"Marido" e mãe de adolescente são presos cinco anos depois por estupro em Timon
O companheiro e a mãe de uma adolescente foram presos na manhã desta sexta-feira (15), em Timon (MA), suspeitos do crime de estupro de vulnerável. De acordo com as investigações da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) a jovem teria ficado grávida aos 12 anos ao manter um relacionamento com o homem, a época com 21 anos, com o consentimento da mãe. Atualmente, a garota tem 17 anos e o suspeito 26, já com um segundo filho. O homem possui antecedentes criminais.
“Hoje pela manhã, antes da prisão, estavam convivendo ainda, ou seja, desde 2021 e com o segundo filho. O que hoje está com cinco anos e uma criança de três meses de idade. Em 2022 a Polícia Civil de Timon cumpriu um mandado de busca na mesma residência e lá ele foi preso por tráfico de drogas. A vulnerabilidade dela é muito grande”, disse o delegado regional de Timon, Cláudio Mendes.
As investigações foram em 2021, pela Delegacia da Mulher, depois que a vítima deu entrada grávida no Hospital Alarico Pacheco. Diante dos indícios de estupro de vulnerável, crime configurado por qualquer ato sexual com menores de 14 anos, o Conselho Tutelar foi acionado e notificou a PC-MA.
De acordo com as investigações, a adolescente conheceu o suspeito pelas redes sociais e passou a viver uma relação marital com ele. Em depoimento à polícia, a mãe da vítima confirmou que autorizou o homem a morar com a filha porque a jovem "não era mais virgem" e o suspeito "queria assumi-la como mulher".
Durante o interrogatório, a mãe da adolescnte admitiu ainda que sabia que a prática era considerada crime, mas não denunciou por vontade da filha. O homem também não negou as informações. Com o avanço do caso, ambos foram indiciados e agora permanecem à disposição da Justiça.
“Ele foi interrogado, confirmou que havia tido relação sexual e que estava convivendo maritalmente. Eles foram indiciados pelo crime de estupro de vulnerável. O importante é que a Polícia Civil fez o seu trabalho. Com relação ela tá convivendo com ele ou não, o Ministério Público, Conselho Tutelar e Poder Judiciário devem decidir”, pontuou Cláudio Mendes.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE