"Aldeias Altas: Vereadores Subordinados: A Política do Cabresto Moderno"
No cenário político brasileiro, é comum vermos candidatos despreparados se lançarem à disputa eleitoral amparados pelo poder econômico de candidatos majoritários. Muitos desses nomes sequer têm propostas claras, mas garantem espaço prometendo empreg
No cenário político brasileiro, é comum vermos candidatos despreparados se lançarem à disputa eleitoral amparados pelo poder econômico de candidatos majoritários. Muitos desses nomes sequer têm propostas claras, mas garantem espaço prometendo empregos a familiares ou favores a aliados. Em muitos municípios do Maranhão, essa realidade se repete — e Aldeias Altas não foge à regra. A corrida eleitoral, infelizmente, muitas vezes se transforma em um grande balcão de negócios.
Depois de eleitos, esses vereadores se tornam peças decorativas da Câmara. Quando pautas relevantes surgem, evitam se posicionar sem antes consultar o gestor municipal. Há sessões em que assuntos importantes são empurrados para "a próxima", sob a desculpa de "reunir com o prefeito". Tudo isso para manter a obediência cega ao Executivo, que por sua vez acompanha as sessões pelas redes sociais e envia ordens em tempo real, via celular. É como se o voto da população fosse um simples detalhe.
Em Aldeias Altas, comandada pelo prefeito Kedson Lima, esse comportamento é visível. Dos onze vereadores, cinco se alinham abertamente ao gestor e, embora saibam do desrespeito à independência do Legislativo, preferem o silêncio. Assumem um papel de submissão que compromete a essência da representatividade. A democracia perde quando o Parlamento se ajoelha diante do Executivo.
A cidade clama por debates sérios, por decisões que olhem para o povo e não para o celular do prefeito. Quando os interesses políticos falam mais alto que os interesses do povo, quem sofre é a comunidade. É hora de romper esse ciclo de obediência e cobrar uma postura mais digna de quem foi eleito para representar, e não para obedecer.
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