O remédio e a doença - Ricardo Marques
A Prefeitura de São Luís reconheceu um erro no chamamento para o aniversário da cidade.
E reconhecer o erro é o primeiro passo para corrigi-lo.
A SEMIT — Secretaria Municipal de Informação e Tecnologia — confirmou que o formulário eletrônico não tinha campo específico para anexar o Plano de Trabalho.
Falha da própria Administração.
Mas o mesmo parecer diz algo importante: não houve instabilidade, interrupção ou corrupção de arquivos. O sistema permaneceu funcionando normalmente nos campos disponíveis.
Enquanto isso, o IESTI — Instituto de Estudos Sociais e Terapias Integrativas — já havia sido selecionado, com resultado publicado no Diário Oficial. Três concorrentes foram eliminados pela falta do Plano de Trabalho e outro por entregar documentos fora do prazo.
A Prefeitura, então, anulou parcialmente o resultado e foi além: reabriu as inscrições, permitindo inclusive novas propostas.
E aí está a questão.
Se a falha estava restrita ao campo do Plano de Trabalho, por que não corrigir exatamente essa falha?
Por que permitir novas propostas depois de conhecido o vencedor, sua pontuação e até as fragilidades apontadas pela comissão?
Não estou afirmando que houve favorecimento. Os documentos não autorizam essa conclusão.
Mas autorizam uma pergunta, digamos, desconfortável: quando o erro é pontual, a correção também não deveria ser?
Porque corrigir o jogo é necessário.
Mudar as regras depois do placar conhecido é outra discussão.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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