AMANDA, DANIELA E ORLEANS NO TABULEIRO - CAXIAS: O PASSADO QUE NÃO PASSA - VEREADORES DEIXAM A CÂMARA POR 120 DIAS E SURGEM QUESTIONAMENTOS SOBRE R$ 100 MIL
Talvez seja exatamente o povo quem precise dar essa resposta nas urnas.
“Ah, Caxias... nunca foi pelo povo?”
Caxias do Maranhão volta a viver um momento de forte movimentação política, e uma pergunta começa a ecoar entre moradores: o que está por trás da licença de vereadores justamente em pleno período eleitoral?
Uma publicação que circula nas redes sociais, atribuída ao Portal MA365, afirma que vereadores de Caxias tiraram 120 dias de licença e aponta o recebimento de R$ 100 mil.
A informação provocou questionamentos e reacendeu uma discussão que vai muito além das eleições de 2026: a relação entre poder político, interesses eleitorais e os problemas que continuam atingindo a população.
MAS É PRECISO LEMBRAR DO PASSADO
Antes de falar da atual movimentação política, é necessário voltar alguns anos.
A administração do ex-prefeito Fábio Gentil foi marcada por denúncias, representações e disputas judiciais envolvendo sua gestão e o processo eleitoral.
Com a eleição de Gentil Neto, sobrinho de Fábio Gentil, o grupo político permaneceu no comando do município.
É justamente aí que muitos moradores fazem uma observação:
mudaram-se os nomes do cargo, mas a estrutura política e o grupo de poder permaneceram praticamente os mesmos.
As denúncias e acusações feitas ao longo desse período foram objeto de disputas políticas e judiciais. Algumas chegaram aos tribunais e foram alvo de decisões e recursos.
Mas existe uma crítica que permanece viva entre parte da população:
Por que tantas denúncias e processos envolvendo o poder político de Caxias parecem não produzir uma resposta definitiva capaz de convencer a população?
Para os críticos da administração, em determinados momentos o silêncio ou a demora das instituições acabou alimentando a sensação de que o poder econômico e político teria mais força do que a voz do cidadão.
É importante deixar claro: isso é uma avaliação política e uma crítica feita por setores da população, e não uma afirmação de que magistrados tenham agido de forma ilegal ou que tenham sido influenciados por dinheiro. Qualquer acusação dessa natureza exige prova.
E AGORA, A LICENÇA DOS VEREADORES
É nesse cenário que surge a nova polêmica.
A publicação que circula nas redes sociais afirma:
“Vereadores de Caxias tiram licença por 120 dias e recebem R$ 100 mil.”
Ao mesmo tempo, uma fonte que afirma ter ligação com o município e que pediu anonimato por medo de possíveis consequências profissionais encaminhou à reportagem questionamentos sobre valores que estariam sendo negociados nos bastidores.
A mensagem dizia:
“E a história que cada vereador se afastou pra ganhar 150 mil é verdade?”
E depois:
“Ou só os que vão apoiar o Orleans que vão ganhar?”
Agora aparece na publicação divulgada nas redes sociais o valor de R$ 100 mil.
R$ 100 mil ou R$ 150 mil?
Existe pagamento?
Quem receberia?
Qual seria a origem do dinheiro?
Existe algum documento?
Qual é a finalidade da licença?
São perguntas que precisam ser respondidas.
LICENÇA LEGAL NÃO SIGNIFICA IRREGULARIDADE
É preciso separar as coisas.
Um vereador pode se afastar do cargo dentro das hipóteses previstas na legislação e no regimento da Câmara. A licença, por si só, não significa qualquer irregularidade.
O que chama atenção é o contexto.
São 120 dias de afastamento, justamente em um ano eleitoral, quando os grupos políticos começam a intensificar suas articulações para deputados, senador e Governo do Estado.
Se os vereadores licenciados estarão envolvidos em campanhas e articulações eleitorais, a população tem o direito de saber.
E se existe qualquer pagamento relacionado a apoio político, isso precisa ser esclarecido com absoluta transparência e dentro da legalidade.
ENQUANTO ISSO, A CIDADE CONTINUA ESPERANDO
A grande contradição apontada por moradores é que, enquanto a classe política se movimenta para garantir votos e fortalecer candidaturas, Caxias continua enfrentando problemas graves.
Saúde.
Falta de medicamentos nas UBS.
Educação.
Queixas relacionadas à merenda escolar.
Segurança.
Saneamento básico.
Limpeza pública.
E existe ainda a situação do lixo, com relatos de fumaça provocada por queimadas ou combustão no local de descarte, que em determinados dias é levada pelo vento para diferentes áreas da cidade.
Para quem sofre diariamente com esses problemas, uma pergunta é inevitável:
Onde está a prioridade: resolver os problemas do povo ou garantir o projeto eleitoral do grupo político?
AMANDA, DANIELA E ORLEANS NO TABULEIRO
A movimentação ocorre em meio à articulação do grupo político ligado à família Gentil para as eleições de 2026.
De um lado está Amanda Gentil, deputada federal e nome do grupo para a disputa de 2026.
Do outro, Daniela Gentil, deputada estadual e também integrante do projeto político.
E no cenário estadual aparece Orleans Brandão, candidato ao Governo do Maranhão que já recebeu apoio político do grupo em Caxias.
A pergunta que começa a circular nos bastidores é se parte da movimentação dos vereadores licenciados teria relação com esse projeto eleitoral.
Até o momento, não há comprovação apresentada à reportagem de que qualquer vereador tenha recebido R$ 100 mil ou R$ 150 mil para apoiar determinada candidatura.
Por isso, o Blog do Valdir Rios não transforma o rumor em fato.
Mas também entende que um questionamento dessa gravidade não pode simplesmente ser ignorado.
CAXIAS PRECISA DE RESPOSTAS
O cidadão que paga impostos tem o direito de perguntar.
Se há licença, explique-se a licença.
Se há remuneração, explique-se a remuneração.
Se há pagamento extraordinário, mostre-se a documentação.
Se existe articulação eleitoral, que ela seja feita dentro da lei.
E se não existe nada disso, que os próprios envolvidos venham a público e esclareçam.
O POVO NÃO PODE SER LEMBRADO APENAS NA HORA DO VOTO
Caxias já viveu anos de denúncias, processos, disputas políticas e decisões judiciais que dividiram opiniões.
Agora, diante de uma nova eleição, a população volta a assistir à movimentação dos mesmos grupos políticos.
E fica uma pergunta que não quer calar:
Será que a história está se repetindo?
Porque, enquanto os políticos pensam nas eleições de 2026, o povo continua pensando em remédio, escola, segurança, saneamento, emprego e dignidade.
A eleição dura alguns meses.
O mandato dura alguns anos.
Mas os problemas do povo permanecem todos os dias.
Ah, Caxias... nunca foi pelo povo?
Talvez seja exatamente o povo quem precise dar essa resposta nas urnas.
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