feito / em nós.”
O livro pergunta e responde se a poesia “[...] precisa – formal – de autorização? Não.” E continua:
“Ou, prisional,
precisa de alvará de soltura? Frescura.
Ou, escravocrata,
precisa de carta de alforria? (Quem diria!...).
Ou, clerical,
precisa de ‘nihil obstat’, ‘imprimatur?’ ‘Deleatur!’”
O livro “Poésis Poema Poesia”, como se em um “name-dropping”, passeia por versos de destaque de grandes autores, a partir do “fiat” divinal, da “pedra” de Drummond, do “Poema Sujo” de Gullar, do “tudo vale a pena” pessoano, brinca com senões, sermões e decassílabos de Camões, rima idílio e exílio gonçalvinos, cita Cronos e Criação...
Os exemplares de “Poésis Poema Poesia” chegaram de Minas Gerais para Caxias no Dia Mundial da Poesia, 21 de março, data estabelecida em 1999 pela ONU/Unesco. A obra tem 128 páginas, formato 14 cm X 21 cm, e pode ser entregue ou enviada para os interessados ao preço único de cem reais o exemplar, incluídos custos postais. Contatos / pedidos: edmilsonsanches@uol.com.br e WhatsApp (21) 96687-3195 e (99) 98405-4248.
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