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A cadeira vazia - O quinto elemento: Ricardo Marques

A cadeira vazia - O quinto elemento: Ricardo Marques

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 10/08/2026 12:35 | 8 visualizações
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A cadeira vazia

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão teve um personagem que talvez tenha sido mais comentado do que muitos dos que estavam no palco: Eduardo Braide,

justamente porque não estava lá.

Braide decidiu não participar do debate da Band.

Pode ter sido estratégia.

Talvez tenha calculado que, na posição eleitoral que ocupa, tinha mais a perder do que a ganhar naquele confronto.

Mas há um contraponto:

Orleans Brandão também aparece muito bem nas pesquisas e escolheu participar.

Não fugiu do debate.

São estratégias diferentes.

Braide preferiu evitar uma exposição em que provavelmente seria alvo dos adversários.

Orleans decidiu enfrentar o debate e os riscos que ele naturalmente oferece.

Não significa que um esteja certo e o outro errado.

O julgamento pertence ao eleitor.

Mas toda escolha política tem um preço.

Debate não serve apenas para candidato atacar candidato.

É um dos poucos momentos da campanha em que o eleitor pode comparar propostas, argumentos, temperamento e capacidade de reação de quem pretende governar o Estado.

Ao não comparecer, Braide evitou os ataques que certamente receberia.

Mas também abriu mão de responder aos adversários e de apresentar suas ideias diante deles.

E deixou uma cadeira vazia que, inevitavelmente, virou notícia.

Talvez a estratégia funcione eleitoralmente. Talvez não.

Mas quem pretende governar o Maranhão poderá escolher alguns debates dos quais participar.

Não poderá, porém, escolher os problemas que encontrará pela frente.

Na política, às vezes, a ausência protege. Outras vezes, fala mais alto do que a presença.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

 

 

O quinto elemento

 

Os alquimistas passaram séculos tentando descobrir o quinto elemento.

Algo acima da terra, da água, do fogo e do ar.

Uma substância invisível capaz de unir matéria e espírito.

Talvez procurassem o orgasmo.

Porque o orgasmo é uma das poucas experiências humanas em que o corpo parece ultrapassar os próprios limites.

Por alguns segundos, o pensamento se dissolve, o ego desaparece, o tempo perde sentido.

É carne, sim.

Mas talvez seja também transcendência.

Há quem trate o orgasmo como pura química:

hormônios, impulsos, instinto animal.

E há verdade nisso.

O desejo nasce no corpo.

Mas nem todo orgasmo é igual.

Existem orgasmos que apenas aliviam.

E existem aqueles que atravessam a alma.

Porque quando há envolvimento emocional, não é apenas a pele que toca a pele.

São medos, memórias, afetos e vulnerabilidades entrando em contato.

O desejo acende.

Mas é o sentimento que aprofunda.

Talvez por isso algumas pessoas passem a vida inteira confundindo intensidade com prazer.

E descubram tarde demais que o corpo pode até explodir sozinho — mas é o afeto que transforma explosão em eternidade.

No fim, talvez o orgasmo seja exatamente isso:

o raro instante em que a carne deixa de ser apenas carne.

Veja o comentário em vídeo (aqui)

 

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