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Operação prende ex-PM, esposa e enteada suspeitos de montar rede de extorsão e agiotagem em Nova Friburgo

Operação prende ex-PM, esposa e enteada suspeitos de montar rede de extorsão e agiotagem em Nova Friburgo

Um ex-PM, sua esposa e sua enteada foram alvos de uma operação, nesta sexta-feira, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. O trio foi preso suspeito de montar uma rede de extorsão e agiotagem no município e espancar devedores. Foram encontrados

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 15/08/2025 15:13 | 363 visualizações
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Um ex-PM, sua esposa e sua enteada foram alvos de uma operação, nesta sexta-feira, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. O trio foi preso suspeito de montar uma rede de extorsão e agiotagem no município e espancar devedores. Foram encontrados um soco inglês e um porrete com a inscrição "direitos humanos" que seriam usados pelos acusados. O ex-policial militar Luis Alexandre Silva, conhecido como Tenório, Flavia Ouverney Canella, e Emille Canella Galhardo responderão por associação criminosa, roubo, extorsão e usura pecuniária.

A ação foi do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). De acordo com a denúncia, Tenório e a esposa, Flavia, têm um comércio voltado para a venda de cestas básicas e veículos usados, onde também trabalha Emille, filha de Flavia. Nos fundos do negócio, porém, as investigações indicam ser feito um esquema de empréstimos ilegais de dinheiro a juros abusivos.

O ex-PM conhecido como Tenório, Flavia Ouverney Canella e Emille Canella Galhardo — Foto: Reprodução
O ex-PM conhecido como Tenório, Flavia Ouverney Canella e Emille Canella Galhardo — Foto: Reprodução

Ainda segundo a denúncia, os alvos do grupo criminoso eram pessoas de baixo poder aquisitivo, que frequentemente não conseguiam quitar os pagamentos em dia e se viam obrigadas a enfrentar juros compostos excessivos, chegando a 20% ao mês. Assim, as dívidas tornavam-se impagáveis e passavam a ser cobradas com violência, constrangimento e ameaças de morte — inclusive com o uso de armas de fogo.

De acordo com o que foi apurado pelo Gaeco, muitos dos carros colocados à venda na loja dos denunciados foram entregues por vítimas que não conseguiram pagar as dívidas. A denúncia também descreve diversos episódios em que Tenório, armado, agrediu e ameaçou vítimas, exigindo o pagamento das dívidas ou a entrega de bens, entre eles imóveis. Há registros de entrega de veículos, notebooks e celulares como parte de pagamentos.

A denúncia destaca ainda que os crimes de extorsão e ameaça cometidos por Tenório com a ajuda de Flavia, que atuaria na captação de clientes e realizaria os contratos de confissão de dívida. Já Emille, que não tinha participação direta nos outros crimes, era, segundo o Gaeco "notoriamente associada aos denunciados, tendo pleno conhecimento do funcionamento do 'negócio' da família".

O GLOBO tenta localizar a defesa dos presos. O espaço está aberto para qualquer manifestação.

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