Não foi acidente - Ricardo Marques
Um caso recente em São Luís, que ganhou grande repercussão, voltou a mostrar as consequências devastadoras da mistura entre álcool e direção.
Existe uma palavra que, muitas vezes, ameniza o que não deveria ser amenizado: “acidente”.
Acidente é aquilo que ninguém podia evitar. Mas beber, pegar a chave do carro e sair dirigindo não é acidente. É uma decisão.
Quem bebe sabe que seus reflexos diminuem, que o risco aumenta e que pode destruir a vida de pessoas que nunca viu.
Ainda assim, muitos escolhem dirigir. E, quando o pior acontece, ouvimos a velha frase:
“Foi uma fatalidade.”
Não. Não foi.
Fatalidade é um raio cair do céu.
Dirigir embriagado é uma escolha.
Todos os anos, mais de 10 mil brasileiros morrem em ocorrências de trânsito atribuídas ao consumo de álcool.
São milhares de famílias destruídas e histórias interrompidas.
A Lei Seca salvou vidas, mas nenhuma lei será suficiente enquanto essa conduta continuar sendo tratada como um simples deslize.
E impedir também é responsabilidade de quem está por perto. Não permita que um amigo, um parente ou qualquer pessoa alcoolizada assuma o volante. Tire-lhe a chave, chame um táxi, um aplicativo ou peça ajuda.
Porque entregar um carro a quem bebeu pode ser o mesmo que colocar uma arma em suas mãos.
A tragédia começa muito antes da colisão. Começa no instante em que alguém decide misturar álcool e direção.
E essa escolha nunca é um acidente.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
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