Lula evita Maranhão em meio à disputa por apoio
Para evitar atritos entre aliados, o presidente Lula deve manter distância de palanques no Maranhão e outros estados com disputa polarizada.

MARANHÃO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve evitar, no início da campanha eleitoral, visitas ao Maranhão e a outros estados onde candidatos aliados disputam seu apoio. A estratégia, segundo informações de O Globo, busca impedir que conflitos regionais prejudiquem a campanha nacional pela reeleição.
Além do Maranhão, a estratégia envolve Pernambuco e Paraíba, estados onde diferentes grupos políticos também buscam associar suas candidaturas ao presidente
O Maranhão é considerado estratégico para Lula por causa do desempenho do petista nas eleições de 2022. No segundo turno daquele ano, ele recebeu 71% dos votos no estado. Em Pernambuco e na Paraíba, os percentuais foram de 66%.
A preocupação da campanha presidencial é preservar uma vantagem expressiva no Nordeste diante da disputa nacional com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Disputa pelo apoio de Lula no Maranhão
No Maranhão, a situação política mudou desde a eleição de 2022, quando grupos que apoiavam Lula estavam mais alinhados. O rompimento entre o governador Carlos Brandão (MDB) e o grupo ligado ao PT levou à candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Governo do Estado.
Além de Camarão, disputam espaço no cenário estadual Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador, e Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís.
Orleans tenta vincular sua candidatura às ações realizadas em parceria com o governo federal. O emedebista também busca apresentar os resultados da administração estadual como consequência da cooperação com o governo Lula.
“Vamos trabalhar divulgando as parcerias que o Lula tem com o Maranhão, pedindo voto e firme no compromisso de dar a ele votação mais expressiva do que nas eleições anteriores”, declarou Orleans a O Globo.
Já Eduardo Braide procura manter maior distância da disputa presidencial e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado, incluindo o público de direita. Sua chapa, porém, tem André Fufuca (PP) como candidato ao Senado. Ex-ministro do Esporte de Lula, Fufuca apoia a reeleição do presidente.
Estratégia busca evitar escolha de palanque
Diante da divisão entre os grupos que disputam o Governo do Maranhão, uma eventual visita de Lula ao estado poderia ser interpretada como apoio direto a uma das candidaturas.
Por isso, a orientação inicial seria evitar a participação presencial do presidente em eventos locais até que o cenário esteja mais definido.
A estratégia também se aplica a Pernambuco e Paraíba, onde Lula mantém forte votação histórica, mas enfrenta situações políticas locais em que diferentes candidatos buscam seu apoio.
A campanha presidencial pretende, dessa forma, preservar a unidade entre os aliados e concentrar esforços na manutenção do Nordeste como uma das principais bases eleitorais de Lula nas eleições de 2026.
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