413 anos: São Luís, minha querida Ilha do Amor… onde nasci, onde criança fui feliz... Te amo! Te! amo - Valdir Rios
Sou filho de Caxias, terra de renomados poetas, berço de Gonçalves Dias, o maior símbolo da literatura brasileira. Mas foi em São Luís, a querida Ilha do Amor, que vivi as memórias mais doces da minha infância. Ilha do amor em tuas ruas, cresci nas
Sou filho de Caxias, terra de renomados poetas, berço de Gonçalves Dias, o maior símbolo da literatura brasileira. Mas foi em São Luís, a querida Ilha do Amor, que vivi as memórias mais doces da minha infância. Ilha do amor em tuas ruas, cresci nas tuas ladeiras e me criei correndo ladeiras do centro histórico, embalado pelo som dos bondes que cortavam a cidade.
Recordo-me das noites de trabalho nos Jornais, das madrugadas de bumba boi na Madre Deus, os carnaval da Madre Deus e de rua – a caminhando pela Beira-Mar, sentindo a brisa suave do Atlântico, saboreando os sorvetes que homens fortes carregavam na cabeça em grandes recipientes de madeira tipo barril, ou ainda os tradicionais pirulitos vendidos em tábuas e o famoso quebra-queixo de coco, sabor nas tuas delícias: juçara com camarão, arroz de cuxá, caranguejo e a cachaça com tira-gosto de camarão seco no Mercado da Praia Grande.
A fé também fazia parte dessas memórias: as tardes de domingo na Igreja de Santo Antônio, onde fui batizado, e as manhãs ensolaradas na Ponta d’Areia - única praia frequentada na época - completavam esse cenário de pura felicidade.
Hoje, aos 69 anos, faço parte da história de São Luís, choro de emoção ao celebrar teus 413 anos de encantos e lutas. Ao ouvir a canção “Quero voltar, quero voltar pra São Luís, Ilha do Amor onde eu nasci, onde criança fui feliz”, composição de Heloísa Rosa, interpretada pelo meu conterrâneo Cláudio Fontana, meus olhos se enchem de lágrimas. É uma viagem no tempo, revisitando a ilha encantada que guardo no coração.
São Luís, minha querida Ilha do Amor… onde nasci, onde criança fui feliz
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