Juiz mantém prisão de casal acusado de envenenar família e determina apuração de falso testemunho
Durante o interrogatório, Maria dos Aflitos negou participação nos crimes e responsabilizou De Assis pelas mortes dos netos e dos filhos. “Foi o De Assis que matou meus filhos, não tenho culpa na morte dos meus filhos, não tenho envolvimento. Sou to
Durante o interrogatório, Maria dos Aflitos negou participação nos crimes e responsabilizou De Assis pelas mortes dos netos e dos filhos. “Foi o De Assis que matou meus filhos, não tenho culpa na morte dos meus filhos, não tenho envolvimento. Sou totalmente inocente, estou pagando algo que não devo", relatou.
Maria dos Aflitos ainda afirmou que só passou a desconfiar do ex-companheiro devido às mortes após o réveillon. “Dos meus dois netos, eu pensava mesmo que tinha sido do caju que a senhora tinha dado, mas depois ocorreu esse outro fato e estava errado, não foi a senhora. Comecei a desconfiar do De Assis”, completou.
Foto: Reprodução
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Maria dos Aflitos ainda especulou sobre um suposto envolvimento entre o ex-companheiro e Jocilene, uma vizinha que também morreu com sintomas de envenenamento na casa da ré. "Eles conversavam muito escondido. Quando eu ia chegar perto para escutar a conversa, eles cortavam. Eles sempre andavam cochichando, sempre", disse.
Quando Jocilene morreu, Francisco de Assis já estava preso como suspeito das mortes por envenenamento. Acusada pela morte da vizinha, Maria dos Aflitos negou mais uma vez a culpa pelo crime e afirmou que Jocilene e o ex-companheiro seriam os verdadeiros responsáveis pelas mortes.
"A Joicilene, que se mostrava minha amiga quando ele foi preso, começou a passar mal. Andava muito nervosa, chegou na minha casa dizendo que estava com muito medo. Perguntei se ela tinha envolvimento com alguma cosa, mas ela não falava", finalizou.
Assim como Maria dos Aflitos, Francisco de Assis também negou participação nos envenenamentos e fez acusações contra Jocilene, última vítima que morreu com sinais de intoxicação. "Suspeito o tempo todo dessa Jocilene. Quem chamou esse mototáxi que esteve aqui foi eu mais ela, levando o menino nos braços. Quando o menino começou a passar mal lá em casa, a Jocilene chegou junto. Parece combinado", relatou.
Após a conclusão dos interrogatórios, o juiz Willmann Izac decidiu manter a prisão de Maria dos Aflitos e Francisco de Assis. Além disso, o magistrado acatou uma solicitação do Ministério Público (MP) e determinou que a Polícia Civil (PC-PI) abra um novo inquérito para apurar a suspeita de falso testemunho de uma das pessoas que prestaram depoimento sobre o caso.
"Elas não estão julgadas, não é uma antecipação de pena, só que agente teve dois homicídios em agosto, cinco em janeiro e mais três tentados e depois mais um homicídio ainda em janeiro deste ano. Quer dizer, é uma reiteração criminosa que dá uma insegurança muito grande à sociedade, então mantenho a prisão das pessoas na perspectiva de resguardar a ordem pública da sociedade na perspectiva de evitar a reiteração criminosa", frisou.
Matéria original
A Justiça do Piauí realiza nesta sexta-feira (5) a audiência de instrução e julgamento do caso de envenenamento que provocou a morte de oito pessoas em Parnaíba, no litoral do estado. A sessão, marcada para as 9h, acontece na 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba.
O processo apura o envenenamento de dez pessoas, em que oito morreram, sendo que sete pertenciam à mesma família e uma era vizinha. Outras duas vítimas sobreviveram, o que resultou também em acusações por tentativa de homicídio.
Os réus são Francisco de Assis Pereira da Costa, padrasto, e Maria dos Aflitos da Silva, avó e mãe das vítimas. Ambos respondem por oito homicídios qualificados e três tentativas de homicídio. O casal se tornou réu em março deste ano, está preso preventivamente em unidades prisionais de Teresina e foi transferido para Parnaíba a fim de participar da audiência.
Na última terça-feira (2), a perícia concluiu o laudo de sanidade mental de Francisco de Assis, solicitado pela Defensoria Pública do Estado. O documento apontou que ele está em plena capacidade mental e pode responder criminalmente pelos crimes dos quais é acusado.
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