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A indústria da morte agradece - Ricardo Marques

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Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 01/06/2026 12:12 | 43 visualizações
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Outro dia, um amigo me enviou um vídeo do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano com um comentário excepcional. Eu já tinha visto esse vídeo — “Las guerras mienten”. Foi uma manifestação de Galeano em favor da “Marcha Mundial pela Paz e Não Violência”, de 2009. Galeano morreu em 2015. E confesso: não lembrava desse vídeo e não me dava conta do quão atual ele é.

Eduardo Galeano não era ingênuo.

Ele dizia, sem rodeios:

as guerras mentem.

Frase mais assertiva, impossível!

Galeano continua com a razão:

as guerras mentem.

E mentem com uma cara limpa, quase elegante.

Nunca dizem: “vamos matar para lucrar”.

Não.

Dizem: “vamos defender a paz”.

É uma farsa bem produzida.

Enquanto isso, o mundo torra milhões por minuto em armas —

e crianças continuam morrendo de fome, de doenças curáveis, de abandono.

Mas não se engane: isso não é falha do sistema.

É o sistema funcionando.

A guerra não é um acidente da civilização.

É um negócio altamente lucrativo.

Tem acionista.

Tem estratégia.

Tem marketing.

E, claro, tem discurso bonito para embalar cadáveres.

Galeano só fez o que poucos têm coragem:

tirou a maquiagem da barbárie.

E o que apareceu não foi heroísmo.

Foi comércio.

Veja o comentário em vídeo (aqui)

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