A cidade cenográfica - Ricardo Marques
O legado deixado pelo ex-prefeito Eduardo Braide começa a aparecer agora — não nas propagandas, mas nos bastidores da realidade.
São Luís era uma espécie de cidade cenográfica.
Bonita no drone.
Caótica no chão.
O Socorrão sem tomógrafo.
Terminais de integração caindo aos pedaços.
Banheiros sem porta.
Infiltrações.
Superlotação.
Obras malfeitas.
Asfalto abrindo antes mesmo da tinta da inauguração secar.
E o mais curioso: secretários que ainda se comportam como funcionários particulares do ex-prefeito, desafiando a atual gestão dentro do próprio Palácio de La Ravardière.
É o braidismo sem Braide.
Uma administração que vendia eficiência como quem vende perfume importado em comercial de televisão. Muito brilho. Muito marketing. Muito vídeo acelerado com musiquinha épica.
Mas a realidade… ah, a realidade não edita imagem.
A realidade engarrafa no trânsito por causa de obra em horário de pico.
A realidade espera exame em hospital sem equipamento.
A realidade pega ônibus em terminal degradado.
Durante anos venderam São Luís como uma vitrine moderna. Mas talvez fosse apenas isso: uma vitrine.
Porque agora que abriram a porta da loja… descobriram que faltava estoque.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
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