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A dificuldade de defender o indefensável - Silvio Cunha

A dificuldade de defender o indefensável - Silvio Cunha

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 05/05/2026 21:34 | 14 visualizações
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Às vezes as pessoas participam de certas situações que, em sã consciência, jamais participariam. É um preço alto que pagam por
estarem atreladas a conjunturas das quais não podem fugir. É o que acontece neste momento na Câmara Municipal de Caxias
(CMC) com os edis que integram a bancada de sustentação à gestão municipal. Tais posicionamentos não são novidade não, pois
os caxienses já assistiram muito disso em épocas passadas. No entanto, nunca como assistimos agora, porque, em meio a tantos
desmandos e escândalos políticos e financeiros, nunca houvera o caso de vereadores atenderem cegamente as ordens do poder,
especialmente com o propósito claro de enrolar a população caxiense, a exemplo de estarem criando distrações para tirar o foco
dos eleitores em relação aos problemas recorrentes da cidade.
Na sessão de segunda-feira 27, embora o líder do governo, vereador Leonardo Barata (Solidariedade), possua condições morais
e técnicas para aprovar sua proposta de indicação de projeto de lei ao Executivo, propondo uma requalificação minuciosa de todo
o centro histórico de Caxias, com ações que englobariam o retorno do calçamento original das ruas, inserções de luminárias
coloniais, recuperação de fachadas de prédios tombados, dentre outras, sentiu-se no ar o alcance da proposição do ilustre edil. E
o alcance veio dimensionado nas palavras de aprovação e de encorajamento ao colega, inclusive apoiado firmemente pelo colega
Mário Assunção (PP), que, a título de respaldar a proposta, recomendou aos pares incluir a situação em suas emendas
impositivas ao orçamento municipal do próximo ano, isto é, de 2027.
Em sua fala no pequeno expediente da sessão legislativa, MA pelo menos não procurou iludir quem quer que fosse, no sentido de
que algum serviço venha a ser realizado na requalificação do centro de Caxias dentro deste ano. Ele intuiu que a gestão municipal
não tem mesmo condições de levar adiante uma investidura dessa envergadura técnica e financeira no correr do fluente ano.
Sabe que isso é impossível, até porque, no momento, são muitas as dificuldades que a prefeitura enfrenta para realizar simples

operações de tapa-buracos nas vias urbanas. E bote tapa-buracos, porque não somente algumas vias centrais estão ganhando o
benefício, o trabalho vai chegando também aos bairros, ainda que em passo de cágado, face à grande demanda estabelecida
pelo descaso a foram relegadas as vias de circulação caxienses nos últimos dez anos.
Mas já é alguma coisa, não?!! Os buracos vão sumindo para darem lugar aos mondrongos, e mondrongos nos pisos das ruas
provocam o mesmo efeito de insatisfação entre os condutores, vez que chacoalham muito os veículos, causando estresse no
trânsito caxiense. Bom para os donos de casas de peças de carros e de motos, assim como para as oficinas mecânicas. Hoje
está difícil agendar uma revisão de veículo, de tão cheias que se acham as oficinas da cidade. Nesta situação, porém, o
agravante fica por conta do fato de que as oficinas mecânicas e casas de peças estão a anos luz da quantidade de veículos que
ora circulam em Caxias. Um grande prejuízo para o contribuinte, não?!
Outro tema que dominou as sessões da semana foi um tour que a vereança realizou pelos hospitais públicos da nossa Princesa
do Sertão. Tour é uma palavra de origem francesa que significa um passeio organizado com itinerário definido. Em nosso
contexto, foi uma visita a alguns hospitais. Os vereadores queriam aferir o funcionamento de determinados hospitais, como o do
Hospital da Criança, por exemplo, ali na vizinhança do Mercado Central. A casa de saúde estava lotada, até porque muitas
crianças estão sob ataques de viroses nesse período de chuvas.
A constatação maior ficou por conta do fato de que aquela unidade já não tem condições de assistir à grande demanda que chega
ao local, coisa que para nossos edis será resolvida com a construção de um anexo especial no Complexo Hospitalar Municipal
Gentil Filho. Quando isso irá acontecer, ninguém arriscou prognóstico. Contudo, ali no Hospital da Criança, se tivesse conversado
com muitos pais apreensivos, o grupo teria constatado o alto nível de insatisfação com o atendimento. Muitas foram as
reclamações que vazaram pelas redes sociais, após a visita dos parlamentares.
Nas discussões que surgiram, muitas foram as explicações a respeito da conclusão de que saúde custa caro, e que, por ser uma
cidade macrorregional, Caxias não conta com dinheiro suficiente para suprir as demandas que chegam das cidades do seu
entorno. Segundo a oposição, mais de 54 milhões de reais já chegaram à cidade até esse momento. Mesmo assim, médicos
especialistas estão quatro meses sem receber, denúncia difundida largamente na imprensa piauiense. E tem também a denúncia
do médico Helton Mesquita, destacando que seu serviço de exames de imagens há muito não vê a cor de seus honorários por
trabalhos realizados para a Prefeitura de Caxias. Para o vereador Catulé (PL), não há desculpa capaz de acomodar o cenário,
pois para ele o que falta é planejamento.
Se essas foram algumas impressões captadas na CMC durante a semana, imagine o leitor como estará a cabeça de muitos
vereadores diante do resultado da última reunião do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), em São Luís (MA), quando a corte, por
cinco votos a zero, manteve a cassação do prefeito e do vice-prefeito da cidade de Nova Olinda (MA). O caso lá foi compra de
votos e abuso do poder político na última eleição municipal. Caxias vivencia uma situação parecida, até mais robusta de provas
coletadas pela Polícia Federal. O processo deve entrar na pauta do TRE-MA dos próximos dias. Então, se não houver manobra
política para adiá-lo, o veredito para os arrolados tem tudo para ser o mesmo de Nova Olinda. Enquanto isso, nos bastidores
crescem os boatos de que muita gente já sofre prejuízo de prestígio no cenário político maranhense e nacional

 

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