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"Se der sua palavra, cumpra":180 vigilantes que atuaram durante os festejos juninos ainda aguardam o pagamento pelos serviços prestados

Assim dizia José Gentil: "Se der sua palavra, cumpra." Um ensinamento simples, mas que parece cada vez mais distante da realidade enfrentada pelos caxienses.

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 10/07/2026 09:56 | 123 visualizações
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A política sempre foi marcada por discursos, promessas e compromissos assumidos diante da população. Em Caxias, uma frase atribuída ao saudoso José Gentil permanece viva na memória de muitos moradores: "Se der sua palavra, cumpra." Um ensinamento simples, mas que parece cada vez mais distante da realidade enfrentada pelos caxienses.

A gestão do ex-prefeito Fábio Gentil e a atual administração do prefeito Gentil Neto têm sido alvo de críticas por parte da população diante de problemas que continuam sem solução. Enquanto grandes eventos recebem investimentos milionários, áreas consideradas essenciais seguem acumulando reclamações.

 SAÚDE: moradores denunciam dificuldades para conseguir atendimento, falta de medicamentos e situações de suposta negligência médica. Na educação, escolas enfrentam problemas estruturais, obras inacabadas e questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos destinados ao setor.

 SANEAMENTO BÁSICO: saneamento básico continua sendo um dos maiores desafios do município. 

LIXÃO: a céu aberto permanece como um problema histórico, frequentemente lembrado durante os períodos eleitorais, mas sem uma solução definitiva. A coleta de LIXO também é motivo constante de reclamações em diversos bairros.

SEGURANÇA PÍBÇLICA; o sentimento de insegurança cresce diante do aumento dos registros de crimes e da expansão do tráfico de drogas, segundo relatos frequentes da população.

Também chegam denúncias de perseguição política dentro da administração municipal, com relatos de demissões de servidores que não estariam alinhados politicamente ao grupo que governa a cidade. Caso confirmadas, tais práticas afrontariam os princípios da administração pública e da impessoalidade previstos na Constituição.

Como se não bastassem esses problemas, um episódio envolvendo trabalhadores da segurança privada do São João de Caxias ampliou a indignação popular.

Segundo denúncias divulgadas por trabalhadores e pela empresa responsável, aproximadamente 180 vigilantes que atuaram durante os festejos juninos ainda aguardam o pagamento pelos serviços prestados. Enquanto isso, o show do cantor Leonardo custou cerca de R$ 950 mil aos cofres públicos para uma apresentação de aproximadamente duas horas.

De acordo com as informações divulgadas, cada vigilante deveria receber R$ 110 por noite trabalhada. Para muitas dessas famílias, esse pagamento representa recursos destinados à alimentação e às despesas básicas do mês.

A situação levanta questionamentos inevitáveis: como uma prefeitura consegue disponibilizar quase R$ 1 milhão para um único show, mas trabalhadores que garantiram a segurança do evento continuam aguardando pelo pagamento?

Agora, outro grande evento é anunciado, com apresentação do cantor Pablo. A expectativa é que os profissionais responsáveis pela segurança não enfrentem novamente a mesma situação.

Cabe à Prefeitura de Caxias esclarecer os fatos, informar se os pagamentos foram efetuados e explicar quais providências estão sendo adotadas para garantir os direitos dos trabalhadores.

Mais do que festas e grandes espetáculos, a população espera compromisso com a saúde, a educação, o saneamento, a valorização dos servidores e o respeito aos trabalhadores. Afinal, como ensinava José Gentil, a palavra dada precisa ser cumprida.

 

Meu amigo locutor: agradeço você divulgar, não posso me dentificar.

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