APAGÃO: EFEITO JAIR - José Gomes
Os direitistas por certo dirão que sou um nefasto por responsabilizar o "mito", pelo apagão de energia elétrica registrado na noite de domingo, 26/10/25, em parte da Ilha de São Luís. Mas, é ele mesmo. Lembram 2019, quando o populacho elegeu Jair
Os direitistas por certo dirão que sou um nefasto por responsabilizar o "mito", pelo apagão de energia elétrica registrado na noite de domingo, 26/10/25, em parte da Ilha de São Luís.
Mas, é ele mesmo. Lembram 2019, quando o populacho elegeu Jair Messias Bolsonaro presidente da República Federativa do Brasil?
Quem era seu principal ministro, o que sabia tudo? Paulo Guedes.
Para chegar logo no xis da questão, o Paulo Guedes como mentor de Bolsonaro, determinou a privatização de várias empresas estatais, entre elas a Eletobrás. Mas, por que a Eletobrás, se não é deficitária? Guedes não deu explicações e tocou a venda da empresa responsável pela produção, venda e distribuição de energia no Brasil.
E a Eletobrás foi vendida por 25% do seu valor de mercado.
Quem lucrou com isso? Só Jair Bolsonaro e Paulo Guedes podem responder.
E O APAGÃO?
Há uma semana os donos da Eletobrás mudaram seu nome para AXIA, e acelerarem o processo de "renovação" da empresa. Os gerentes regionais não têm mais autonomia e tudo deve ser resolvido pelos diretores da AXIA que estão em Brasília e Rio de Janeiro.
A subestação de São Luís era um exemplo de competência. Gerentes e técnicos cumpriam a missão de fazer a manutenção necessária. Mas, com a perda da autonomia, até para comprar um parafuso depende da autorização dos diretores (COs) que estão em Brasília e Rio de Janeiro.
E com os primeiros chuviscos que molharam a rede e transformadores em São Luís, veio o "papoco" nos disjuntores, que pegaram fogo e consequentemente o corte de energia. Se tivesse sido feita a ação preventiva, solicitada pelos técnicos, o apagão de domingo não aconteceria.
QUINTA DO TERROR
E vão acontecer mais problemas. A AXIA (ex-Eletronorte - sim, porque todo sistema Eletobrás agora é Axia) está promovendo demissões dos técnicos e contratando outros, sem o necessário treinamento, pagando salário 50% menor.
E, os técnicos são avisados do desligamento através de e-mails, sem choro nem vela. Daí que, toda quinta-feira, funcionários com 20, 30 anos de serviços prestados a ex-Eletronorte recebem a comunicação: "a partir de hoje o senhor (a) está desligado de nossa empresa. Passe no Rh e receba seus direitos".
Foi isso que a nefasta e nebulosa venda do setor elétrico pelos nefastos Jair Bolsonaro e Paulo Guedes provocou.
Ainda bem que os Deuses abençoaram o biriteiro Lula da Silva que impediu, com apoio do povo brasileiro, um segundo mandato do enviado de Santanás. Num eventual segundo mandato, o ministro Paulo Guedes já tinha combinado a venda do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
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