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Especialistas atemorizados com o 2º turno da eleição de 2026  A republicação é gratuita desde que citada a fonte.

Especialistas atemorizados com o 2º turno da eleição de 2026 A republicação é gratuita desde que citada a fonte.

Fonte: Sílvio Cunha https://noca.com.br/silvio-cunha/coluna | Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 13/10/2026 15:11 | 28 visualizações
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Restando 13 dias para o segundo turno da eleição que decidirá quem presidirá o Brasil a partir de 2027, especialistas em política estão atônitos com o andamento de uma campanha na qual dois candidatos e seus grupos políticos se digladiam ferozmente. De um lado, os partidários da esquerda progressista do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que intenta reeleição, e do outro o senador Flávio Bolsonaro, representante da extrema direita, que inclusive venceu o primeiro turno no último dia 4 de outubro, com uma diferença de cerca de dois pontos percentuais. Não foi uma diferença grande, convenhamos, mas que surpreendeu praticamente todos os institutos de pesquisa que ousaram prognosticar as eleições deste ano de 2026.
 
A surpresa, que se apossou dos especialistas, foi constatar que o uso das redes sociais para cooptar eleitores é o meio que mais tem mostrado resultados. Ao que parece, os correligionários de Flávio Bolsonaro foram bem mais organizados que o pessoal que segue Lula no primeiro turno. Bolsonaro não apresenta programa de governo, metas a serem consolidadas se eventualmente acabar eleito e prefere propagar que os problemas do dia a dia dos brasileiros serão resolvidos na sua gestão. Não faz menção a progressos na educação, no Sistema Único de Saúde ou investimentos em áreas estratégicas e infraestruturais. Também para não perder espaço entre os mais pobres espalha que, além das aposentadorias, todos os programas sociais ora implementados no país serão mantidos. 
Lula, ao contrário, reforça que na próxima gestão a educação pública ganhará maior implemento, não cogita reduzir a força do SUS e sinaliza que, mesmo com a adoção de mais critérios para melhor dimensionar gastos, os programas sociais permanecerão à disposição das parcelas menos favorecidas da população.  Salário-mínimo e aposentadorias continuam corrigidos pela inflação. Já se posicionou a favor de que ministros da área da justiça não mais sejam indicados pelo presidente de plantão, visando manter a presidência ao largo dos problemas internos dessa corte.
 
A grande questão que paira sobre o imaginário dos estudiosos da geopolítica brasileira é saber que, após o resultado do primeiro turno, eventuais postulantes a cargos no eventual governo de Flávio Bolsonaro já propagam a notícia de que o governo terá que cortar cerca de 250 bilhões de reais no orçamento federal, com o objetivo de sanear as receitas e despesas do país. E o mais interessante é que essa decisão acompanha a mesma estratégia já utilizada pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, e pelo presidente Javier Milei, na Argentina. Mas ocorre que, tanto nos EUA quanto na Argentina, os números não estão bons para a economia dos dois países, ao ponto de Trump hoje se encontrar apenas com 17% de aceitação no eleitorado norte-americano, e Milei, pior, somente com 14% entre os argentinos. Conforme correspondentes e a imprensa desses dois países, a pobreza está em franco crescimento nas duas nações, resultado do extremismo que foi adotado para cortar gastos nas áreas administrativa, social e de infraestrutura, aposentadorias. Se a Argentina vai muito mal e sua economia está paralisada, gerando desemprego e fome, nos EUA, pelo menos, são mantidas as torneiras de recursos abertas para sua indústria bélica, alimentando guerras em várias partes do mundo, contexto em que se sobressai o atual conflito com o Irã. Nos EUA, o seleto grupo das grandes empresas de tecnologia (Big Techs) e do complexo industrial-militar enriquecem, enquanto a classe média já conhece a pobreza.
 
Para muitos jornalistas, já antecipando a vitória no próximo dia 25 de outubro, Flávio Bolsonaro demonstra que terá total apoio do Congresso Nacional para implementar reformas urgentes no país, vez que o seu partido, o PL, conseguiu maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Os futuros congressistas da sua coligação parecem prontos a estabelecer um revanchismo sem paralelo na história recente do país, ávidos por modificarem a Constituição Federal, adequando-a mais aos seus interesses. 
 
Boa parte desses congressistas pensa em investir sobre o Supremo Tribunal Federal, patrocinando mudanças e impeachments de ministros. Curiosamente, muitos desses querem se vingar do STF porque estiveram envolvidos em crimes julgados pelo colegiado. Bolsonaro já garante inclusive que acabará com o regime de reeleição no Brasil, e que o futuro do país será muito diferente do de hoje. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de estado, ganhará indulto presidencial imediatamente.
 
Quem segue a crítica especializada nota que há um grande temor com essas notícias. O pessoal mais antigo lembra do ex-presidente Fernando Collor. E olha que Collor tinha mais experiência administrativa que Flávio Bolsonaro. E o medo é plausível porque se a eleição de Flávio vier a prevalecer uma só família mandará no país. Os caminhos estariam abertos para uma ditadura se estabelecer apoiada em tanto poder consolidado. Nossa democracia estaria ferida de morte e o brasileiro não mais poderia escolher livremente. Investigações como o caso do Banco Master seriam oportunamente concluídas sem resultados e penas aos envolvidos.
 
Do ponto de vista dos críticos, o eleitorado brasileiro, em sua totalidade, não tem consciência desses perigos que cercam a sua cidadania. Assinalam que fatos denotam essa realidade negativa para o trabalhador comum, principalmente. O último resultado das urnas foi muito bem recebido, por exemplo, pelo mercado financeiro, o que não deixa de ser uma demonstração de que os bancos da avenida Faria Lima, em São Paulo, estão certos de que terão mais rendimentos numa gestão de Flávio Bolsonaro. Os mais pobres continuarão pagando muito mais a conta.
 
A argumentação reflete que enquanto Lula batalha para estabelecer dois dias de descanso semanal para o trabalhador, padrão já adotado na Europa, os bolsonaristas não só querem barrar a iniciativa, manter a atual escala 6x1, como pensam em reformular a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a fim de que o trabalhador venha a ser pago por hora trabalhada, sem direito a 13º salário e férias remuneradas. Realmente, é compreensível o temor geral diante dessas anunciadas previsões. Não só os partidos de esquerda, de centro e mesmo de direita estariam alijados da política brasileira. A força seria somente do bolsonarismo em um país sem democracia. 
 
Por outro lado, o entendimento especializado destaca que entregar a nação brasileira à diretriz de outro país, como os Bolsonaro já demonstraram junto a Donald Trump, relegará o Brasil a um quintal da terra de Tio Sam na América do Sul. Voltaríamos à condição de colônia, como os fomos de Portugal até o 7 de setembro de 1822. Até àquela época, o normal era o Brasil entregar de graça ouro, prata, diamantes, açúcar etc. para Portugal enriquecer. Hoje, que somos autossuficientes em petróleo, possuímos muitas terras raras, agronegócio, negociamos com o mundo inteiro, temos um parque industrial em evolução, produzimos aviões de guerra e de passageiros, submarinos, fragatas... Temos mesmo que ficar atrelados a uma doutrina imposta por outro país?!! São muitos os temores, evidentemente, que pairam neste momento sobre nossa nação.
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A republicação é gratuita desde que citada a fonte.

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