PGR diz que houve precipitação - O futuro não espera - Ricardo arques
Toda investigação precisa ser firme.
Mas toda investigação também precisa ser prudente.
Nesta semana, veio à tona um detalhe importante de uma operação da Polícia Federal: a Procuradoria-Geral da República considerou precipitada a realização de buscas e apreensões em endereços ligados ao senador Weverton Rocha e ao advogado Willer Tomaz, entendendo que outras medidas, menos invasivas, poderiam atender às necessidades da investigação. Ainda assim, o Supremo autorizou as diligências.
Não cabe aqui discutir quem tem razão no caso concreto.
O que merece reflexão é outra coisa.
No Estado Democrático de Direito, o poder de investigar não pode caminhar sozinho. Ele precisa conviver com freios, controles e divergências institucionais. E isso não enfraquece a Justiça. Ao contrário, fortalece.
Uma busca e apreensão não é uma simples formalidade. Ela expõe pessoas, famílias, empresas e reputações. Muitas vezes, a imagem da operação percorre o país inteiro. Já uma eventual absolvição, anos depois, quase nunca recebe a mesma atenção.
É por isso que medidas dessa natureza exigem necessidade, proporcionalidade e responsabilidade.
Investigar é indispensável.
Mas preservar garantias individuais também é.
Porque, quando a exceção vira rotina, o risco deixa de atingir apenas os investigados.
Passa a atingir todos nós.
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O futuro não espera
Os números do Ideb 2025 trazem duas notícias.
A boa é que o Maranhão avançou.
A difícil é perceber que esse avanço ainda não foi suficiente para tirar o estado das últimas posições no ensino médio.
Isso nos obriga a fazer uma pergunta incômoda: estamos comemorando a melhora… ou enfrentando o tamanho do desafio?
Educação não se mede apenas por notas.
Mede-se pelas oportunidades que ela cria.
Um jovem que conclui a escola sem aprender o essencial terá mais dificuldade para ingressar na universidade, conquistar um bom emprego e construir uma vida melhor.
E quando isso acontece com milhares de jovens ao mesmo tempo, quem perde não é apenas o estudante.
Perde o Maranhão.
O Ideb mostra que estamos caminhando.
Mas caminhar devagar demais também pode significar ficar para trás.
Educação exige continuidade, planejamento e compromisso permanente. Não é um projeto de um governo. É um projeto de Estado.
Porque um estado não é mais rico quando inaugura mais prédios. Um estado é mais rico quando seus filhos saem da escola sabendo ler, interpretar, pensar e transformar a própria realidade.
É aí que começa o verdadeiro desenvolvimento.
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