O cofre invisível do mundo - Alvo preferencial - Ricardo Marques
O mundo descobriu a pólvora — e fingiu que não viu.
Dados da Oxfam — uma confederação internacional de organizações que atuam no combate à pobreza, à desigualdade e às injustiças sociais no mundo — escancaram uma realidade obscena: os super-ricos escondem em paraísos fiscais quase 3 trilhões de dólares fora do sistema.
Não é riqueza produtiva, não é investimento visível — é dinheiro escondido.
E não é só muito dinheiro… é mais do que toda a riqueza de metade da humanidade — cerca de 4 bilhões de pessoas.
Repito: metade do planeta cabe dentro do cofre de uma minoria.
E depois ainda dizem que o problema é “falta de eficiência do Estado”…
Ora, eficiência pra quem? Para quem paga imposto até no cafezinho? Ou para quem esconde fortuna em ilhas com nome de resort?
O capitalismo virou um jogo de cartas marcadas — e os donos do baralho jogam escondendo as cartas no bolso.
E o mais irônico: tudo isso não é exatamente ilegal.
É apenas… conveniente. É o luxo da legalidade imoral.
Enquanto isso, aqui embaixo, o cidadão discute centavos de imposto, fila de hospital, escola precária…
Lá em cima, discute-se como esconder bilhões sem deixar rastro.
Não é desigualdade. É quase uma fraude civilizatória.
E depois ainda nos perguntam por que o mundo anda irritado…
Ora, talvez porque a conta nunca fecha.
E nunca vai fechar — enquanto metade do planeta paga a conta… e a outra metade esconde o troco.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
O senador Weverton Rocha virou alvo de uma sequência de ataques na mídia e nas redes sociais. Ataques que se repetem, se retroalimentam — e que, na maioria das vezes, não trazem fato novo, não apresentam prova, não se sustentam além da narrativa.
E aqui está o ponto.
A Procuradoria-Geral da República já se manifestou de forma clara: não há materialidade para investigação. Ou seja, quem tem a atribuição de acusar disse que não há base.
Mesmo assim, os ataques continuam.
E continuam por uma razão simples: política.
Weverton tem atuação destacada no Senado. É vice-líder do governo Lula da Silva, foi relator da indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal e agora assume a relatoria da indicação de Jorge Messias para a mesma Corte.
Não são funções menores.
São posições que exigem articulação, trânsito político e, sobretudo, confiança. Confiança do governo e, diretamente, do presidente da República.
E é exatamente isso que o transforma em alvo.
Porque, em política, quem ocupa espaço incomoda. Quem tem influência, atrai confronto. E quem está no centro das decisões passa a ser observado — e atacado.
O problema é quando o ataque substitui o debate.
Quando a narrativa tenta ocupar o lugar do fato.
No fim, o eleitor sabe separar.
E, mais cedo ou mais tarde, o que pesa não é o barulho — é o trabalho.
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