RIO --- CIDADE MARAVILHOSA, AMIZADES MARAVILHOSAS, TALENTOS MARAVILHOSOS
FOTOS: Edmilson Sanches, em aeroporto do Rio, com o jornalista carioca Carlos Rocha no Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, no Depósito Legal da Biblioteca Nacional, e recebido pelo casal maranhense Karla Cunha, psicanalista, e Eurico Nunes, médico.
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Chegar novamente e rever boa gente. Ver um rosto amigo à sua espera no aeroporto faces alegres à mesa de um jantar na intimidade de um lar. Isso não tem preço. Tem valor.
E a fieira da amizade é o ponto de intercessão, o cambo que une pessoas pelos anéis da boa vontade, da saudade e do carinho mútuos.
Presencialmente, ao vivo e em cores e odores e sabores, e também por telefone, amigos saúdam de viva voz ou mensagens escritas.
Carlos Rocha, jornalista e radialista...
Newton Nazareth, músico, escritor, e Regina Brito, dançarina, escritora, professora de Línguas e Literatura...
Eurico Nunes, médico e cirurgião vascular, e Karla Cunha, psicóloga e psicanalista...
Graça Rocha (sempre uma graça e, quando necessário, uma rocha...), carregada de lembranças e afetos...
Francisco Agüero, jornalista, engenheiro, fotógrafo...
José Cruz Medeiros, sargento do Exército Brasileiro, reformado...
Odali Dias Cardoso, grande gestor da AABB na capital carioca...
Wagner Azevedo, dicionarista, músico...
Adriano Espínola, professor doutor, cearense de boa cepa, recentemente eleito presidente da Academia Carioca de Letras...
E Salgado Maranhão, que (e)leva no nome e nas ações e realizações um Maranhão de talentos, de Poesia, de Música, de ativismo cultural-literário, com uma sabida e sobrada qualidade e produção conhecida e reconhecida, continental e mundialmente,...
Creio que desde a década de 1970 tenho viajado para o Rio de Janeiro, capital e interior. As interações e inter-relações, os vínculos e integrações da capital carioca com Caxias e o Maranhão me segredam um segredo que conta ser o Rio Itapecuru um curso d’água tributário do Rio de Janeiro --- tal a leva de boas pessoas caxienses e maranhenses que “desaguaram” no “flumen” carioca.
No Rio de Janeiro, capital e estado, estudaram, trabalharam, casaram-se, levaram família, lutaram, padeceram, conquistaram, visibilizaram-se nomes como Gonçalves Dias, que se casou no Rio, teve filhinha carioca, de poucos anos de vida, e que lançou em 1846 o livro divisor de águas literárias, (de)marcador no território literário, instaurador do Indianismo e iniciador da Literatura brasileira do jeito brasileiro... Gonçalves Dias dá nome à mais antiga Escola pública do Rio de Janeiro...
Coelho Netto, tão inteligente e ao mesmo tempo tão sensível, acolhedor, que abrigava, orientava e até mantinha conterrâneos que chegavam “puxando a cachorrinha” à antiga Capital federal...
Teixeira Mendes, um gigante da cidadania brasileira, fazedor de muitas coisas e inspirador do fazer de outras por outrem...
Elpídio Pereira, o músico e diplomata, que encantava a sociedade carioca e era distinguido por boas e belas palavras que o caracterizavam, como as que sobre ele escreveu a muito talentosa cronista...
Ubirajara Fidalgo, entre os maiores dramaturgos negros do País, o primeiro do Brasil a incluir irmãos negros em papeis teatrais que não fossem aqueles de escravizante clichê de gente escravizada, de operários braçais e trabalhadores domésticos...
Teófilo Dias, advogado, jornalista, escritor de vanguarda, pioneiro do Parnasianismo brasileiro...
Armando Maranhão, que, da capital carioca, vai para a capital paranaense e ali, em Curitiba, torna-se pioneiro artista plástico, escultor, caricaturista e homem das Artes Cênicas, tendo estudado na Europa com Federico Felinni, Michelangelo Antonioni, Luchino Visconti, Lawrence Olivier, incontestavelmente os maiores diretores de Cinema desde que o Cinema é Cinema...
Celso Antônio de Menezes, introdutor do Modernismo nas Artes Plásticas do Brasil, escultor e escritor, admirado por Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Otto Lara Rezende...
João Paulo da Cruz Britto, que estudou no Rio e que ensinou em São Paulo, criando na Universidade de São Paulo a Escola Paulista de Oftalmologia. (Estudou também na Suíça, País de Gales, Inglaterra, Áustria, Berlim e Londres)...
Joaquim José de Campos Costa Medeiros e Albuquerque, que a partir do Rio de Janeiro realiza o primeiro Censo Demográfico do Brasil, ainda no século 19. E deixa para a Cultura brasileira um filho talentoso, Medeiros e Albuquerque, membro da Academia Brasileira de Letras...
João Christino Cruz, agrônomo e deputado federal, que estudou na Suíça, Alemanha, França e Inglaterra, conduziu o processo de criação do Ministério da Agricultura, a ponto de a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), do Rio de Janeiro, torná-lo seu presidente de honra...
Andresa Ramos, a última princesa de etnia nobre africana, estudada por franceses, espanhóis, brasileiros, entre outros, que recebia do Rio de Janeiro, de onde lhe vinha pedir a bênção, o vice-presidente e depois presidente da República Café Filho...
Cândido Mendes de Almeida, de família de pessoas multitalentosas, nascido em Brejo quando Brejo ainda se situava em terras caxienses, deu livros, estudos e o nome à mais antiga Universidade privada do Brasil, sediada no Rio de Janeiro...
Sálvio Correia Lima Negreiros, notável desenhista, ilustrador e inventor. Tal seu talento que o famoso cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta, cronista, desenhista, apresentador, humorista, advogado e jornalista Ziraldo Alves Pinto declara, em entrevista, sua admiração ao colega ilustrador nascido em Caxias...
São contáveis, mas são muitos, os caxienses, como os acima, que foram para o Rio, estiveram no Rio, estudaram no Rio ou, de algum modo, tiveram vínculo com a capital carioca e a partir do conhecimento, por meio dela, obtiveram reconhecimento ou, no mínimo, dela, da capital carioca, fizeram sua rampa ou base de lançamento, espalhando para os mais diversos pontos do Brasil e até do mundo o resultado de tanto esforço, estudo, ações caxienses.
Retornar ao Rio é maravilhoso --- sobretudo por saber que bons caxienses e bons maranhenses muito contribuíram para realmente fazer daqui a Cidade Maravilhosa... --- e, em certa medida, do Brasil, um País maravilhoso...
Há muito de Caxias --- e há muito do Maranhão --- no Rio de Janeiro.
EDMILSON SANCHES
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CURSOS - PALESTRAS – CONSULTORIA
Administração – Biografias - Comunicação - Desenvolvimento - História – Literatura - Motivação
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