Há nove anos, em Caxias…FRANCISCO FÉLIX COSTA - VIVEU 191 ANOS
Na madrugada de 26 de dezembro de 2016 a cidade de Caxias (MA) perdia um de seus empreendedores, o Sr. Francisco Félix Costa. Nascido em 04 de outubro de 1915, viveu 101 anos e 83 dias. Lembro-me, menino, de que, na década de 1970, o Seu Francisc
Na madrugada de 26 de dezembro de 2016 a cidade de Caxias (MA) perdia um de seus empreendedores, o Sr. Francisco Félix Costa. Nascido em 04 de outubro de 1915, viveu 101 anos e 83 dias.
Lembro-me, menino, de que, na década de 1970, o Seu Francisco Félix teve, entre seus empreendimentos pioneiros, a distribuição de gás, em prédio que reconstruiu com feições modernas, na rua por trás da agência central do Banco do Brasil de Caxias. Ele também foi pioneiro na Comunicação em Caxias, implantando em 1937 a Empresa Eletroacústica de Propaganda “Voz da Cidade”, na Praça Gonçalves Dias. Igualmente foi pioneiro no radioamadorismo (prefixo PR-8-NZ), estabelecendo comunicação de Caxias com todo o Brasil e países como Estados Unidos, Inglaterra e Itália. Era filiado à Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre), fundada em 1934.
Quando fui selecionado para ser menor estagiário do Banco do Brasil, passei a conhecer mais o empresário, que era cliente da agência. Décadas depois, reencontro Seu Francisco Félix aposentado das lides empresariais e dedicando-se mais às coisas e causas da Cultura, como presidente do Espaço Cultural Gonçalves Dias, ali na Rua Coelho Netto, no centro de Caxias.
Por diversas vezes estive no Espaço (que abrigava uma rica Livraria) e conversei com aquele homem de feições graves, sérias, mas que sorria muito também. Às vezes o encontrava só e entabulávamos diálogos, geralmente falando de tempos idos caxienses.
Havia, na longa história de Seu Francisco Félix e na minha infante história alguns pontos de contato, que uma hora ou outra eram motivos de nossas lembranças e conversas, regadas a alegria e saudades. Entre esses pontos de contato:
1) Seu Francisco Félix e eu éramos técnicos em Contabilidade;
2) ele prestara serviços, como contador, ao Colégio São José, como atesta a freira capuchinha e nossa amiga comum Irmã Eucaristia. E eu fui aluno e presidente -- eleito três vezes -- do Grêmio do Colégio São José, o Santa Joana d’Arc);
3) eu me formei em Contabilidade pelo Colégio São José e Seu Francisco formou-se em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio de Caxias, criada em 1958;
4) um dos fundadores da Escola Técnica de Comércio de Caxias, onde seu Francisco estudara, também queria, comigo, fundar um jornal: era monsenhor Clóvis Vidigal, religioso e educador que me convidou, eu ainda adolescente mas já nas lides jornalísticas, a criar um jornal alternativo para Caxias, tendo até me enviado a Timon (MA), para orçar custos junto à gráfica dirigida por religiosos católicos -- parece-me que o Padre Dourado;
5) Seu Francisco Félix trabalhou também na empresa do Sr. Aniceto Cruz, pai de minha madrinha Lurdinha Cruz, que ali também trabalhava. A empresa era localizada no fim (ou começo) da Rua Coelho Neto, ao lado da Praça da Matriz.
Duas filhas de Seu Francisco Félix --- a artista plástica e escritora Ana Maria (“in memoriam”), que foi minha colega no Instituto Histórico e geográfico de Caxias, e a professora Fátima Félix --- e seu filho, José Lino, colega contabilista e fotógrafo de sensibilidade, têm se dedicado à produção e à disseminação das coisas da Cultura, da Educação, das Artes e do Humanismo, seja em sala de aula, em páginas de livro, em telas de pintura, em lentes fotográficas.
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Descendente de caxienses e agraciado com a Comenda Gonçalves Dias, da Prefeitura de Caxias, e com o Título de Cidadão Caxiense, pela Câmara Municipal, Francisco Félix Costa nasceu piauiense, no hoje município de Arraial, pequena cidade de menos de cinco mil habitantes e 682 quilômetros quadrados, antigamente parte do território de Regeneração (PI), município cujo início de história e formação remonta aos séculos 18 e 19.
Francisco Félix cedo “caxiensizou-se”. Dizia que Caxias era sua cidade, para onde veio aos oito anos de idade e onde morou toda sua longa e frutífera vida na mesma casa que era de seus avós, na antiga Rua da Palma, depois Rua Coelho Neto, pois foi onde nasceu o grande escritor.
Francisco Félix estudou e formou-se em Caxias e aqui foi empregado e patrão, administrou negócios dos outros e criou seus próprios negócios, representou empresas e, com a esposa, Dª Dayse, falecida em 2011, cinco anos antes dele, teve e criou quatro filhos, diversos netos e ainda teve um bisneto, nascido na Holanda (Países Baixos), nação europeia de mais de 400 anos de independência e habitada há mais de cem mil anos.
Seu Francisco Félix sabia -- ou pelo menos nós sabemos -- que ele trilhou o bom caminho e legou filhos que o seguem em seu exemplo.
Seu Francisco Félix foi um trabalhador infatigável.
Há nove anos, a Eternidade o recebeu para, junto à esposa, usufruir o merecido descanso.
Continuada Paz aos filhos e demais familiares nestes nove anos de lembranças e saudades…

O jornalista Jorge Gonçalves, Seu Francisco Félix e Edmilson Sanches.

Francisco Félix e netos, com o Título de Cidadão caxiense, em 2015.


À direita, de óculos e camisa clara, Seu Francisco Félix Costa, em reunião no Espaço Cultural Gonçalves Dias (que já encerrou as atividades), com Arthur Almada Lima Filho (falecido em outubro de 2021); sua filha Ana Maria; a jornalista Marilene Moraes e as professoras Antônia Miramar Alves Silva, Mercilene Barbosa e Erlinda Maria Bittencourt; e Edmilson Sanches (que está falando na terceira foto, observado por Seu Francisco Félix).
EDMILSON SANCHES
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CURSOS - PALESTRAS – CONSULTORIA
Administração – Biografias - Comunicação - Desenvolvimento - História – Literatura - Motivação
ENTRE EM CONTATO: edmilsonsanches@uol.com.br
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