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Autismo: Mais que Compreender, é Respeitar - Uma Lição para Toda a Sociedade

Autismo: Mais que Compreender, é Respeitar - Uma Lição para Toda a Sociedade

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 06/04/2026 16:06 | 74 visualizações
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O mês de abril traz à tona um tema que precisa ser discutido o ano inteiro: o respeito às pessoas com deficiência. E quando falamos do Transtorno do Espectro Autista (TEA), falamos não apenas de quem vive com a condição, mas de famílias inteiras que aprendem, diariamente, a lutar por inclusão, dignidade e amor.


O que é o autismo?

O autismo, ou TEA, é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, o comportamento e a interação social. Cada pessoa dentro do espectro é única — por isso o termo “espectro”, pois existem diferentes níveis de suporte necessários.

Algumas características comuns incluem:

  • Dificuldade na interação social
  • Comunicação verbal e não verbal diferente
  • Comportamentos repetitivos
  • Sensibilidade a sons, luzes ou toques

Como se “adquire” o autismo? É hereditário?

O autismo não é uma doença contagiosa e não se “adquire” ao longo da vida.

Ele está presente desde o nascimento, mesmo que os sinais apareçam mais claramente nos primeiros anos de vida.

Estudos apontam que:

  • Existe forte influência genética (hereditária)
  • Fatores ambientais podem contribuir, mas não são determinantes isolados

Ou seja: não é culpa dos pais, nem de criação, nem de vacinas — isso é um mito já desmentido pela ciência.


Cuidados e atenção das famílias

O papel da família é essencial no desenvolvimento da criança com autismo. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são as possibilidades de evolução.

Buscar avaliação médica ao notar sinais
 Estimular a comunicação e interação
 Manter acompanhamento com especialistas (fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional)
Ter paciência, rotina e muito afeto

Mas é importante dizer: quem cuida também precisa ser cuidado. Famílias precisam de apoio emocional e social.


O que as autoridades oferecem?

No Brasil, pessoas com autismo são amparadas por leis importantes, como:

Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana)
Reconhece o autista como pessoa com deficiência, garantindo direitos.

Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015)
Assegura acesso à saúde, educação, trabalho e inclusão social.

Além disso:

  • Atendimento pelo SUS (terapias e acompanhamento)
  • Direito à educação inclusiva
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC), em alguns casos
  • Prioridade em serviços

Existem verbas públicas destinadas à saúde e inclusão, mas muitas famílias ainda enfrentam dificuldades no acesso - o que reforça a importância da cobrança e fiscalização da sociedade.


Mais que um diagnóstico: uma causa de todos

Falar de autismo é falar de empatia.

Não é apenas sobre quem está no espectro — é sobre mães, pais, irmãos e cuidadores que enfrentam desafios diários, muitas vezes invisíveis.

 Respeitar é não julgar
 Respeitar é incluir
 Respeitar é acolher


“O autismo não precisa de preconceito. Precisa de respeito. E respeito não é favor  - é dever de todos nós. Abrace essa causa. Inclua, compreenda e transforme o mundo ao seu redor.”

 

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