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As urnas mandaram seu recado: quem tem ouvidos, ouça  - Reginaldo Pinho

As urnas mandaram seu recado: quem tem ouvidos, ouça - Reginaldo Pinho

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 13/10/2026 15:02 | 39 visualizações
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Passado o primeiro turno das eleições, com toda a apreensão vivida por aqueles que disputaram um cargo eletivo, especialmente por quem já exercia mandato e buscava a reeleição, as atenções se voltam agora para o segundo turno. É o momento de reorganizar estratégias, avaliar resultados e, sobretudo, compreender os recados deixados pelo eleitorado.

No Maranhão, a disputa pelo Governo do Estado foi resolvida ainda no primeiro turno, com a eleição de Eduardo Braide. Mudanças significativas também marcaram a composição das bancadas federal e estadual, além da representação no Senado. Alguns nomes conhecidos ficaram pelo caminho, enquanto novas lideranças receberam a confiança dos eleitores.

As urnas não falam, mas mandam recados. E, como ensina aquele antigo ditado popular, quem tem ouvidos, ouça!
Os resultados eleitorais não devem ser interpretados apenas pela matemática dos votos. Há mensagens que precisam ser compreendidas, especialmente por quem ocupa espaços de poder. O eleitor pode reconhecer realizações, manifestar insatisfação ou demonstrar desejo de mudança. E há outro ditado que merece ser lembrado: pior do que errar é continuar no erro. Por isso, é necessário reconhecer equívocos, rever comportamentos e compreender que a confiança popular não é definitiva.

Agora, as atenções se concentram na disputa presidencial, que acontece em um cenário político marcado pela nova composição do Congresso Nacional. Independentemente de quem vença, o próximo presidente terá pela frente o desafio de dialogar com deputados e senadores eleitos, respeitando as instituições e buscando condições para governar.

Nesse contexto, recordo uma observação do saudoso deputado Humberto Coutinho, uma das grandes lideranças políticas de nossa região: quem disputa uma reeleição concorre, antes de tudo, consigo mesmo.

É uma reflexão bastante pertinente. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta não apenas seu adversário, mas também a avaliação popular sobre o próprio governo. Quem busca a reeleição apresenta ao eleitor sua trajetória administrativa, suas realizações, seus compromissos e aquilo que deixou de realizar. Já quem pretende substituí-lo precisa demonstrar que possui propostas consistentes e caminhos para enfrentar os problemas nacionais.

É justamente nesse ambiente que o segundo turno precisa ser acompanhado com responsabilidade. A democracia não exige unanimidade, mas respeito às diferenças, liberdade de escolha e reconhecimento da soberania popular. Divergir politicamente não significa transformar o outro em inimigo.

Mais do que acompanhar pesquisas e embates entre candidatos, precisamos aproveitar este momento para conhecer propostas, avaliar resultados e refletir sobre o futuro do país. E, sobretudo, compreender que a participação do eleitor é fundamental.

Na política, as escolhas são feitas por ação ou por omissão. Mesmo quem deixa de participar do processo eleitoral acaba contribuindo, ainda que indiretamente, para o resultado que será definido pelos demais. No próximo dia 25 de outubro, teremos novamente a oportunidade de exercer um dos mais importantes direitos conquistados pela sociedade brasileira. Que esse direito seja exercido com consciência, liberdade e responsabilidade, longe da compra de votos, da coação e da desinformação.

O primeiro turno já deixou suas mensagens. Algumas foram recebidas com comemoração, outras, com surpresa ou decepção. Agora, uma nova etapa se inicia, e cabe a cada cidadão aproveitar esse momento para refletir, participar e contribuir para o fortalecimento de nossas instituições.

Afinal, vencedores e derrotados precisam compreender uma verdade fundamental: o poder político é transitório, mas a democracia precisa permanecer.

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