O aliado que todos querem - Ricardo Marques
A reflexão do experiente jornalista Ribamar Corrêa, na sua coluna eletrônica de hoje, ‘Repórter Tempo’, levanta uma questão legítima: afinal, com quem estará o senador Weverton Rocha em 2026? Com Orleans Brandão ou com Felipe Camarão?
Mas talvez a pergunta mais importante seja outra.
Por que os dois lados fazem questão de tê-lo por perto?
Na política, apoio não se oferece gratuitamente. Muito menos em uma eleição para governador. Se o PT nacional, por decisão do presidente Lula, confirma apoio à reeleição de Weverton Rocha, mesmo sabendo de sua proximidade com Orleans Brandão, é porque reconhece seu peso político. Da mesma forma, se o MDB o acolhe como candidato ao Senado de sua chapa, é porque também sabe do valor que ele agrega ao projeto governista.
O debate, portanto, não revela uma fragilidade do senador. Revela exatamente o contrário.
Há políticos que precisam escolher um lado porque perderam espaço nos demais. Há outros que são disputados porque construíram pontes onde muitos preferiram erguer muros. Weverton parece estar, neste momento, na segunda situação.
A eleição de 2026 ainda está distante. As alianças para o Governo do Estado certamente passarão por ajustes, acomodações e definições mais claras. Mas o fato que emerge agora é simples: enquanto muitos discutem onde estará o senador, os principais grupos políticos do Maranhão demonstram interesse em caminhar ao seu lado.
E isso, gostem ou não os adversários, é um sinal inequívoco de força política.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
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