Compra de votos no Maranhão: Nova Olinda houve cassação, por que em São João do Sóter o Ministério Público ainda não agiu? - A democracia não pode esperar. O povo cobra
A democracia não pode ser tratada como mercadoria de campanha. Em Nova Olinda do Maranhão, a Justiça Eleitoral já deu exemplo ao cassar o prefeito Ary Menezes e seu vice por compra de votos em uma eleição decidida por apenas dois votos. Telhas, cime
A democracia não pode ser tratada como mercadoria de campanha. Em Nova Olinda do Maranhão, a Justiça Eleitoral já deu exemplo ao cassar o prefeito Ary Menezes e seu vice por compra de votos em uma eleição decidida por apenas dois votos. Telhas, cimento, empregos e até ameaças foram usados para corromper a vontade popular. O caso ganhou repercussão nacional, foi denunciado no Fantástico e terminou com a perda de mandato e a convocação de novas eleições.
Agora, em São João do Sóter, o cenário é semelhante - e talvez ainda mais grave. Eleitores confirmaram em audiência ter vendido seus votos à prefeita Lacerda, o que reforça as denúncias de crime eleitoral. O juiz já ouviu as testemunhas e abriu prazo para o Ministério Público Eleitoral se manifestar. A expectativa do povo é clara: se houve cassação em Nova Olinda, que a Justiça seja igualmente firme em São João do Sóter.
Não cabe mais protelação. O Maranhão não pode conviver com mandatos sustentados por dinheiro, ameaças e privilégios. O Ministério Público Eleitoral precisa agir com a mesma agilidade e rigor, para que a cassação aconteça e o povo volte a escolher seus representantes de forma livre e soberana. Quem compra e vende votos ataca diretamente o coração da democracia - e a resposta da Justiça precisa ser rápida e exemplar.
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