Malandragem travestida de esperteza - Ricardo Marques
O perfil da futura companheira de chapa de Eduardo Braide continua gerando críticas entre observadores mais atentos — e não é por acaso.
Vice não é detalhe. Vice é mensagem.
De um lado, Elaine Carneiro: empresária, bolsonarista assumida, herdeira de um Brasil que prospera longe das dificuldades da maioria. Um perfil que, para muitos, pouco dialoga com a dura realidade de quem luta diariamente para fechar as contas no fim do mês.
De outro, a lembrança recente da agora prefeita de São Luís, Esmênia Miranda: origem humilde, professora, policial militar — alguém que subiu na vida pela escada clássica do esforço, do estudo, do trabalho. Um símbolo que conversava diretamente com a periferia de São Luís.
Essa mudança radical de perfil não é obra do acaso. Trata-se de escolha.
E, na política, quando a escolha muda conforme o público, o que se vende como estratégia pode esconder algo mais simples — e menos nobre.
Porque, no fim das contas, há uma linha tênue entre inteligência política e oportunismo.
E, quando essa linha é cruzada, a esperteza deixa de ser virtude — e passa a ser apenas malandragem com outro nome.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
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